30 de mai de 2011

Não Basta Ser Pastor, Tem Que Participar



"Não basta ser pai, tem que participar; não basta ser remédio, tem que ser Gelol". Esta era a frase chave do comercial da Gelol lançado em 1984. O comercial dirigido por Duda Mendonça, chegou a ganhar o Leão de Ouro em Cannes por Direção e Criação. Além de vender o produto, o comercial deixou uma lição para a família brasileira que, já naquela década, era vítima da falta de tempo, da busca exacerbada pelo capital refém da alta inflação de Figueredo. A família sofria mudanças radicais em seu modelo. Era a época da ascensão da mulher no mercado de trabalho que assumia as responsabilidades do lar, face ao então crescimento de separações e divórcios.
O comercial da Gelol começa com um pai tentando dormir em seu dia de folga e sendo acordado pelo filho que deseja a presença paterna no seu jogo de futebol. Já em campo, em dia de chuva, por algum motivo o garoto é expulso do jogo sob os olhares preocupados do pai e de sua irmãzinha que sentem a dor do garoto impossibilitado de continuar no jogo. Por uma razão desconhecida, ele termina voltando ao jogo. Neste instante, sofre uma falta que lhe machuca. O paizão então salta da arquibancada com a maleta de primeiros socorros onde estava a pomada Gelol. Depois da massagem com o produto, o garoto se sente bem para fazer uma cobrança de falta e acerta um golaço. Pronto, é só correr pro abraço. Lá estava o paizão: socorrendo e compartilhando com o filho momento tão importante para ele.
Não tenho dúvida de que o verdadeiro Pastor é um pai para suas ovelhas. Tenho algumas ovelhas no rebanho onde trabalho como Pastor Auxiliar que me chamam de pai. Ovelhas que me telefonam, me mandam emails, me procuram no Gabinete. Elas confessam suas culpas e compartilham seus sonhos e decepções. Pedem orientação e acreditam que o Pastor sempre tem uma palavra de ânimo e conforto. Todo Pastor amante de seu ministério tem esta experiência. Ele tem que aprender a dividir-se entre sua família e estes filhos espirituais adquiridos ao longo de sua carreira ministerial.
Pastor não é um título a ser ostentado nem uma posição de destaque na Igreja. O Pastor é aquele que participa, que se envolve, que chora e sorri junto, que vibra e num bom sentido, torce. Está sentado na arquibancada dos momentos importantes de suas ovelhas, com a mala dos "primeiros socorros" pronta a ser usada no instante em que a ovelha for atingida no jogo da vida. Seu gelol é a Palavra de Deus e seus preciosos ensinos.
No comercial da famosa pomada, depois do gol do garoto, ele só queria abraçar o pai, aquele que não só estava presente, mas teve papel imprescindível em sua recuperação e em seu gol.
Não, não somos celebridades, não somos administradores, nem dirigentes. Somos Sacerdotes, médicos das almas. Somos seus analistas. Prognosticamos e diagnosticamos. Somos terapêutas e prestamos serviço domiciliar, personalizado. Nosso ombro tem que estar sempre vago, nossas mãos sempre estendidas. Não ficamos inertes na "arquibancada", não somos torcedores apenas, somos pais desses jogadores da vida, dessas almas deste campeonato onde o vencedor tem que ser a minha ovelha, a sua ovelha.
Portanto, não basta pregar, não basta exortar, não basta ter uma visão, um foco. Não basta ensinar, projetar, reunir, exigir. Não basta ser Pastor, tem que participar...

Pastor Raimundo Campos

24 de mai de 2011

Um Líder Fadado ao Fracasso

Faço parte de uma das instituições evangélicas que mais cresce no país (pesquisas dizem que é a que mais cresce no segmento pentecostal), mas também uma das que mais perde membros para outras instituições. A doutrina ensinada pela Assembléia de Deus é bíblica e sua teologia, apesar de ser discutível, como qualquer outra linha teológica, é aprendida e respeitada por diversos segmentos evangélicos. Apesar do crescimento e respeito que conquistou nos cem anos de sua existência, a Assembléia de Deus, especialmente na Bahia, perde quando o assunto é formação de liderança. A instituição não tem um programa de formação de líderes. O curso teológico mais conhecido da instituição é o da ESTEADEB (Escola de Teologia das Assembléias de Deus na Bahia) e não dispõe de estrutura física adequada para formação de obreiros no Estado. Já a CEADEB (Convenção Estadual das Assembléias de Deus no Estado da Bahia) tem um curso que é feito na iminência da consagração a Ministro do Evangelho, geralmente feito em Feira de Santana e não dá ao candidato a formação necessária para exercer as funções ministeriais. Além disso, a maioria dos candidatos historicamente, são indicados por Pastores que, em alguns casos, não tiveram formação teológica, nem secular.
A CONFRAMADEB (Convenção Fraternal de Ministros das Assembléias de Deus na Bahia), não é diferente. Os ministros por enquanto só dispõem dos mesmos cursos que os da CEADEB.
Esta negligência com a formação do líder em nossa igreja está comprometendo o futuro da instituição. Os modelos de liderança vem sendo copiados através dos anos. É normal em toda Escola de Obreiros ouvir o mesmo estudo de quando eu era adolescente acerca da estratégia de Jetro ensinada a Moisés, ainda passam cópias de um questionário como se fôssemos do meninos da classe infantil da Escola Dominical. Este desdém com algo tão importante está fazendo surgir uma geração de neófitos na fé e políticos de púlpito.
Por causa desta tragédia ministerial, está se formando uma igreja que está andando na contra-mão da vontade de Deus, desorientada e doente onde não está surgindo candidatos ao ministério. Tenho visto alguns obreiros brigando por suas consagrações. Alguns saem da Adesal porque na CEADEB prometeram consagrar-lhes, outros vem de lá para cá com a mesma intenção. É como se estivéssemos nos dias de Constantino, quando os cargos sacerdotais eram vendidos ao nobres do império.
Por causa disto, temos aí líderes fadados ao fracasso. O líder que temos hoje em nossa instituição tem o seguinte perfil:
Político: ele resolve os problemas de acordo com as conveniências, passa por cima de princípios bíblicos, abraçando o pecado e "empurrando com a barriga" os problemas sérios e que precisam de solução. faz concessões, usa de apadrinhamento, faz vista grossa para sério erros, com o fim de se manter no poder. Faz alianças reprováveis e se torna mais amigo dos homens do que de Deus.
Festeiro: pra este o negócio é fazer festa. O importante é que as pessoas vejam que está tudo bem, mesmo que feridas estejam abertas, vidas estejam perdidas, pecados estejam encobertos, perdões não estejam sendo liberados, o importante é a aparência.
Administradores: infelizmente nossos pastores querem mais administrar do que ministrar. Eles acompanham de perto as entradas das ofertas e se esquecem de acompanhar as ovelhas em suas necessidades. Edificam prédios, salas, ampliam casas e não edificam vidas, não plantam na vida de suas ovelhas. Aliás, quando se reúne com os demais ministros é para dar o relatório financeiro e se reformou ou construiu algum prédio. Não se houve falar de quantos se converteram ou quantos foram batizados em águas ou no Espírito Santo ou ainda quantos foram curados e restaurados.
Dirigentes: eles só pensam em dirigir os cultos, tem até o dia especial dele pregar, mas não conhecem o estado de suas ovelhas, não descem do púlpito para abraçar aquelas irmãs que lhe sustentam na oração. Estes vem à Igreja só no dia em que ele é o pregador e nos demais dias se contempla um rebanho sem Pastor, sem direção.
Poderia citar ainda tantas coisas, todavia, até aqui já me causa tristeza suficiente, tristeza por ver que a instituição da qual faço parte poderia ser melhor.
Entendo que temos condições de fazer melhor, temos gente realmente chamada e capacitada por Deus para fazer esta Igreja uma potência em nossa cidade, em nosso Estado e assim, expandir o Reino de Deus. Quando digo fazer da Igreja uma potência é na verdade uma potência no que diz respeito a ser ferramenta poderosa para o engrandecimento do Nome de Jesus em nossa Bahia.
Não podemos mais aceitar este estado de coisas, não fomos chamados ao fracasso, mas à vitória. Quando nos levantaremos e faremos mudar este lamentável quadro?

