26 de jul de 2011

Poque Há Disputas e Divisões No Meio Evangélico

No Brasil, o crescimento do número dos evangélicos, principalmente nos grandes centros urbanos, além de ser uma estatística nas pesquisas de evangelismo, missões e discipulado, é também a oportunidade para quem quer viver regaladamente e fazer do ministério, cabide de emprego.
A falta de um ministério voltado para treinamento de lideranças e a facilidade em abrir igrejas, se tornou condições favoráveis para os chamados "lobos vestidos de ovelhas" e cinicamente disfarçados de "pastores", montar "ministérios", dividir igrejas e tratar os negócios da igreja de maneira meramente política.
Igreja grandes, com entradas de dízimos e ofertas volumosas, são administradas por homens gananciosos que pensam em si e nada mais.
Desvio de verbas, improbidade administrativa, crescimento do patrimônio em pouco tempo de alguns desses líderes, são sintomas que apontam para uma corrupção irmã da que é praticada por políticos conhecidos de todos os brasileiros.
Algumas das chamadas "divisões" que ocorrem em nosso meio, são verdadeiros golpes, outras, são fruto da revolta de quem não se conforma com um sistema falido moral e espiritualmente; então, invoca-e o que meu amigo Eliel Teixeira em seu artigo "CEADEB/CONFRAMADEB - Nossas Opções", chama de "terceira via".
Esta terceira via é vista no contexto geral como mais uma divisão, e a causa é a corrupção reinante dos que querem ser senhores da igreja e não servos dela.
Já tive a oportunidade de visitar igrejas da Assembléia de Deus em outros estados, e fatores como: vocação ministerial, conhecimento bíblico e teológico, liderança e falta de visão, se tornaram entraves quando o assunto é consagração de obreiro. Na maioria das vezes, as consagrações e as indicações para lideranças de igrejas, são feitas de forma meramente política, por indicação e não por revelação.
As recomendações do Apóstolo Paulo para a escolha de obreiros passaram a ser apenas a leitura de um texto antes das consagrações, mas seus princípios não são levados em consideração na hora da escolha dos mesmos. Em muitos casos, por que não dizer, na maioria, os afilhados, ou aqueles que são filhos de pastores são consagrados no lugar de quem realmente tem vocação ministerial, embora reconheçamos que muitos filhos de pastores também tem chamada ao ministério!
Estes fatos, apontam para a causa dos grandes problemas morais e espirituais em que vive a nossa igreja hoje. Líderes neófitos cujo caráter ainda não foram moldados pelo Espírito Santo de Deus, homens que não passaram na Escola do Discipulado pessoal do Senhor Jesus, que não aprenderam a servir, cuja índole ainda é perversa, que vivem de aparência, verdadeiros ímpios no meio do rebanho, estão assumindo posições importantes na igreja, estão minando a igreja espirutual, moral e financeiramente falando.
As disputas e as divisões crescem de mãos dadas com esta triste realidade.
Enquanto não posicionarmo-nos contra este sistema anti-bíblico, humano e diabólico, continuaremos a ver o desenhar de um quadro nesfasto da Igreja de Cristo, teremos que acostumarmo-nos a ver o nome de nossa instituição vilipendiado.
O Apóstolo Paulo preveniu seu filho na fé Timóteo, acerca destes homens, causadores dos maiores desastres no meio do povo de Deus:

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;

Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.

Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles."

2 Tm. 3:1-9


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