26 de nov de 2010

Paulo: Peixe Fora D'água

-Pois é Paulo, a gente aqui tem uns cultos muito bons, de libertação, a maioria dos frequentadores são os próprios centes


- Como? E tudo aquilo que falei da suficiência da cruz? Peraê, vocês mesmo deram capítulo e versículo a um trecho em que digo aos amados irmãos de Roma: "Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus". Entendeu? "Superabundou a graça", pensei que tinha sido claro! Ora, se a graça superabundou, ela foi suficiente para dar ao homem total libertação do pecado e de qualquer tipo de escravidão!!! Mas rapaz...lembro-me de ter dito também: "...muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo." "reinarão em vida" não em escravidão! E vocês fazem cultos de libertação para crentes!?Eu pensei que vocês creriam nas palavras que disse em Romanos 6:14 "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." Pôxa, meu irmão, é viver livre de qualquer amarra do pecado, tal o poder do evangelho!


- Tem mais alguma coisa que eu deveria saber?


- Ah, a gente tem uns shows legais, tipo, balada sabe? Não, as palavras são novas pra você, mas imagine as festas gentílicas, onde eles dançam e passam a noite curtindo, namorando, bebendo... Pois é, pra atrair a juventude da Igreja a gente faz o mesmo, só que, as músicas iguais as do que seguem o presente século com letras evangélicas, entendeu? Ih, por essa cara de assombro... Já vi que lembrou de alguma outra carta! Se eu lhe disser que nesses encontros a turma "fica". É fica, ficar é dá uma namoradinha e pronto e isso pode acontecer com mais de uma pessoa, às vezes é tão rápido que não dá nem pra gravar o nome do ficando. Ah, meu Deus vai cair!


-Bem, que a juventude precisa de algo que lhe garanta o preenchimento de seu vazio, posso até entender, mas daí fazer igual ao mundo? Puxa, parece que terei que gritar as mesmas palavras de cerca de 2.000 anos antes: "E não vos conformeis com este mundo..."!? Não sei se você entende, mas eu disse que os salvos deveriam considerarem-se "como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm. 6:11) e disse mais: "nem tampouco apresenteis vossos membros ao pecado por instrumento de iniquüidade, mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça" (Rm. 6:13).

Disse também que o salvo tem a mente de Cristo! Quem tem a mente de Cristo é criativo, tem fonte de inspiração e tem sempre o melhor para apresentar. Não se faz necessário tomar emprestado o que este mundo tem a oferecer. Aliás, João não disse que o "mundo jaz no malígno?".


-Êta Paulo, você não esqueceu de nada mesmo, hein? Mas tá um tremendo "peixe fora d'água", meu rei. Mas deixa eu ir que vai começar a "louvadeira".


-?


Continua...

25 de nov de 2010

Toquemos o Rio com a Oração

A cidade maravilhosa, do desfile das escolas de samba, rock'inrio, do maracanã, está sendo a cidade da guerra. Estatísticas dizem que morrem mais gente na guerra entre polícia e narcotráfico, do que nos conflitos entre israelenses e palestinos.

As polícia e até as forças armadas estão nesta guerra, até tanques foram enviados. As autoridades estão reunidas e discutem uma saída. Os traficantes estão montando suas estratégias, uma delas foi queimar hoje cerca de 14 veículos a fim de confundir a polícia com a fumaça.

Mas no meio desta guerra estão civis inocentes, é a sociedade quem está perdendo. Muitos destes traficantes são filhos de irmãos em Cristo, alguns nasceram no evangelho. Seus pais devem estar de joelhos por eles.

Que poderemos fazer? Orar. Podemos tocar o Rio agora com a oração. Independente do que esteja por trás desta guerra insana que escurece os céus da cidade maravilhosa e que deixa o resto do país em polvorosa, oremos. Oremos pela paz nesta cidade, oremos para que seja evitada a morte de inocentes, para que vidas sejam alcançadas por Cristo. Oremos para que nossos irmãos em Cristo no Rio se posicionem como Igreja e cumpram seu papel, socorrendo e salvando as vidas por quem Cristo Jesus morreu.