Sobre a PLC 122/2006

Caros leitores, não gosto de copiar postagens, gosto de ser original. Mas creio que a postagem a seguir, extraída do Blog O Tempora, O Mores, contribui para que nós servos de Deus que temos nossas convicções e conceito formado, não pré-conceito, acerca da prática homossexual, não tendo, no entanto, nada contra a pessoa do homossexual e por entender que a PL 122, fere princípios constitucionais e do direito de expressão, é que entendo ser importante que sejamos multiplicadores de matérias como esta. Leia com atenção e participe:


Carta aos Senadores - PLC 122/2006

Foto de Sérgio Lima da Folha.
Imagens do Dia da UOL.

O texto é reproduzido do blog dos eleitos. Leia e entenderá porque está aqui também! Anime-se, escreva e faça com que nossos senadores saibam que temos opinião. Atenção: aceitarei comentários respeitosos e decentes, expressando opiniões argumentadas com racionalidade. Pela absoluta falta de tempo, reservo-me o direito de responder a alguns apenas... ou nenhum!


Conforme a agência de notícias do Senado, a senadora Marta Suplicy relatora do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06 que trata da criminalização da discriminação por gênero e orientação sexual, deseja submeter o projeto a votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quinta-feira (12).

Diante do que aconteceu recentemente no STF e diante do que pode estar em vias de acontecer no legislativo, creio que nos cabe como cristãos fazer duas coisas: orar e trabalhar. No que diz respeito ao trabalho, uma das coisas que podemos fazer neste momento é enviar uma carta aos senhores senadores que fazem parte da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Abaixo oferecemos um modelo que você pode utilizar. Esta carta foi escrita pelo pr. Mauro Meister, que nos permitiu usá-la. Copie e cole o texto abaixo, mas não esqueça de colocar: sua função (se desejar), seu nome e rg.

_______________________________________

Excelentíssimo Senador da Republica,

Sou cidadão brasileiro e tenho os senhores por legítimos representantes do povo deste país no poder legislativo. Exerço a função de (coloque aqui sua função). A Comissão de Direitos Humanos do Senado está prestes a votar sobre o PLC 122, sobre o qual os senhores deverão posteriormente votar em plenário.

Por meio desta mensagem quero deixar a minha opinião. Creio que todo o cidadão deve ser protegido pela força da lei e de nossa Constituição Federal e que nenhum cidadão ou estrangeiro deve ser discriminado. Isto é o que mantém o estado de direito e faz com que tenhamos, de fato, um pais livre, em todas as necessárias liberdades, inclusive a liberdade de expressão. O artigo 5º de nossa constituição já garante isto:

"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

(...)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;"

A questão é que o proposto PLC 122 fere a nossa Constituição e o direito da liberdade de expressão e cria uma classe especial de cidadãos. Em que pese o fato de nosso estado ser laico, a liberdade religiosa no Brasil é protegida e faz parte do nascedouro da nossa nação. O PL 122 é uma ameaça a liberdade religiosa, à liberdade de consciência e à liberdade de expressão.

Assim, solicito, apesar das muitas funções e atividades, que este projeto seja objeto de sua especial atenção e apreciação. O povo brasileiro deve ser devidamente representado e considerado e não simplesmente um lobby de minoria que pretende calar a boca daqueles que não concordam com sua postura, ainda que respeitem seus direitos como cidadãos.


Atenciosamente,
(Coloque aqui seu nome)
RG: (o número de seu rg)
_________________________________________


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) é composta por 19 senadores titulares e 19 suplentes (para ver a lista clique aqui). Mas no momento existem 15 nomes entre os titulares e 15 entre os suplentes. Por via das dúvidas o ideal é mandar a carta para todos eles. Abaixo você tem o nome de cada um deles com seus respectivos emails. Se puder envie a carta para todos eles.

