28 de dez de 2009

MÚSICA DE ARTISTAS NÃO EVANGÉLICOS PODEM SER OUVIDAS E CANTADAS PELOS EVANGÉLICOS?

Uma pesquisa realizada nesta página, revelou que para 22% dos que responderam à pergunta: "O Cristão pode ouvir e cantar música do mundo?", crente pode sim, para 44% não, 33% respondeu: depende. A pesquisa, além de revelar que uma parte ainda preserva o pensamento de que música não evangélica não deve ser cantada nem ouvida por crentes, revela também que a opinião de uma boa parte mudou. Se considerarmos os 33%, veremos que boa parte deste universo está disposto a discutir o assunto e aceitar aquelas músicas que não ofendam princípios da Palavra de Deus.
Para o Pr. Dário Gomes, Diretor da Semadesal e Pastor Auxiliar da Adesal Iguatemi, " a questão da música mundana é uma questão cultural, ou seja, o povo evangélico entende como música mundana, toda música não gospel." Já para o Pastor Felipe Carvalho, Pastor da Adesal Amaralina e Diretor da Semadesal, entende que temos fazer separação entre a música "profana" e a "secular". Em sua opinião, a música profana é aquela que fere princípios morais e bíblicos, enquanto que a secular é aquela que não foi composta no universo gospel, mas sua letra é uma poesia ou um protesto, ou coisa semelhante, podendo ser ouvida ou cantada por todos.
No site Presbiterianos Online, que levantou a mesma questão, o internauta Aquiles Arminio Lins respondeu que "tem músicas ditas evangélicas que são verdadeiras heresias, e as pessoas cantam fechando os olhos e colocando as mãos no coração..." E heresia é o que realmente não falta em muitas músicas gospel! Na verdade o maior interesse na gravação de muitas músicas gospel é o comércio, portanto, muitos desses compositores e cantores não estão nem aí se tem equívocos teológicos ou não.
Para Leonardo, que também postou sua opinião no Presbiterianos Online, "uma resposta adequada a esta indagação deva começar pela elucidação daquilo que estamos acostumados a entender como o "mundo". O termo grego mais traduzido por mundo eh a palavra kosmos, e há pelo menos oitos significados possíveis para ele... Alguns desses significados possíveis, de acordo com cada contexto, podem ser, por exemplo, "o mundo físico, o universo material", ou "os habitantes da terra, os seres humanos, a raça humana", "os gentios, em contraste com os judeus", "um sistema ímpio, um espírito ou disposição coletiva que opõe-se frontalmente à Deus e aos seus desígnios ou toda a massa de seres humanos alienados de Deus e hostis à causa de Cristo", dentre outros sentidos possíveis, os quais so podem ser determinados por meio de uma análise cuidadosa do texto original e de seus contextos imediato e mais amplo..."
O último significado citado por Leonardo é o aplicado para música mundana na concepção dos evangélicos: um sistema ímpio, um espírito ou disposição coletiva que opõe-se frontalmente à Deus e aos seus desígnios ou toda a massa de seres humanos alienados de Deus e hostis à causa de Cristo.

O fato é que, o meio gospel precisa repensar sobre o tipo de música que deva ser considerada como pura e que produza louvor a Deus. Se formos tão radicais com as músicas chamadas do mundo, teremos que ser com as chamadas gospel e que trazem em suas letras heresias e erros grotescos.
Voltando a alguns anos atrás, quando Shirley Carvalhaes era considerada por muitos a musa da música gospel, um dos seus mais conhecidos sucessos, A cruz, traz em sua letra a seguinte expressão:


A cruz foi a mais pesada
Por fora só viram madeira
Mas por dentro estava os meus pecados.

Não precisa ser profundo teólogo para saber que nossos pecados foram levados por Jesus e não pela cruz. (Is. 53:4,5).
Isso sem falar na pobreza de alguns cantores gospel que copiam músicas profanas e sem conteúdo, colocando uma "letra gospel", como é o caso do tal Bonde do Céu que teve o péssimo gosto de plagiar famosa música do "créu" (http://www.youtube.com/watch?v=oGZ4mr7K1HQ )

CONTINUA...

