22 de jan de 2011

Ministério Triunfalista X Bíblia.

Definitivamente a idéia de um ministério triunfalista pregado pela "visão celular dos 12" e outros movimentos evangélicos pós modernos, andam na contra-mão da Palavra de Deus.
Claro que qualquer um sabe que triunfalismo vem de triunfar, isto é, vencer, ganhar, etc. E que não é pecado o cristão ter uma visão positiva face às adversidades da vida, alimentar a esperança de dias melhores e de vitórias, de esperar em Deus e ter certeza que Ele se levantará e dará a vitória almejada.
Agora, o sucesso a qualquer custo em todas as ocasiões da vida é uma visão que não coaduna com a Palavra de Deus!
Quando frequentamos alguns encontros interdenominacionais de pastores e líderes, ouvimos um tipo de discurso onde querem dar a entender que Deus elaborou um projeto padrão para todos os ministérios e se alguém não experimentar o sucesso dos propagadores deste absurdo, é porque não está no centro da vontade de Deus ou não está na "visão"!
Infelizmente esse discurso de alguns "Apóstolos" de igrejas que surgem aos montes em cada esquina, cujo ministério surge sem a imposição de mãos de homens de Deus autorizados por Ele a fazê-lo, atrai, e não sei porque cargas d'água, convence alguns dos nossos líderes.
Na verdade o evangelho triunfalista só trás prosperidade para seus propagadores! Eles convencem suas ovelhas e as platéias dos chamados "Congressos Proféticos", "Encontros de Vasos", e todo tipo de evento oportunista a darem seu dinheiro, sua oferta "extravagante", seu "sacrifício de Abraão", a fim de que seus padrões de vida continuem sendo sustentados.
Eles gostam de ir aos encontros interdenominacionais de pastores e líderes para arrotarem seu sucesso, mostrarem seu carro do ano e engodar os neófitos.
Ricardo Gouvêa em sua matéria intitulada "O Triunfalismo e a Teologia da Precariedade" , no Blog do Ministério Batista Beréia disse que "falta ao triunfalista o sentimento trágico da vida, um reconhecimento de suas limitações."
Segundo Ivone Chagas, Psicóloga Clínica, em seu livro "Desejo de Vingança", o triunfo sobre qualquer problema só é possível quando admitimos sua existencia e negá-lo é carimbar o passaport para uma vida de hipocrisia.
Os triunfalistas não admitem derrotas e fracassos, eles se poem acima da miséria e dos que por ela são atingidos. Na verdade Jó, para eles, seria aquilo que seus amigos disseram que ele era: alguém que pecou contra Deus.
Por certo os triunfalistas jamais convidariam o Profeta Elias para um de seus congressos. Afinal, Elias nunca fora aclamado nem pelas autoridades, nem pelo povo. Viveu a maioria dos anos de seu ministério se escondendo. Um tempo no Querite, outro na casa da viúva em Serepta... A única vez em que foi "aplaudido", durou por pouco tempo, logo depois se refugia no deserto acometido de uma profunda depressão.
Jeremias? Aquele que dormia em calabouços e era visto como louco, porque suas profecias estavam comprometidas com a fiel revelação divina?
Os ministérios triunfalistas não se comprometem com a evangelização enão empatizam com a miséria alheia. Aliás, eles riem dos que passam por privações por considerarem o sofrimento e a adversidade resultado do pecado e de uma vida distante de Deus. Eles jamais admitem o Salmo 77 e tão pouco enxergam as profundas verdades nas palavras do Mestre que depois de dizer: "...no mundo tereis aflições...", admitiu no Getsêmane: "...A minha alma está cheia de tristeza até a morte..."
A Bíblia nunca nos disse que teremos triunfo o tempo todo, mas deixou clara que embora enfrentemos adversidades, embora tenhamos muitas vezes que chorar, sentir dor, angústia, perdas, temos uma esperança em Cristo de que, se não obtermos o que desejamos aqui, temos o nosso maior tesouro nos céus: Cristo.
Há duas verdades em Romanos ignoradas pelos triunfalistas:
A primeira: a tribulação proporciona ao crente a oportunidade de ser gerado em si a virtude da paciência, que torna o crente mais capaz de suportar qualquer adversidade. "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência..." Romanos 5:3
A segunda: nenhum tipo de adversidade jamais será capaz de separar o crente fiel de seu Senhor. Entendo, portanto, que a adversidade é o instrumento usado para mostrar ao mundo a fé dos servos de Deus. "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?" Romanos 8:35

21 de jan de 2011

Ao Invés de Conversão, Adesão.