Titulares
Ana Rita (PT) - ana.rita@senadora.gov.br
Marta Suplicy (PT) - marta.suplicy@senadora.gov.br
Paulo Paim (PT) - paulopaim@senador.gov.br
Wellington Dias (PT) - wellington.dias@senador.gov.br
Magno Malta (PR) - magnomalta@senador.gov.br
Cristovam Buarque (PDT) - cristovam@senador.gov.br
Pedro Simon (PMDB) - simon@senador.gov.br
Garibaldi Alves (PMDB) - garibaldi@senador.gov.br
João Alberto Souza (PMDB) - joao.alberto@senador.gov.br
Sérgio Petecão (PMN) - sergiopetecao@senador.gov.br
Paulo Davim (PV) - paulodavim@senador.gov.br
Ataídes Oliveira (PSDB) - ataides@senador.gov.br
Demóstenes Torres (DEM) - demostenes.torres@senador.gov.br
Mozarildo Cavalcanti (PTB) - mozarildo@senador.gov.br
Marinor Brito (PSOL) - marinorbrito@senadora.gov.br

Suplentes
Angela Portela (PT) - angela.portela@senadora.gov.br
Gleisi Hoffmann (PT) - gleisi@senadora.gov.br
Humberto Costa (PT) - humberto.costa@senador.gov.br
João Pedro (PT) - joaopedro@senador.gov.br
Vicentinho Alves (PR) - vicentinho.alves@senador.gov.br
João Durval (PDT) - joaodurval@senador.gov.br
Lídice da Mata (PSB) - lidice.mata@senadora.gov.br
Geovani Borges (PMDB) - geovaniborges@senador.gov.br
Eunício Oliveira (PMDB) - eunicio.oliveira@senador.gov.br
Ricardo Ferraço (PMDB) - ricardoferraco@senador.gov.br
Wilson Santiago (PMDB) - wilson.santiago@senador.gov.br
Eduardo Amorim (PSC) - eduardo.amorim@senador.gov.br
Cyro Miranda (PSDB) - cyro.miranda@senador.gov.br
José Agripino (DEM) - jose.agripino@senador.gov.br
Randolfe Rodrigues (PSOL) - randolfe.rodrigues@senador.gov.br

Para ter uma lista só com o endereço de email dos senadores da comissão, para copiar e colar, clique aqui:

A idéia é enviar esta mensagem curta e que tem mais chance de ser lida pelos senadores, ainda mais seu suas caixas de email ficarem lotadas com a mesma. Por isso, é importante não somente que você envie a carta, mas também ajude a divulgar esta campanha nas redes sociais e também em blogs que você administre.

Comunicamos que o Projeto Romanos 13 tem um grupo de discussão no facebook no qual desejamos definir as bases do projeto e sua aplicação a fim de articularmos uma ação política mais organizada por parte de cristãos de confissão reformada. Se você deseja participar, clique aqui ou deixe um comentário comunicando seu desejo.

Extraído do blog: http://blogdoseleitos.blogspot.com/2011/05/carta-aos-senadores-da-republica-plc.html#ixzz1M61imao0

Irmã Dulce: A um Passo de Ser Santa

Maria Rita de Souza Brito Lopes, a nossa irmã Dulce como era conhecida, partiu para a eternidade em 1992 e deixou um legado de amor ao próximo sem precedentes. Os baianos católicos participaram de uma missa em Salvador celebrada pelo Cardeal Geraldo Majella e assistida por autoridades políticas como a própria Presidente Dilma Rousselff, o Governador Jaques Wagner, o Prefeito João Henrique, o candidato derrotado a Presidente José Serra, entre outros. Durante a homilia do Cardeal, uma sentença contraditória com o fato: "O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Éfeso, assim exortou: 'Em Cristo, Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e íntegros diante dele, no amor. ... Sede imitadores de Deus como filhos queridos. Vivei no amor, como Cristo também nos amou e se entregou a Deus por nós como oferenda e sacrifício de suave odor', (1, 4. 5,1-2)."
Ora, se Cristo nos elegeu, antes da fundação do mundo, para sermos santos, então não há razão para a beatificação da senhora Maria Rita. Segundo informou o 24 Horas News, "O caminho para a santidade, ... é longo: os candidatos têm que ser reconhecidos como venerável, depois como beatos e só então após a comprovação de um segundo milagre se tornam santos."
A santidade segundo a Bíblia além de ser um ato de Deus em nossa vida, é também uma atitude de cada cristão: "Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. " (I Pe. 1:16).
Para nós cristãos evangélicos, a santidade é inerente, ela faz parte do caráter daquele que encontrou em Cristo a salvação, não a alcançamos por obras ou méritos, mas por uma decisão em seguir a Cristo e viver o padrão que Deus estabeleceu-nos em sua Palavra. No eterno propósito de Deus descrito em Efésios no texto citado pelo Cardeal, fomos destinados a uma vida de santidade mediante Cristo.
As obras da irmã Dulce ficarão na memória não só dos baianos, não só daqueles que foram acolhidos por ela, não só daqueles que até fora do Brasil a honram, mas antes de qualquer coisa, no coração de Deus.
Segundo Rogério Bitencourt em seu artigo "A vida de extravagâncias de Irmã Dulce", a freira "chegou a invadir cinco casas na Ilha dos Ratos para abrigar pessoas doentes, recolhidas nas ruas. Naturalmente, como era de se esperar, irmã Dulce foi expulsa com seus flagelados e deu início a uma peregrinação de 10 anos, ocupando temporariamente diversos lugares até que com muito trabalho e perseverança, conseguiu transformar um galinheiro do Convento de Santo Antônio em albergue, que mais tarde passou a ser o Hospital de Santo Antônio, um centro de atendimento social e educacional que continua atendendo carentes até hoje."
O fato é que, enquanto entre nós esteve, irmã Dulce talvez tenha feito o que nós evangélicos baianos jamais tivemos a coragem de fazer. Ela ousou, não se importou de ser chamada de louca, esteve entre os miseráveis. A alta sociedade de Salvador que compareceu à missa de sua beatificação se quer pensa em chegar perto dos miseráveis; a aplaudem, mas vivem longe da bondade e da misericórdia que a senhora Maria Rita de Souza Brito Lopes manifestou aos pobres e desamparados.
Para que a freira chegue a ser considerada santa pela Igreja Católica, o processo no vaticano continua, a fim de descobrir "mais" um milagre operado por ela.
Não creio que ela tenha realizado milagres, pois milagres é atribuição dada somente àquele que pode realizá-lo: Cristo. Todavia, sua vida foi um milagre, suas conquistas se constituíram num milagre, seus desafios foram vencidos milagrosamente. Ela chamou a atenção por estar inserida numa sociedade distante da bondade e da misericórdia. O surgimento do Hospital Santo Antonio, conhecido como Hospital da Irmã Dulce, é um milagre e tem se constituído em milagre na vida de milhares que passam por seus corredores e são atendidos pelos profissionais da instituição.
Enfim, a Igreja Católica Apostólica Romana não tem poder de atribuir santidade a irmã Dulce ou a qualquer outro ser humano. Santidade é um estado de quem se santifica através de Cristo e seu sangue derramado na cruz e de uma vida de renúncia ao pecado e obediência aos princípios estabelecidos pela Palavra de Deus.