TOQUEMOS O RIO COM A ORAÇÃO. Onde você estiver ore agora. Neutralizemos as forças do mal com a oração.

"Eu sei, mas não devia" 2

Pensando em " Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti, me reportei à igreja evangélica e cheguei à seguinte conclusão, que me permita a nobre senhora poetisa:

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia"

A gente se acostuma a chegar tarde no templo. E porque chega tarde, não dá tempo para orar. E porque não dá tempo para orar, logo se acostuma a não orar no cotidiano. E porque não ora no cotidiano, perde a relação com Deus. E por perder a relação com Deus, já não ouve sua voz. E por não ouvir sua voz, passa a tomar decisões próprias. E por tomar decisões próprias, fica à mercê das desventuras. E por ficar à mercê das desventuras, passa a culpar a Deus pelas desgraças. E por culpar a Deus das desgraças, se afasta dele...
A gente se acostuma a ser o que a comunidade evangélica a qual pertecemos diz que devemos ser. E por se acostumar a ser o que eles querem que sejamos, não procuramos saber de Deus, pela sua Palavra, o que Ele quer que sejamos. E por não ser o que Ele quer que sejamos, acostumamo-nos com a hipocrisia. E por nos acostumarmos com a hipocrisia, passamos a ser hipócritas também com o irmão de fé. E por sermos hipócritas com ele, a fraternidade se afasta de nós. E por ficarmos longe de qualquer sentimento fraterno, ficamos egoístas. E por sermos egoístas, nosso irmão sofre em sua dor, em sua solidão e morre.
A gente se acostuma a dar glória a Deus. E por se acostumar a dar glória Deus, fazemos isso pelas razões mais fúteis, sem percebermos que às vezes o fazemos por coisas que o próprio Deus reprova. E por darmos glória a Deus por coisas que Ele reprova, aprovamos o pecado. E por aprovarmos o pecado, nos tornamos inimigos de Deus.
A gente se acostuma com o perdão, o perdão leviano. E por se acostumar com o perdão leviano, não bíblico, a gente perdoa, mas não trata, não disciplina. E por não tratar e disciplinar, a gente termina aprovando o pecado...
A gente se acostuma com a submissão, submissão cega. E por sermos cegamente submissos, deixamos que outros nos humilhem desnecessariamente e desprezamos nosso próprio valor. E por desprezarmos nosso próprio valor e capacidade de argüir, deixamos que o ímpio reine com nossa complacência. E por deixarmos que o ímpio (travestido de ungido) reine, deixamos também a obra de Deus sofrer danos. E por a obra de Deus sofrer danos, perdem-se as vidas conquistadas com lágrimas e trabalho. E por perdermos as vidas, perdemos a Igreja. E por perdermos a Igreja, deteriora-se a sociedade. E por deteriorar-se a sociedade, os homens se afastam de Deus.
A gente se acostuma com o mundo virtual no dia-a-dia. E por nos acostumarmos com o mundo virtual, onde não há cara, não há laços, não há toque, calor humano, não há história vivida, passamos ser virtuais com os irmãos. Nos acostumamos com os "nick's", com os perfis "fakes", a ponto sermos fakes com os irmãos em Cristo. Nada de toque, nada de sorriso sincero, nada de visita para um chá, para uma tarde de risadas e contos engraçados. E com isso não oramos pelo outro, não o visitamos no hospital, não inteiramos sua passagem de ônibus para procurar o emprego.
A gente se acostuma a mascar chiclete durante a liturgia. A gente se acostuma a sentar nos últimos bancos do templo, por que dali podemos sair sem ninguém nos notar. E por sair sem ninguém nos notar, ficamos sem ser conhecidos e sem conhecer mais ninguém. E por não conhecer ninguém, corremos o risco de não ter quem nos ajude no dia da aflição. E por não ter quem nos ajude no dia da aflição, morremos sozinhos, porque a gente se acostuma, mas não devia.