Me lembro que no início de minha conversão a igreja a qual eu pertenço primava por três coisas: conversão, batismo no Espírito Santo e estudo da Palavra de Deus. Em todas as atividades da igreja essas três eram fortemente abordadas. Todos os encontros, congressos e festas tinham como finalidade a salvação dos pecadores e que muitos crentes fossem batizados no Espírito Santo e, além disso, era iserido nas programações uma tarde para estudo bíblico.
Quantas vezes, dias antes desses eventos, fazíamos manhãs de jejuns e oração, às vezes elaborávamos cartas para serem enviadas aos que se tinham afastado dos caminhos do Senhor, tal o desejo de vermos as vidas renderem-se aos pés do Senhor. No auge das festividades o pregadores convidados faziam dois apelos: um para os pecadores reconhecerem Jesus como único Salvador e outro para os crentes receberem o "dom" do Espírito Santo.
Apesar das falhas grotescas cometidas com o discipulado, a igreja vivia em razão da conversão. Tanto que parávamos para ouvir as histórias de conversões, lembra dos testemunhos dos chamados "ex isso, ex aquilo"? Apesar dos "tristemunhos" e sabermos que nossos cultos devem ter testemunhos e não ser de testemunhos, valorizávamos o testemunho porque ele era o resultado da evangelização. Eram testemunhos de conversão. Hoje os testemunhos são de bençãos. Benção do emprego, do casamento, da guinada na vida financeira e por aí vai.
Lamento dizer que a conversão vem dando lugar a adesão. Além das pessoas aderirem a uma igreja evangélica atraída pela proposta do "pare de sofrer" ou "receba tua vitória hoje", os pregadores, pastores e líderes, além de alimentarem esta expectativa, eles a disseminam.
Algumas igrejas já são fundadas (ou afundadas?) visando a adesão. Os prédios são alugados em locais estratégicos onde já se sabe que muitos poderão aderir devido à insatisfações, revoltas, etc. Coloca-se uma linda faixa na fachada do galpão alugado, compra algumas cadeiras plásticas e anuncia, por exemplo, "A segunda-feira da Vitória" com a falsa ilusão de um crescimento sabe lá do quê.
Por outro lado, uma lacuna fica cada vez maior nas igrejas evangélicas: falta ensino da Palavra de Deus, falta líderes verdadeiramente chamados por Deus, falta visão por parte da liderança, há falta de uma igreja que ofereça ao povo um norte, uma resposta. Nossos cultos se tornaram rotineiros e sem nada que nos leve a aumentar nossa intimidade devocional. Conversando com um jovem de nossa igreja ouvi ele dizer: "Pastor, nós jovens estamos sem motivo para vir a igreja, ela não está nos oferecendo nada!"
Tenho conversado com outros que vivem o drama de pecados que não conseguem dominar. Outros vivem de igreja em igreja na esperança de encontrar uma que lhe ofereça uma mão amiga. Em outro diálogo com uma jovem evangélica, ela falou-me de como é vista pelos irmãos de sua comunidade devido a sua maquiagem e jeito de se vestir e disse-me que até concorda em respeitar o perfil de sua igreja, mas não aceita a maneira como é tratada, como uma pecadora.
É aí que alguns líderes tem investido. Tenho visto aqui em Salvador pessoas sem nenhuma chamada ministerial (isto é visto por todos, não é apenas um julgamento pessoal), cujo estilo de vida não passa pelo crivo da palavra de Deus, abrirem ministérios e confiar o seu sucesso à adesão. Para isto, investem em propaganda e pagam cachês a pregadores despreparados e gananciosos para atraírem os desavisados, aos que não tem nenhuma firmeza e pobres de conhecimento da Palavra de Deus, gente que por sua vez também dará contas a Deus por buscá-lo por interesse e não por causa de suas palavras de vida eterna.
O modelo de ganhar vidas para Cristo, deu lugar ao modelo de ganhar vidas para a igreja. O número é melhor que a qualidade. Qualquer meio para estes justificam os fins.
Um pobre jovem que chegou ao ministério recentemente (Deus sabe quem foi o louco que o indicou ao ministério), gritou nos corredores de uma certa igreja: "Agora é assim, vou botar pra pocar, eu estou arrebentando, é só ir tal dia, na igreja tal, a tal hora". A minh'alma ficou perturbada e inconformada e porque não dizer: fiquei indignado!".
Vejo o fim de todos eles, não precisa ser profeta ou receber revelação divina: a frustração os espera de braços abertos e seu abraço trará o gosto da revolta, desprezo e morte espiritual.
Parece que nos acostumamos a andar do lado oposto das palavras de Paulo que dizem: "A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder." (I Corintios 2:4)