23 de mai de 2011

O "DIA DO SENHOR" QUE NÃO ACONTECEU!

Este homem é Harold Camping, 89 anos e fundador do ministério Family Radio. É apresentador em programas de rádio e televisão, famoso por fazer previsões sobre a volta de Cristo e o Juízo Final. Em seu site Family Radio, ele afirma sem qualquer constrangimento dias exatos para a volta de Jesus e alega ter provas irrefutáveis. Suas previsões, apesar de sempre terminarem em fracasso e decepção, convence milhares de pessoas ao redor do mundo e arrecada milhões de dólares, dinheiro que vem das doações de quem acredita de que não o precisará mais já que Cristo voltará na data aprazada pelo famoso "profeta". Segundo o site Dig now, Camping "nasceu com o nome de Harold Egbert Camping em 1921, em Boulder, Colorado. Desde cedo, ele se mudou para Califórnia, onde seu interesse pela matemática e ciência se desenvolveu, levando-o depois para a Universidade da Califórnia em Berkeley, durante a Segunda Guerra Mundial, [...]"
Na década de 90, Herold publicou um livro em que previa a volta de Crisyo para 1994, depois do óbvio fracasso, ele volta ao cenário de suas previsões, desta vez em 2002, e anuncia o que ele chamava de "fim da era da igreja". A profecia consistia em que Deus não teria mais prazer em usar a Igreja por esta ter apostatado do Evangelho, logo, os crentes deveriam sair de suas igrejas. A Aliança de Evangélicos Confessionais da Califórnia, rejeitou tais afirmações por entender que "a Igreja é a noiva de Cristo que prometeu valorizar e preservar até que Ele volte", segundo informou o Adora Paraguaçu.
Depois da última previsão do profeta em que, Cristo deveria voltar no recente 21 de maio de 2011, data em que também Deus estabeleceria seu Juízo sobre a terra e do fracasso que virou anedota internacional, líderes evangélicos que conheceram Camping de perto, manifestaram sua opinião acerca dele e de sua teologia. Para o Evangelista Greg Laurie, do Sul da Califórnia, "ele está errado", declarou na sexta feira em seu Blog. Já para Robert W. Godfrey, Professor de História no Seminário de Westminster na Califórnia, "ele perdeu o Evangelho, ele perdeu Cristo."
Camping, em sua última previsão, declarou que tinha provas irrefutáveis de que Cristo voltaria em 21 de maio de 2011. Investiu milhares de dólares na campanha, que incluia a divulgação em outdoors, tv, rádio e internet. O dinheiro vinha da doação de quem acreditava nas previsões de Harold.
Segundo o profeta, um cálculo matemático que começa na era do dilúvio, passa pela afirmação de Pedro de que "um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia", chegou à conclusão de que o dia 21 de maio de 2011 seria o "Dia do Senhor". Como dados de pesquisa apontam para o ano 490 a.C. a época em que o Dilúvio veio sobre a terra e que o Senhor teria dito a Noé de que as águas viriam sobre a terra sete dias depois daquele anúncio, Herold e seu grupo atribuiu aos sete dias, sete mil anos, chegando à bizarra conclusão de que 21 de maio de 2011 seria o dia do derramar da ira de Deus sobre os homens.
No Brasil, o grupo de Camping divulga suas teorias no site Family Radio Português, através de artigos e áudios. Uma semana antes do fatídico 21 de maio, Herold esteve em São Paulo com o fim de divulgar "seu" Dia do Juízo. Segundo noticiou Notícias Gospel, no dia 19/05, "O missionário, ex-batista, voltará nesta quinta-feira, 19, para os Estados Unidos para esperar o grande acontecimento. Ele reclama que as igrejas não entendem a mensagem que a Family Radio divulga. 'As Igrejas não entendem, pois crêem que Cristo voltará como um ladrão'."
Apesar das imensas discussões acerca da volta de Cristo, onde já há grupos afirmando de que o dia da volta do "Filho do Homem" pode ser calculado, ainda nenhum dos tais argumentos se sustentaram. As frustrações são muitas na área. Quando começa a discussão em torno do assunto, logo surgem perguntas como: "Então, posso viver minha vida como bem entender e só me preparar na iminência dos dias da volta de Cristo?"
Para nós que aguardamos o este dia, "ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (II Pe. 3.9), devemos continuar aguardando o nosso Senhor e vigiando para que não sejamos surpreendidos " pelo engano dos homens abomináveis" (II Pe. 3:17), mas ouvir nosso irmão Pedro que diz: "Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz." (II Pe. 3: 14).

"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai."
Mt. 24:36

16 de mai de 2011

Uma Palavra de Agradecimento

"Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus."
(II Corintios 9:10,11)

Que este texto se cumpra literalmente na vida de todos aqueles que tem nos abençoado e enviado suas ofertas. É graças à sua ajuda e coração misericordioso, que temos conseguido fazer o que temos feito em Mundo Novo. Ontem, por exemplo, levamos ao Missionário Pedro que está na sede de Mundo
Novo, vários utensílios do lar doados pela Semadesal (Secretaria de Missões). Os tais utensílios eram usados por Missionários da Secretaria que ao chegar em Salvador, precisavam dos tais, os mesmos estão servindo temporariamente nosso missionário. Obrigado à Semadesal pela sensibilidade. Obrigado aos nossos mantenedores, os quais tem pedido que não divulguem seus nomes. Obrigado, pois graças à sua oferta, estamos em dia com os aluguéis, temos contribuído com uma ajuda para sustento do missionário, temos abastecido o veículo para dar assistência ao campo e o Senhor está fazendo milagres.
No povoado de Indaí, as pessoas estão ouvindo a Palavra de Deus e entregando suas vidas a Jesus. Na Fazenda Pedra Branca, nosso Missionário Paulino ganhou um terreno para construir o templo. Para tal, precisamos de sua ajuda para construir, já temos o piso comprado e guardado, doado por um mantenedor de Salvador.
Na sede de Mundo Novo, nosso Missionário Pedro Henrique está realizando trabalhos nos lares, estudos bíblicos e visitando famílias, além de estar começando uma escola de Teatro para jovens e adolescentes. Temos um programa de rádio que tem alcançado centenas de pessoas, algumas delas ouvintes assíduas.