Eu sei, mas não devia

Outro dia ouvi a recitação desta poesia por um proeminente pastor, ela saiu das divagações de uma conhecida escritora por nome Marina Colasanti. O texto bem alaborado mostra-nos como nos acomodamos, às vezes inconscientemente, com situações com as quais poderíamos não viver, e, em se viver sem elas, seríamos melhores pra nós mesmos e para outras pessoas. Mas infelizmente, a gente se acostuma.

Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)


Marina Colasanti
nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.


O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

Fonte: http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp

23 de nov de 2010

Programa Louva Salvador. Uma Ótima Opção

O Programa Louva Salvador exibido no Canal Salvador, tem linguagem contextualizada e por isso alcança com facilidade o público jovem de nossa capital. A Apresentadora Renata Lorena comunica o Evangelho em uma linguagem de fácil compreensão o que torna o programa mais perto de quem o assiste, embora, vez ou outra, força uma interpretação aqui outra ali, mas nada que uma boa orientação teológica não corrija. O Louva Salvador tem dado oportunidade a talentos musicais da terra do sol pelo que indica mensagem exibida no twitter do programa:
"@cantorpg: solicitamos seu materia de CD e DVD para divulgar no Programa Louva Salvador.exibindo clips e realese do seu trab.gratos", embora au ache que a Banda MD7 seja a menina dos olhos da produção.
O programa só exagerou um pouco na quarta-feira da semana passada quando tentou assombrar o público evangélico reproduzindo cenas de perseguição comuns em países fechados para o evangelho. A apresentadora insinuou que, se Leis como a PL 122 fossem aprovadas, aquelas cenas seriam corriqueiras nas igrejas, ignorando o fato de que, até um pastor ou qualquer autoridade religiosa ser preso por qualquer tipo de discriminação, antes será acionado pelos órgãos competentes, ou antes a queixa terá que ser formulada perante uma autoridade legal.
Ficou mais feio ainda ter citado nome de líderes evangélicos conhecidos nacionalmente, esquecendo-se que muitos dos fiéis das igrejas desses líderes assistem ao programa. A apresentadora, usou o argumento de que estava falando de missões e apresentou antes um vídeo que pouco serviu para despertar quanto ao assunto.
Fora isto, o programa é bom e pode ser um grande sucesso, pois é exibido em horário nobre, sendo, portanto, uma ótima opção para migrar do, desculpem o termo, "lixo" das novelas globais, para algo que edifica.
Espero que o programa cresça e ofereça opções como: mais meditação bíblica e espaço para grandes bandas de nossa Bahia. Parabéns Louva Salvador!

Quem quiser conferir, basta dar uma olhadinha num dos vídeos do programa postado no Youtube