Comigo? Jamais...

"Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade."
(Salmos 10:6)

"Alguns atribuem Salmo 10 a Davi, pois parece uma continuação do 9 em estilo e mensagem. Estes dois aparecem como um só Salmo na LXX e em algumas traduções modernas da Bíblia." (http://www.estudosdabiblia.net/b08_1.htm)
Independente da autoria do salmo, o certo é que o autor está inquieto diante da injustiça praticada arrogantemente pelo ímpio. O salmista via uma sociedade onde o pobre era vítima da ganância e do oportunismo reinante. Ao que tudo indica, os tais ímpios contra quem o salmista está revoltado, achavam que por não vir nenhum castigo sobre suas obras más, é que eles poderiam continuar em seus atos de injustiça sem que o próprio Deus se importasse. E mais, estavam tão estribados em suas riquezas e poder que achavam que jamais seriam abalados por nenhuma adversidade.
Se dermos uma olhada mais profunda no livro dos Salmos, veremos que os servos de Deus tinham consciencia de que poderiam passar por adversidades, alguns até reconheceram estar tão atribulados que entraram em profunda depressão (Leia com atenção o Salmo 77).
Eu aprendo um princípio aqui: a idéia da ausencia de adversidades na vida, é ímpia! Ela é oriunda da arrogãncia de quem se estriba em sua força e poder.
O autor do Salmo usa algumas palavras que descrevem o coração de tais pessoas: Arrogancia, orgulho, altivez. Esses sentimentos são capazes de cegar o homem ao ponto dele ignorar a interferência de Deus em sua vida, daí ele concluir: "Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade."
Na sociedade moderna os homens perderam este senso do salmista. Não nos inquietamos mais pela injustiça e não nos compadecemos mais pelos que são vítimas de atos de crueldade. Afinal de contas, estamos vendo tanto isto nos noticiários, que até nos deliciamos com atos de violência e todo tipo de depravação vendido por Holyood e pelas novelas globais, fazendo dos tais o nosso lazer em nossa matinê com a família.
Consequentemente achamos também que a tragédia da região serrana do Rio e em São Paulo, e outras localidades é mais um filme de tv, é algo que está longe e que, portanto, "não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade."
Vi um rapaz vítima da trajédia causada pelas chuvas no Rio em um telejornal dizer decepcionado: "a gente pensa que só acontece com os outros, mas olha praí, aconteceu com a gente!".
Olhar para a vida como se fôssemos imunes às calamidades é um erro cometido pela humanidade desde os tempos de Noé: "Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 24:38, 39).
A geração de Noé acreditava que nunca seria abalada por qualquer adversidade, por isto era uma geração ímpia, distante de Deus.
Na verdade o perigo mora ao lado, a adversidade é uma vizinha esperando sua hora de bater em nossa porta e ignorá-la, é ser como os ímpios dos dias do salmista.
Aproveito para pedir aos irmãos que me acompanham neste blog a unirmos forças e orações em favor dos nossos irmãos brasileiros do Rio e outras cidades atingidas pela última tragédia, a orar e planejar o que poderemos fazer para socorre-los.
O site JORNAL DA MÍDIA noticiou ontem que:
"Sairá amanhã (hoje, 21/01) da Cruz Vermelha da Bahia o carregamento com doações de todo o Estado para os desabrigados pelas enchentes no Rio de Janeiro. Disponibilizada pela TMAR Transporte de Veículos, a carreta que transportará os materiais chegará à sede da instituição hoje, às 12h, quando começará a organização das cestas básicas, alimentos, roupas, garrafas de água mineral e produtos de higiene e limpeza já armazenadas no local. Até amanhã, chegarão os outros itens recolhidos em outros postos de coleta.
Em Salvador, as doações estão sendo recebidas na sede da Cruz Vermelha, na Avenida Luís Eduardo Magalhães, 391, Cabula, e em outros oito postos de coleta: Unime (Lauro de Freitas), FTC (Paralela), Faculdade da Cidade (Comércio), Clínica Estação Vida (Vasco da Gama), Paróquia Nossa Senhora da Luz (Pituba), Tribunal de Justiça da Bahia (Centro Administrativo da Bahia), Fórum Ruy Barbosa, no centro da cidade e TMAR Transporte de Veículos, Avenida Antonio Carlos Magalhães, 3259, Iguatemi.
O transporte será autorizado por meio de um ofício emitido pela Cruz Vermelha Brasileira, que será apresentado aos órgãos fiscalizadores durante o trajeto até a sua sede, no Rio de Janeiro. O veículo será identificado com uma faixa da instituição, com os dizeres “Donativos para os desabrigados do Rio de Janeiro”. De acordo com Aliomar Almeida, diretor de operações da TMAR, a carreta deverá transportar uma carga com peso entre 12 e 15 toneladas de mantimentos."