Nossos Pedidos:
  • Precisamos de investimento para construir um templo em Indaí, Fazenda Pedra Branca e sede de Mundo Novo (a prioridade no momento é Fazenda Pedra Branca, os cultos são feitos nas casas);
  • Precisamos de uma moto para o Missionário Pedro dar assistência ao campo;
  • Precisamos de ajuda para continuar mantendo os aluguéis e as demais despesas.
Motivos de Oração:
  • Para que haja salvação de vidas;
  • Para que tenhamos nossos prédios para funcionamento da missão;
  • Pela Escola de teatro para que seja canal de benção para os jovens e adolescentes de Mundo Novo;
  • Para que o Senhor levante mantenedores e obreiros voluntários;
  • Para que consigamos implantar nosso Curso Teológico na cidade.
Que Deus abençoe cada irmão que, com amor e generosidade, tem nos ajudado, contribuindo para que vidas ouçam a Palavra de Deus e se rendam aos pés de Jesus.

No amor de Cristo,

14 de mai de 2011

Os Erros da Assembléia de Deus

"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento..." Oséias 4:6



A palavra conhecimento se repete na Bíblia quase que inúmeras vezes, a maioria delas para se referir ao conhecimento de Deus, depois para se referir à própria sabedoria, de Deus e a humana. O texto citado acima para mim é o mais forte, ele revela o destino de um povo sem conhecimento. O capítulo 4 de Oséias revela que as mazelas tomam conta de uma sociedade distante de Deus e de seu conhecimento, ela perde seu senso de ética e moral e passa a aquilatar valores imorais como se fossem morais.

A presença do profano é mais forte que a do sagrado (4:2), a alma se torna insaciável (4:10), pois a única coisa que acalma a fome espiritual do homem é o conhecimento de Deus pela sua Palavra.

Um dos maiores erros das denominações evangélicas é priorizar suas linhas teológicas e preservar suas tradições em detrimento do conhecimento. Ao falar de conhecimento aqui não me refiro apenas ao espiritual e teológico, mas o conhecimento como tudo que tem relação com o sujeito que deseja conhecer e o objeto do qual se quer adquirir conhecimento; ou, ato ou efeito de abstrair idéia ou noção de alguma coisa.

Por muito tempo a Assembléia de Deus entendeu que conhecimento só estava relacionado com as questões bíblicas e espirituais. Até nossas lições bíblicas da Escola Dominical estavam atreladas àquilo que a Bíblia apresenta, daí o uso abusivo dos personagem bíblicos, tornando o ensino limitado. Em 1998, no Primeiro Congresso Nacional de Escola Bíblica Dominical no Rio Centro, capital carioca, vi o Pr. Carlos Tolentino, então Pastor da Assembléia de Deus em Feira de Santana, falar para uma plenária de quase 5.000 pessoas, a necesidade de tratarmos de temas atuais, principalmente com o público adolescente, e pararmos de achar que o conhecimento só seria adquirido de continuássemos tratando só de personagens bíblicos. A idéia do Pastor era que temas como: clonagem, internet, AIDS, entre outros, passassem a ser abordados em nossas Escolas Dominicais, afinal, o conhecimento é infindável e precisa ser atualizado.

Por deixar de lado o conhecimento, alguns líderes da Assembléia de Deus mantiveram seus fiéis na escuridão da ignorância, lhes revelando apenas o que chamavam de "necessário" para a Igreja, e este necessário era sempre os supostos ensinos bíblicos e espirituais. A denominação nunca tratou da vida política e social da Igreja, o seu papel na sociedade e suas relações com os grupos sociais. Um exemplo clásico é o desastroso caso ADESAL X CEADEB. Os líderes da Adesal (Assembléia de Deus em Salvador), sempre tratou a CEADEB perante os membros da Igreja como uma outra Igreja. A CEADEB era nossa, fazia parte de nossas tradições e eventos de grande porte como as chamadas convenções anuais e reuniões de obreiros. A igreja se reunia para orar pela tal Convenção e seus ministros, porque aquilo era nosso, fazia parte de nós!

Mas na verdade estávamos enganados, os membros estavam enganados, eles não receberam nenhuma orientação de que a Convenção fosse apenas (e é), uma associação de pastores. Nós líderes omitimos esta verdade aos membros. Resultado? Diante das questões administrativas entre ADESAL e CEADEB, diante da impossibilidade de acordo entre as partes, resolve-se que a parte que se sentiu prejudicada, que eram os ministros da Adesal, únicos na Igreja de Salvador a terem vínculo com a CEADEB, deveriam pedir desligamento.

Minha pergunta baseada em Oséias 4:6 é? Quem perece quando há falta de conhecimento? É óbvio, a resposta está no texto, o povo. Quem, no lamentável episódio ADESAL e CEADEB, saiu perdendo? Os fiéis que sempre foram reféns da falta de conhecimento, reféns de um sistema que não educou e não discutiu com transparência seus problemas.

De um lado os ministros da Adesal dizendo aos seus membros a verdade: A Convenção é uma associação de Pastores e cabiam ao quorum dos Pastores a discussão e decisão de continuar ou não ligados à CEADEB. Sim, era a verdade, mas dita tarde demais. Além de ser dita tarde demais ela contradizia-se com aquilo que sempre passamos para os membros: somos da CEADEB.

Do outro, a CEADEB, fazendo-se valer da ignorância das ovelhas para perpetuar a falsa idéia alimentada pelos próprios ministros da Igreja em Salvador: vocês são nossos e sair de nós, é rebeldia. Que rebeldia? Rebeldia a uma instituição de pastores? Uma instituição política?

Mas, fazer o quê? Fomos nós que plantamos isto, fomos nós que não ensinamos, fomos nós que conduzimos o povo ao erro, porque não os ensinamos, não dissemos antes a eles que a CEADEB ou qualquer outra Convenção neste país, é apenas associação de homens, nada mais, elas são na maioria das vezes regidas pela política e ganância dos homens. A Igreja não, ela foi fundada por Jesus, seja Adesal ou qualquer outra nesta nação.