18 de nov de 2010

O Igreja de Salvador e do Salvador

Lendo minha velha Bíblia, relendo as antigas anotações, refletindo na seriedade das cartas de Paulo e em seu conceito sobre igreja, observando seu cuidado em retornar aos trabalhos antes estabelecidos por ele mesmo e sua equipe e imaginando como ele deveria ser recebido pelos irmãos das inúmeras localidades, lembrando de seu esforço em fazer com que cada igreja fosse apenas o corpo de Cristo, a igreja universal, invisível, a noiva do Cordeiro que professa uma só fé, um só batismo, unida pelo sangue precioso do Cordeiro que em todo lugar invoca "o Nome" e que, portanto, fala uma só língua, a do Evangelho salvífico, remidor, que conduz a Deus e com Ele goza de comunhão por seu Filho Jesus; igreja gloriosa, sem manchas ou máculas que forma a família de Deus composta de um povo todo especial, zelozo e de boas obras, que aguarda uma esperança incorruptível. Ufa! Tive que voltar à realidade, aterrissar. Onde está esta Igreja mesmo?
Outro dia, alguns colegas da Faculdade entraram num debate (do qual fiquei de parte, como na maioria das vezes) sobre a Igreja de Cristo. Está ela corrompida ou ela é pura e incontaminada a ponto de sobreviver a todos os ataques demoníacos e seculares? Um, acreditava que a igreja afastou-se dos princípios estabelecidos pelo Evangelho para seus membros, outro acreditava que não, ainda que alguns se afastem, a verdadeira Igreja é composta dos que permanecem fiéis!
Debates à parte, fico a olhar para a Igreja em Salvador, me esforço para encontrá-la como me foi desenhada por Cristo e seus Apóstolos e...?
Bem, sou Pastor na Assembléia de Deus em Salvador e todas as nossas atividades são feitas dentro de nosso reduto, como se fôssemos somente nós participantes do corpo, como se somente a nós fosse dado a tarefa de ganhar nossa cidade para Cristo! Embora tenhamos respeito pelos irmãos das demais denominações, na prática, não comungamos com eles.
Mas eles nos tratam da mesma forma, enquanto a Assembléia de Deus sempre teve a mania de olhar as demais denominações sob o olhar altivo do pentecostalismo, as outras nos viam sob o olhar pedante da teologia e da ciência.
A história é antiga, que o diga Calvino, Armínio, Agostinho e suas divergências.
Enquanto isto, Salvador está entregue nas mãos da violência, tráfico e ocultismo, esses sim, estão unidos em seu propósito de manter nossa cidade cativa.
E alguns patéticos líderes evangélicos de Salvador ficam enclausurados em seu denominacionalismo dando brados inúteis de "Jesus é o Senhor de Salvador", realizando os inúteis Congressos Proféticos, Vigílias de Vasos ou Vigílias de Avivamento, ou ainda os Clamas Bahia, que de clamar nada tem, apenas baladas gospéis que nada diferem das do mundo. Eventos que não falam ao coração do pecador, antes o mantém mais distantes do Evangelho.
Os programas evangélicos produzidos aqui são estritamente denominacionais, sem compromisso com a pregação genuína do Evangelho. Enquanto que em certo programa o Líder preocupa-se em exibir sua ciência, sua capacidade de recitar textos no original hebraico ou grego, outros tantos exibem os obras feitas por sua igreja e na capacidade que só ela tem de dar respostas à sociedade. Eu sei que a denominação da qual faço parte, faria a mesma coisa.
Mas a gente segue a vida "cada um no seu quadrado", enquanto que a Igreja de Salvador vai ficando longe de ser a Igreja do Salvador e sua tarefa de ganhar esta cidade para Cristo vai sendo adiada.

16 de nov de 2010

Batismo da Adesal: Crescimento Contínuo.

Dia 15 de novembro o que para muitos foi um dia de praia, para a Adesal também foi, dia de batizar seus novos crentes nas águas da praia da Ribeira, ponto bastante frequentado e bem conhecido dos soteropolitanos.
As águas de uma das praias mais famosas de Salvador estava tranquila como que aguardando em suas ondas um banhar especial e põe especial nisto, porque foi para lá que marcharam a multidão de féis da Assembléia de Deus em Salvador, presidida pelo Pastor Israel Alves Ferreira que, do alto de um mini trio elétrico, comandou a festa da profissão pública de fé. Nas sacadas dos prédios no caminho do Largo do Papagaio para a Praia da Ribeira, as pessoas acenavam para o cortejo admiradas com tamanha manifestação de fé da multidão que seguia seus pastores às águas batismais.
Brados de vitória foram dados pelo povo comandado pelo Pr. Josué Cerqueira que repetia frases como: "Jesus é o Senhor de Salvador", ou ainda, "Jesus, nossa razão de viver". Durante a caminhada ouviu-se ainda muitos hinos entoados pelas cantoras da Adesal que levaram o povo a um momento de adoração e glorificação ao seu nome.
Estima-se que mais de dois mil fiéis desceram às águas batismais. Vários não mediram esforços diante de debilidades físicas como aqueles irmãos que compareceram de cadeira de rodas, mas com o sorriso da alegria estampado no rosto.
Todo o evento teve o apoio da Prefeitura Municipal que disponibilizou as viaturas da Transalvador para acompanhar o cortejo e isolou determinada área da Praia para que o batismo fosse realizada com toda tranquilidade que o mesmo exige.
Já na beira da praia, prestes ao início do batismo, Pr. Israel Alves disse que "isto aqui é a prova que tem milagre de Deus acontecendo neste lugar". Sim, o maior milagre operado na vida de um homem, a salvação de sua alma.