10 de jan de 2011

O Que Falta em Nossa Geração de Pastores e Líderes Evangélicos

"E o SENHOR era com Jeosafá; porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai, e não buscou a Baalins."
2 Cr. 17:3

Jeosafá, ou Josafá, foi o quarto rei de Judá. Era filho do rei Asa e descendente de Davi. O capítulo 17 do segundo livro de crônicas, traça um perfil de seu reinado e da sua pessoa. Temor a Deus era uma das características mais marcantes de seu caráter. Quando percebia que as coisas não estavam dando certo, lembrava-se em consultar o Senhor (2 Re. 3:11, 12; 2 Cr. 18:1-6), e por isto, era respeitado até pelo profeta Eliseu (2 Re. 3:14).
É no capítulo 17 do segundo livro das crônicas de Israel que percebo os segredos do sucesso deste temente descendente do rei mais amado dos israelitas. Esses segredos de Josafá raramente são cultivados pelos líderes atuais.
Primeiro: Josafá tinha um referencial, seguia um modelo, tinha um mentor, um mestre a quem tinha como exemplo prático de vida. O texto do versículo 3 diz: "...porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai..."
Um dos maiores problemas das lideranças de hoje é que falta referenciais. Os mestres estão desaparecendo. Quando os mestres desaparecem, vão-se também os discípulos e não havendo estes, a próxima geração fica comprometida.
A verdade é que muitos dos líderes evangélicos hodiernos estão tão preocupados em ter seu lugar ao sol, em montar seus impérios, em perpetuar seu nome e não o de Jesus, que estão deixando nossa geração sem sequer candidatos ao ministério.
Davi foi modelo de vida não só para Josafá. Se observarmos a história dos reis de Judá e dos reis de Israel, perceberemos que os reis mais tementes a Deus foram os de Judá. Motivo? A maioria deles seguiram os passos de Davi. Já no reino do norte, Israel, a maioria dos reis foram ímpios. Motivo? Tinham Jeroboão e Acabe como exemplos: "E andou no caminho dos reis de Israel, como fazia a casa de Acabe; porque tinha a filha de Acabe por mulher; e fazia o que era mau aos olhos do SENHOR." (2 Cr. 21:6)
O futuro de nossa geração está altamente comprometido pela falta de referenciais, de homens fiéis e dignos, formadores de outros líderes tementes e fiéis a Deus. Infelizmente esta é a geração dos escândalos eclesiásticos, cada vez mais pastores e líderes evangéliscos estão longe de serem comparados ao homem segundo o coração de Deus.
Portanto, em nossa geração de líderes e pastores falta referenciais.
Segundo: "Antes buscou ao Deus de seu pai, andou nos seus mandamentos, e não segundo as obras de Israel. " (II Crônicas 17:4)
Entre andar nos mandamentos do Senhor e nas obras de Israel, Josafá escolheu o primeiro. Ele não deixou se influenciar por sua geração distante de Deus. Paulo escrevendo a Timóteo disse: "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido..." (II Timóteo 3:14). O Apóstolo disse isso depois de descrever o caráter da liderança dos dias de Timóteo. Paulo queria dizer: "você é diferente, você não pode caber no modelo de alguns líderes dos seus dias!".