Meu lamento é ver hoje um triste retrato da Adesal: Igrejas feridas, destruídas. Igrejas históricas em Salvador se tornarem palco de brigas e disputas por causa de homens maus, lobos no meio das ovelhas.

É triste ver os desavisados gritando aos quatro cantos da terra em favor de uma Convenção, enquanto tripudiam da Igreja, enquanto descem moralmente usando todo tipo de adjetivos, sem nenhum constrangimento, publicamente, atingindo a moral das pessoas e envergonhando o nome de Jesus Cristo.

Sabem de uma coisa? Nem Adesal, nem CEADEB estão totalmente certas, quando falo ADESAL ou CEADEB refiro-me aos seus líderes, os que causaram toda esta balbúrdia.

Quanto aos fiéis da Assembléia de Deus em Salvador, deveriam cada um ficarem em seus lugares, esperando a volta de Cristo. Ficarem em suas igrejas onde sempre cultuaram a Deus e por ela trabalharam. Que possam ser capazes de entender que estão sendo massa de manobra, que estão inconscientemente atendendo a caprichos humanos, que estão jogando fora tudo que plantaram com lágrimas trabalho. Que possam, ao invés de sairem de suas igrejas, unirem-se em oração para um tempo de arrependimento por parte de todos os ministros da Assembléia de Deus na Bahia.

11 de mai de 2011

Gerenciando Crises e Vencendo Adversidades

Êxodo 14: 1-21

No último post falamos sobre três verdades acerca da crise. Se faz necessário conhecermos essas verdades para que possamos ter habilidade de gerenciá-las. Aprendo com Moisés as atitudes que comprovam a capacidade de um líder em gerenciar crises. Esse gerenciamento que, como dissemos no post anterior, é o conjunto de atitudes e comportamentos que o líder tem em face à crise, é que determinará o sucesso e a vitória sobre a crise.

Então primeiro: Moisés ouviu uma orientação de Deus: "Fala aos filhos de Israel que voltem e que se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar." (Êx. 14:2).

Estar em frente ao mar não teria sido uma surpresa para Moisés. Ele sabia que empreender uma viagem daquela magnitude lhe traria problemas. O povo talvez estivesse cantando, como sempre costumamos imaginar, mas será que Moisés cantava? Ou em seu coração havia uma constante apreensão por causa da expectativa do que poderia acontecer?

Moisés obedeceu a orientação de Deus incondicionalmente. O texto do versículo 9 diz que Faraó e seu exército o encontrou exatamente onde Deus mandara estar.

A obediência de Moisés à voz de Deus foi fator determinante para vencer aquela crise. Era ali em frente ao mar, onde Deus mandara ficar, o lugar da crise, mas também, o lugar onde veria o agir de Deus!

A primeira coisa importante no gerenciamento das crises é a capacidade para ouvir orientações. Provérbios 1:33 diz: "Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal."

Quem não consegue ouvir orientações se torna soberbo e este tem a vida fadada ao fracasso: "Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante..." (Jeremias 50:32)

Aprenda a ouvir a voz de Deus, Ele sabe o que poderá acontecer diante do mar, na verdade Ele às vezes nos conduz para lá.

Segundo: a reação diante das pressões. Reagir de maneira calma e equilibrada às pressões e ao medo, faz parte da capacidade de gerenciamento que um líder tem diante da crise. Lembre-se: enquanto você não vence determinada crise, você tem que ter capacidade para gerenciá-la, e ter calma e equilíbrio emocional é uma forma de conduzir a crise. Você já observou algumas pessoas que mesmo em meio a grandes vendavais da vida, conseguem ter paz e comportamento equilibrado? Essas pessoas são como Moisés, elas não respondem a argumentos, elas respondem de acordo com sua maneira de gerenciar a circunstância. Moisés reagiu como se não tivesse sido acusado de irresponsabilidade. Responder àquelas acusações lhe traria os seguintes problemas:

  1. Perca de tempo: enquanto se ocupasse a responder, os egípcios se aproximariam mais e ficariam à iminência de uma derrota.
  2. Desgaste emocional: quando gastamos tempo em responder acusações infundadas, temos um desgaste emocional que só prejudicará nosso ministério e trará danos à nossa carreira. Poderemos aumentar as feridas e as mágoas e nossos argumento poderão não responder à altura dos anseios.
  3. Desgaste da liderança: um líder que vive respondendo acusações, sem querer, termina denunciando a fragilidade de sua liderança, despertando nas pessoas insegurança e dúvidas. Discussões desnecessárias geram confusão e se torna um impedimento no avanço de planos e projetos.

Terceiro: Identifique a causa das pressões psicológicas sofridas por seus liderados. A resposta imediata de Moisés às acusações, foi: “...não temais; estai quietos...” (Ex. 14:13). Moisés entendeu que medo e inquietação eram os fatores que causavam desânimo e aborrecimento no coração do povo. Eram esses os fatores que os motivavam a agredir Moisés. Todo líder tem que ter esta capacidade: ver o que está por trás das ofensas e desesperos. Ignorar esses fatores é se tornar líder de um povo doente, temeroso e inquieto. Moisés entendeu o medo e a inquietação de seus liderados e respondeu com base em seus sentimentos e não em suas ofensas.

Quarto: mostre aos seus liderados o que eles não conseguem ver. Às vezes, o medo, angústia e desespero nos impedem de ver soluções e saídas. Moisés disse: “...vede o livramento do Senhor...” Um líder que gerencia bem as crises da vida, sabe conduzir seus liderados por um caminho de certezas e de vitórias. Ele leva-os a ver soluções e não fica focando sua atenção no problema. Na hora da crise convide seus liderados a levantarem os olhos e “ver o livramento do Senhor”.

Um líder que gerencia bem uma crise á aquele que tem em mente uma saída, ele ver o que a maioria não ver.

Quinto: tome atitude. Neste caso, Moisés tomou atitude depois de ter sido repreendido pelo Senhor: “Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” Uma das maiores características de um líder á a capacidade de tomar decisão. Aqui, o próprio Deus é quem dar a maior lição de como liderar. Imaginemos Deus dizendo: “para com isso Moisés, não fica aí parado me clamando, marche! Abrir o mar é comigo, mas marchar é com vocês!”.