Fotos: Pr. Dário Gomes

9 de nov de 2010

Bom Dilma Pra Você

O trocadilho está sendo usado com muito humor por alguns jornalistas, como o respeitado Boechat da Band e traduz o desejo de uma era Dilma que dê continuidade ao Projeto do Presidente mais popular da história do Brasil e, quem sabe, supere-o.
A eleição da executiva Dilma para o cargo mais importante da nação é prova cabal que a Democracia mostrou seu espírito, porque democracia se faz com discussões, ponderações e exercício da cidadania.
Pela primeira vez num processo eleitoral na nação tupiniquim, valores éticos e morais foram discutidos e debatidos. Opiniões foram dadas, algumas agressivas e sem fundamento, outras oportunistas e outras ainda, superespiritualizadas, como o caso de lideranças evangélicas que chegaram a profetizar a vitória do candidato que perdeu no segundo turno!
Segundo o site Estadão.com.br Dilma foi eleita com "26 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra no eleitorado mais pobre, com renda de até um salário mínimo".
Ainda segundo o site "Os católicos preferiram Dilma por um placar de 58% a 42%. Já entre os evangélicos a pesquisa apontou um resultado de 52% para a petista e 48% para o tucano".
O que deu errado na tentativa de demonizar Dilma? Porque as lideranças católicas e evangélicas perderam tanto tempo em espiritualizar o voto e esqueceu (?) de instruir os fiéis quanto ao voto do legislativo, cujas legendas são cruciais em qualquer democracia?
Porque o povo resolveu não seguir os discursos inflamados de alguns líderes espirituais? Porque pela primeira vez na história da religiosidade brasileira pastores elogiaram padres e padres elevaram nomes de pastores?
Os embates ferrenhos perderam-se diante da urna. O povo fez uma leitura antagônica aos discursos anti Dilma e PT e escolheu Dilma, escolheu o PT.
Tenho minha opinião sobre as "Bolsas" do governo petista, acredito que outras políticas deveriam ser seguidas ao invés de deixar o cidadão brasileiro refém da mísera bolsa, que o viciou e o fez fabricar seu status quo, aquele que adeque aos critérios das famigeradas bolsas.
Mas a Igreja Católica não distribui sua vastíssima renda com os pobres, pelo contrário, ela tira deles, quando recebe vultuosas contribuições do governo que terminam aumentando sua riqueza.
Já a Igreja Evangélica, que não recebe contribuições do governo, mas arrecada milhões dos fiéis, também se contenta ou, às vezes, se gloria com algumas atividades de cunho social e também nada faz pelos pobres.
O resultado está aí, foram os pobres que elegeram Dilma, foi na região nordeste que a Presidente eleita fez a diferença.
Se eu votei em Dilma? Bem, meu voto é secreto, assim como o seu, mas agora discursos inflamados feitos na hora H não resolvem. Os tais discursos deveriam fazer parte de um processo ao longo dos anos, um processo pedagógico, de despertar da consciência, capaz de formar mentes críticas e questionadoras.
Passamos a maior parte de nossa vida cristã falando de coisas espirituais e só falamos das terrenais quando, por alguma razão, nos sentimos ameaçados, santa paciência. Só podia dar Dilma mesmo.
Então, Bom Dilma pra você