Percebe-se a olhos nus que muitos dos nossos líderes renderam-se a um modelo que ganha cada vez mais espaço em nosso meio. Um modelo que não passa pelo crivo da Palavra de Deus. Um modelo que cabe nos moldes das "obras de Israel" e se distancia dos mandamento do Senhor. Josafá preferiu andar na contra-mão de sua geração, preferiu não atender aos seus apelos! Em nossa geração de líderes e pastores falta quem não se deixa influenciar por modelos distantes dos princípios da palavra de Deus!
Terceiro: "E exaltou-se o seu coração nos caminhos do SENHOR e, ainda mais, tirou os altos e os bosques de Judá. " (II Crônicas 17:6)
Josafá confrontou o pecado de sua geração, se colocou contra abertamente e tomou iniciativas contra práticas que afrontavam o seu Deus em seu reino.
O medo de perder fiéis tem feito com muitos dos líderes atuais não confrontem o pecado. Critérios não são mais estabelecidos, padrões de ética e de moral são ignorados cínicamente. Os "altos e bosques" são erguidos sem nenhum temor a Deus com a complacência de pastores que adoram nos mesmos "altos e bosques". Tirar os "altos e os bosques de Judá", com certeza foi uma atitude impopular motivada pelo zelo em andar nos mandamentos do Senhor. Sua gana não era monetária e não se baseava em status, mas em andar "nos caminhos do Senhor".
Quarto: "E no terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, a Bene-Hail, a Obadias, a Zacarias, a Natanael e a Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá". (II Crônicas 17:7) Josafá teve como maior sucesso de seu reinado o ensino da Palavra de Deus. Ele sabia que a simples obediência à Palavra de Deus manteria o povo distante do pecado e atrairia a benção de Deus.
Hoje há uma falta alarmante de líderes que priorizem o ensino da Palavra, fator fundamental para a saúde e crescimento da Igreja. O ensino da Bíblia tem dado lugar aos chamados movimentos do "mistério", shows gospel, mensagens positivistas e as pregações sem fundamento bíblico é um dos maiores problemas no meio evangélico. Enquanto isto, cresce o chamado "êxodo denominacional", fenômeno em que determinado número de evangélicos muda de igreja periódicamente. A maior razão deste êxodo é a falta de ensino bíblico. Muitos líderes esqueceram que a Palavra de Deus é que motiva o crente no envolvimento com a comunidade local, pois a Palavra é que dá a visão do Reino de Deus aos crentes.
Os programas evangélicos na tv e rádio falam mais do poder de suas denominações e do pacote de milagres que elas podem oferecer, do que do plano de Deus para salvar o pecador.
A Bíblia está ficando de lado, as heresias não mais são detectadas porque nos acostumamos com elas a ponto de não exergá-las. Aliás, elas estão sendo pregadas como se fossem verdade. É preciso voltarmos urgente à Palavra, é urgente a necessidade de homens como Josafá que enviem seus "príncipes" para ensinarem a Palavra.
Portanto, falta em nossa geração de pastores e líderes, aqueles que ensinem a Palavra de Deus!