Sexto: Use o instrumento que você tem para gerar soluções: “E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.” (Ex. 14: 16). Às vezes ficamos como loucos querendo importar soluções ou copiar estratégias de outrem, quando Deus tem nos dado os recursos necessários para solucionar problemas. Acredite no que Deus colocou em tuas mãos.

Depois desses três elementos no comportamento de Moisés em frente ao Mar Vermelho, só lhe restou ver o mar se abrir, atravessa-lo, ver seus inimigos perdendo a batalha e cantar do outro lado com Miriã.

É isto que acontece com o líder que sabe gerenciar crises:

  • Ele ver o mar da crise, da adversidade se abrindo;
  • Ele atravessa a adversidade;
  • Ele ver o que causou sua crise sendo vencido;
  • E por fim, ele canta.

Só resta então tirar preciosas lições com os momentos de lutas, dores, noites sem dormir e poder contar para a posteridade que para cada crise há uma solução, basta confiar em Deus e saber gerenciá-la.

Tenha uma grande vitória!

10 de mai de 2011

Gerenciando a Crise - Parte 1: Verdades Sobre a Crise.

Êxodo 1: 1-12

Se você perguntar à maioria dos líderes o que eles gostariam que acontecesse se a crise lhes assaltassem, logo responderiam: "gostaria de ter a capacidade de vencê-la" ou "gostaria de fazê-la desaparecer".
A crise sempre é vista sob a perspectiva de algo ruím, alguns até acham que, se a crise lhe surpreendeu, foi porque em algum momento ele ou ela errou. Para muitos, a existência da crise é sinal de fracassos e erros cometidos. Às vezes sim, mas mesmo as crises oriundas de nossos erros, proporcionam-nos oportunidades de aprendizado que nenhum momento de bonanças e vitórias pode nos dar.
A crise pode ser vencida? Sim, e deve. Porém, antes de vencê-la é necessário ter habilidade para gerenciá-la. O gerenciamento correto da crise nos levará a vencê-la. Este gerenciamento pode ser considerado como o conjunto de atitudes e comportamentos que teremos face à crise ou qualquer coisa que ameace a estabilidade do nosso ministério ou dos nossos negócios ou a estabilidade de qualquer área de nossa vida.
Atitudes sábias diante de adversidades determinam nossa capacidade de vencê-las. A maioria dos nossos fracassos são decorrentes de atitudes e comportamentos inadequados diante da crise.
Atentando para o texto acima, encontramos Moisés diante de uma adversidade de proporções alarmantes. Ele tinha conduzido o povo àquele lugar sob o argumento de que o Senhor os estava levando. O sentimento no coração do povo era de liberdade, talvez estivesse no lábios de alguns deles um cântico de vitória e se imaginassem agora como livres, prestes a formarem, distante do perverso Egito, uma nação e poder desfrutar das promessas de Jeová a seus pais.
No entanto, encontraram um impedimento para seus sonhos, uma crise se instalou quando perceberam que seus algozes de séculos, estavam no encalço deles.
Tiremos algumas lições primeiro da adversidade:
  • Primeiro Faraó investiu o melhor que tinha contra Israel. O texto dos versículos 6 e 7 diz que o tirano escolheu os carros, levou todos os capitães e o povo, além do seu próprio carro, isto é, ele investiu contra Israel em quantidade e em qualidade. Sua intenção era: ou trazer Israel de volta ou destruí-lo, se ele resistisse.
Uma coisa que devemos ter em mente é que, espiritualmente falando, nosso inimigo sempre investe seu melhor contra nós, ele não brinca quando o assunto é nossa destruição.
A crise vinda sobre Moisés tinha elementos que, humanamente falando, determinavam sua derrota. Então, a primeira lição aqui é que, as crises trazem elementos que determinam nosso fracasso.
  • Segundo: este era um ataque externo. Algumas crises são geradas de dentro para fora, outras de fora para dentro. As que são causadas de fora para dentro, mesmo que possuam elementos que determinem nosso fracasso, são de fácil identificação, cujas armas são conhecidas e esperadas, porque são de inimigos já nossos conhecidos. Todavia, todo ataque provoca medo, desânimo e sentimento de fracasso e de que a derrota está à porta.

  • Terceiro: As crises causadas por elementos externos geram pressões psicológicas provocadas por quem está perto de nós. As pessoas que estão engajadas nos mesmo projetos que nós terminam cedendo às pressões da crise pela qual estamos passando e passam a nos pressionar. Foi o que aconteceu com Moisés neste episódio.
Leia os versículos 11 e 12 e veja como eles acabam por lançar sobre Moisés a responsabilidade da possível derrota deles. Imaginemos como não estava a cabeça de Moisés naquela hora. Este é um elemento da crise de relevante poder: pressão psicológica. A pressão psicológica age, às vezes, num efeito cascata. Alguém pressiona alguém que termina nos pressionando. As pressões psicológicas tem a capacidade de induzir nos a um sentimento de culpa, e este sentimento de culpa pode culminar numa atitude de derrota.
Concluindo esta parte, entendemos que devemos atentar para três verdades acerca da crise com as quais precisamos ter cuidado:
  1. Ela possui elementos que determinam nossa derrota;
  2. Ela pode vir de fontes externas (O lado positivo: é de fácil identificação; lado negativo: às vezes esconde armas que você ainda não conhece);
  3. As pressões psicológicas decorrentes da crise, podem levar-nos a tomar decisões que determinarão nosso fracasso.
Estás passando por alguma crise? Já tentou identificar os elementos contra e favoráveis a você? Já pensou que Deus lhe dá capacidade para gerenciar a crise e não ser vencido por ela? Não tenha medo. Enfrente a crise e ão ceda às pressões. No próximo post: Gerenciando a Crise e Vencendo os Inimigos.