PARA REFLETIR!







23 de dez de 2009

ANO QUE VEM...

"Ano que vem...", essa é a expressão mais usada nesta época do ano. "Ano que vem eu faço", "ano que vem melhora", "ano que vem eu consigo", "ano que vem eu mudo". Os anos vão se passando e a gente continua adiando tudo para "ano que vem". Interessante que pensamos que para Deus este "ano que vem" existe, quando na verdade Deus não conhece "ano que vem", pois Ele não está limitado ao tempo.
Na noite de 31 de dezembro então... Quantos anos que vem Deus escuta! No dia 1º de janeiro porém, temos que pensar nas férias, em fevereiro/março/abril, no Carnaval, início das aulas, formaturas, pagamento das dívidas, algumas feitas inpensadamente, etc. Ufa, chegou o meio do ano, outro dia que o ano iniciou! E continuamos... até que dezembro chega e tudo vira um ciclo miseravelmente vicioso.
As promessas feitas para o "ano que vem", a esta altura dos acontecimentos, estão vivas apenas em nosso inconsciente e despertarão de novo na mesma época do ano como numa ação peculiar do mecanismo de defesa do psiquismo humano. Defesa, porque o ser humano precisa deste mecanismo para provocar nele a sensação de que há uma saída para a percepção do estado de derrota.
Os anos se passam e dificilmente percebemos que as promessas feitas para o "ano que vem" devem se tornar realidade neste ano de nossas vidas.

7 de dez de 2009

ESTAR NO HAITI


Estar no Haiti foi viver uma experiência singular, principalmente sob uma perspectiva espiritual. Ao andar pelas ruas de dia, vi a falta de infraestrutura, saneamento básico, necessidades fisiológicas sendo feitas em qualquer lugar. A maioria das vias movimentadas de carros não tem sinalização; os carros buzinam o tempo todo, é um stress insuportável. As pessoas falam umas com as outras como se estivessem no auge de uma calorosa discussão no dialeto crioulo. O transporte coletivo é um caos. Ônibus velhos e pequenos superlotados, ou, vans mal conservadas com gente uma em cima da outra. Peguei uma van dessas, glória a Deus pelo transporte coletivo de Salvador!
À noite a cidade está em completa escuridão, com excessão dos lugares onde moram pessoas ricas, grandes comércios e na praça do Palácio do Governo. Nos demais lugares, nas padarias, farmácias, etc., o que funciona como iluminação são velas e candeeiros!
Mas a escuridão não é apenas física. As trevas espirituais cobrem o Haiti. Segundo o Pr. Eduardo, Sargento dos Fuzileiros Navais da Força de Paz do Brasil no Haiti, 85% da população pratica bruxaria vodu.
Em Jacmel, onde está nossa Missionária Iraildes, a quem fui visitar como representante da Adesal (Assembléia de Deus em salvador), há falta de conhecimento bíblico, por isso há muito misticismo nas igrejas; a Bíblia é interpretada literalmente algumas vezes. Os Pastores e Líderes precisam de conhecimento teológico urgente.
A Missionária Iraildes tem 5 escolas em Jacmel, presta ajuda humanitária a várias famílias, tem uma equipe de 12 professores a quem paga um salário em média de 2.000 gourdes ou R$ 50,00 a cada um com ajuda de pessoas que apoiam seu projeto sócio-educativo e ainda precisa de ajuda, pois um professor em Jacmel ganha em média de 5.000 gourdes.
Estar no Haiti e viver ao lado desta valorosa serva de Deus durante uma semana, foi ter a oportunidade de ouvir mais Deus, sentir Ele dizendo que devemos deixar de lado nossas intrigazinhas medíocres, nossas disputas desnecessárias, nossas discussões sem valor e sem sentido!
Haiti morre, perece, precisa de nós. De nossas orações e esforços para enviar mais Missionários, de nossas contribuições.
Estar no Haiti foi ouvir o clamor do mundo sem Cristo...