6 de jan de 2011

12 Dias de Clamor Por 12 Meses de Vitórias

Este é o tema da Campanha de Oração de abertura do ano de 2011 da Adesal. Um projeto do Pr. Marcos Batista, apoiado pelo Presidente da Adesal, Pr. Israel Alves, que visa mobilizar a família Adesal para um tempo de quebrantamento e busca da face do Senhor. A campanha começou dia 1º e se estende até o dia 12 deste mês.
Todos os setores e congregações estão participando do evento desde o primeiro dia trazendo suas caravanas, grupos de louvor, bandas, etc. Ontem, 05/01 e, portanto, 5º dia da Campanha, foi a vez dos setores 10 e 11, Paripe e São Cristóvão respectivamente.
Centenas de pessoas compareceram ao Culto que foi marcado com a presença de Deus. Vários cantores, entre eles a irmã Amanda de São Paulo, levaram o povo a momentos memoráveis de adoração a Deus. O Grupo de Senhores de São Cristóvão, Mensageiros da Salvação, a briu o culto com um hino que falou ao coração da Igreja. A presença do Grupão de Senhoras de São Cristóvão também abrilhantou a festa com belos hinos. A Palavra foi ministrada pelo Conferencista Érique que falou das características de um gigante e as características de um vencedor, baseado no episódio de Davi e Golias.
Os 12 Dias de Clamor tem servido como momentos especiais em que Deus tem falado poderosamente ao coração dos fiéis da Adesal. A alegria e o entusiasmo com que os irmãos tem comparecido aos cultos, denuncia o vigor da Igreja Assembléia de Deus em Salvador e seu empenho em continuar a marcha para a qual ela foi chamada.
Pr. Israel Alves, pretende continuar com campanhas de oração que visem a restauração dos lares, dos jovens e adolescentes e a salvação de vidas para o ano de 2011. No Culto da terça-feira, dia 04/01, o Pr. Dário Gomes falou da necessidade de resgatar nossos jovens e adolescentes envolvidos com as drogas. Segundo o Pr. Marcos Batista, que participa de um Curso de Órgãos Federais que visa habilitar a sociedade para o combate às drogas, os dados sobre o envolvimento de jovens e adolescentes com as drogas em Salvador são alarmantes, e que a Adesal preparará projetos com o objetivo de alcançar este público nas faculdades, escolas e outras instituições através de palestras e outros programas de combate e conscientização.
A Camapanha 12 Dias de Clamor Por 12 Meses de Vitórias acontece também nos setores com períodos de uma hora de oração cada setor. Na Paralela, Pr. Israel Alves ora todos os dias com os obreiros e fiéis das 00:00h. às 01:00h., na Sede de São Cristóvão o horário é das 19:00h. às 20:00h. Todos os Setores estão envolvidos com a Campanha que, com certeza, trarão 12 Meses de Vitórias!

3 de jan de 2011

Compartilhando de Ontem Para Hoje

Sabe quando você chega ao templo sem inspiração para orar e cultuar com entusiasmo? Geralmente isto acontece quando estamos focando nossas crises e não lembramos da recomendação de Hebreus 12:2.
Fico chateado mais ainda quando alguém acha que independente do meu "estado de espírito", eu tenho que sorrir e dizer que está tudo bem, só porque uma mulher muitos anos antes de Cristo disse "vai tudo bem", mesmo com seu filho morto na cama do profeta!
Mas o fato é que, cheguei ao templo ontem cheio de interrogações e inconformado com os últimos acontecimentos. Cheguei a perguntar a Deus o que estava fazendo ali. Depois de minha pergunta infantil, como se de um homem de 41 anos voltasse a ser um rebelde adolescente, senti um fogo queimar meu coração e minhas lágrimas quentes rolaram em minha face e perguntei ao meu Senhor: "Que foi Senhor? Porque me tocas tão profundamente sendo eu um insano inquiridor de tua soberania?" Sua presença forte em meu coração ingrato e confuso, foi sua doce resposta ao meu inquieto coração.
Eu estava para pregar. Era culto da Família. Porém, tinha perdido o estímulo para a preleção e o esboço já não mais fazia sentido em minha mente.
Senti que deveria abrir a Bíblia, tal qual o inexperiente cristão em busca de respostas imediatas. Me veio o texto do Salmo 91:10 e as palavras "...nem praga alguma chegará à tua tenda", saltaram diante de mim e preguei sobre "Porque nenhuma praga pode atingir a família do fiel".
Você já se sentiu usado por Deus? Então entende o que senti ontem à noite. Senti os céus se abrirem sobre mim e o coração gélido do início do culto, cheio de tristezas e indagações, deu lugar a um coração cheio do fogo do Espírito Santo e de esperança. Vi vidas se derramarem na presença do meu amado Senhor!
Amanheci hoje com a voz do meu Deus falando fortemente em meu coração: "Continue pregando, pregue, foi para isto que te chamei. Eu cuidarei do resto".
Minha mente se volta a cumprir o ministério para o qual fui chamado e que, para isto, tenho que focar minhas atenções no propósito de Deus para minha vida.
Hoje estou renovado. Renova-te também. Deixa que Ele cuide das tuas inquietações, dedica-te ao propósito para o qual foste chamado e sinta sua doce presença, maneira simples e eficaz de demonstrar seu amor e dar respostas às perguntas mais profundas de nosso ser.

1 de jan de 2011

QUE 2011 SEJA O ANO SEGUINTE DE DEUS PARA VOCÊ!

"A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte." Gn. 17:21

Deus não está sujeito ao tempo, como sabemos. Portanto, não há ano seguinte para Ele. Afinal, Pedro disse "que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia." 2 Pedro 3:8.
Porque então Ele usa esta linguagem com o velho Abraão? Obviamente porque Ele bem sabia que seu amigo estava sujeito ao tempo e, portanto, alimentava expectativas quanto ao futuro como todo ser humano!
Deus sabe que costumamos depositar nossas esperanças no futuro, principalmente porque o passado é um tempo em nossa existência que fica, onde erros e acertos não podem mais ser modificados e o presente é um eterno tentar, tentar não cometer os erros que ficaram no inalterado passado. Ele sabe que sabemos que o presente é a única chance que temos de construir um futuro diferente do passado.
A verdade é que enquanto tivermos tempo de viver o presente, teremos uma esperança à frente, neste futuro cuja história dependerá do presente.
Sinceramente não sei como o tempo era contado na época de Abraão, como se iniciava o "ano seguinte" citado pelo próprio Deus em Gênesis 17:21, mas imagino que para Abraão mais um ano estava se findando e sua esperança de ter nos braços o filho prometido, findava também.
Aprendo duas lições neste texto: a primeira: Deus sempre renova suas promessas em nossas vidas. A segunda: Deus alimenta as expectativas que criamos sobre sua promessa.
Ele sabe que todas as vezes que Ele nos faz promessas, passamos a alimentar certas expectativas e isso nos coloca de olho no futuro. É isso que acho lindo no meu Deus! Como Ele é capaz de alimentar nossas esperanças!
Se Abraão vivesse em nossos dias, enfrentando as mesmas dificuldades de 2010 no Brasil dos escândalos, tanto na política quanto na religião, ele estaria por certo como eu e você estamos agora. E é justamente neste momento de indagação tão comum à nós, que Deus renova suas expectativas quanto ao "ano seguinte".
No "ano seguinte" vai acontecer. Há motivos de renovar as esperanças e alimentar as expectativas colocadas em nosso coração pelo prórprio Deus, quando o "ano seguinte" passa a ser para nós o ano em que a promessa vai se cumprir.
Se você estiver lendo este post agora, renove sua esperança e continue alimentando suas expectativas em torno da promessa do Pai, porque neste "ano seguinte" Ele te visitará!
FELIZ "ANO SEGUINTE" DE DEUS PARA VOCÊ