9 de mai de 2011

Semadesal se Prepara Para Mais Uma Feira das Nações


A Primeira Feira das Nações da Adesal foi realizada em 1998 no Parque de Exposições de Salvador e chamou a atenção de gente de várias denominações, além de estudantes e curiosos. O evento foi uma iniciativa inédita da Secretaria de Missões que na época era conhecida com a sigla de DEMISA (Departamento de Missões da Adesal), em favor de missões. O departamento era dirigido pelo Pastor Ubirajara Rosas, Pastor Juarez Machado e a Miss. Luzia Helena. A Diretoria contou com a colaboração de todos os Coordenadores e Secretários de Missões das cerca de 300 congregações da Assembléia de Deus em Salvador na época. O sucesso garantiu, em 2000, a realização da II Feira das Nações e I Congresso Nacional de Missões apoiado pela SENAMI (Secretaria Nacional de Missões da Assembléia de Deus no Brasil) e da CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) e contou com palestrantes renomados em Missões como o Pr. Luis Bush, o reponsável pelo termo "Janela 10/40" e primeiro a observar as necessidades do que na época foi chamado de "Cinturão da Resistência". Estiveram presentes congressistas e e convidados de todo o país, além de convidados internacionais.
Agora, A SEMADESAL deseja realizar a III FEIRA DAS NAÇÕES. A iniciativa está sendo discutida pela Diretoria da Secretaria e Equipe de Apoio. O grande objetivo não é a realização de um grande evento apenas, mas principalmente o envolvimento de todos os membros e congregados da Adesal em atividades que os despertem para a tarefa de fazer missões. Neste ano se discute a idéia de envolver principalmente os adolescentes, por isso, algumas idéias já estão sendo trocadas com o DEPAD (Departamento de Adolescentes) que simultaneamente ao evento realizará o "Revolução Teen", uma espécie de Congresso do Ministério Visão Global do Pr. Davi Botelho e tem como principal objetivo despertar os adolescentes para o engajamento em missões.
Para assegurar o sucesso da Feira, foi decidido na última reunião com os Coordenadores e Secretários de Missões, no dia 29/04, na Adesal Liberdade, que determinados setores trabalhariam para divulgar durante a feira, países de determinados continentes como segue abaixo:

  • OCEANIA
SETOR 01 - LIBERDADE
SETOR 14 - BARRO REIS
SETOR 03 - AMARALINA
SETOR 17 - BOCA DO RIO
SETOR 18 - LADEIRA DA PAZ

  • ÁFRICA
SETOR 04 - PAU DA LIMA
SETOR 19 - CAJAZEIRAS
SETOR 05 - CAPELINHA
SETOR 21 - MARECHAL RODON
SETOR 22 - FAZENDA GRANDE

  • AMÉRICA
SETOR 06 - CASTELO BRANCO
SETOR 23 - CAJAZEIRAS VIII
SETOR 07 - PERIPERI
SETOR 24 - PLATAFORMA
SETOR 32 - RIO SENA

  • ÁSIA
SETOR 08 - ITAPAGIPE
SETOR 25 - LOBATO
SETOR 09 - PIRAJÁ
SETOR 26 - VALÉRIA
SETOR 27 - ALTO DE COUTOS

  • EUROPA
SETOR 11 - SÃO CRISTÓVÃO
SETOR 12 - TANCREDO NEVES
SETOR 30 - MATA ESCURA
SETOR 31 - JARDIM GUIOMAR
SETOR 13 - PITUBA

ESPECÍFICOS

SETOR 15 - LUIS ANSELMO: BAHIA
SETOR 16 - SÃO GONÇALO: PRESÍDIOS
SETOR 20 - JARDIM ESPERANÇA: MISSÕES URBANAS
SETOR 10 - PARIPE: AMAZONAS
SETOR 28 - ITAPOAN: ADESAL


Para definir estratégias na realização do evento, a Diretoria da Semadesal se reunirá nesta quarta-feira, dia 11/04, com a Equipe de Apoio e Coordenadores de Missões, às 19:00h., no escritório da Semadesal, no 2º andar da Adesal Liberdade.

2 de mai de 2011

Deixa Saul Pra Lá. É Tempo de Davi.

ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.
(I Samuel 16:1)

A amizade e o amor de Samuel por Saul é incontestável. O velho profeta aprendeu a honrar, amar e a orar por aquele que outrora era apenas filho de um dos fazendeiros de Israel. Samuel nutria por Saul, além de respeito e amor um sentimento estranho de pena: "E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o SENHOR se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel" (I Samuel 15:35). Por causa de Saul ele foi capaz de passar toda uma noite orando (I Sm. 15:11).
Afinal, Samuel fora testemunha da maneira milagrosa como o Senhor o tivera escolhido e como o encheu do seu Espírito para realizar proezas em seu nome. Acredito que este tempo de glória das vitórias de Saul estavam na memória do velho profeta e legislador de Israel. Apesar do Senhor ter-lhe dito que havia se arrependido de ter constituído Saul como rei de Israel, parece que Samuel acreditava numa reabilitação do rei do seu povo, a ponto do próprio Deus lhe perguntar: "Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel?"
Quando leio este texto fico pensando em como queremos ser às vezes mais amorosos e complacentes que Deus e esquecemos que nosso amor e complacencia, vez por outra, fere princípios da Soberania de Deus. Esta é para mim, a primeira grande lição aqui. Firmamos nosso olhar nos "Sauls" da vida, vendo-os como única alternativa na obra de Deus e ignoramos os eternos planos do Senhor.
Esquecemos que Deus não mistura amor com conivencia. Aliás, não existe conivencia em Deus. Ele não é conivente por amor, Ele castiga por amor.
Não podemos tentar restaurar o que Deus rejeitou, investir no que Deus reprovou. Às vezes se faz necessário deixar Saul pra lá, entender que alguns Sauls da obra de Deus escolheram viver distante dos preceitos de Deus.
Quantas vezes firmamos nosso olhar naquilo que pensamos ser a única alternativa? Oramos em favor daquilo que achamos ser o único instrumento de Deus, pensamos que Deus só tem aquele método e só utiliza aquela ferramenta. Ficamos apegados aos nossos Sauls e queremos eles bem pertinho de nós, pois vimos o Espírito do Senhor sobre eles.
Aprendo, em segundo lugar, que se faz necessário vislumbrar um futuro sob um novo trabalhar de Deus, com ferramentas diferentes e começar a investir em talentos novos. É o que o Senhor desafia a Sanuel fazer: "...Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei."
Isto é: "em minha soberania, vou mudar o metódo, a ferramenta, vou investir em algo novo, em alguém de coração mais nobre"
Deus estava reservando algo novo para seu povo, enquanto Samuel tinha sua visão voltada para o antigo. Enquanto Deus estava reservando o tempo de Davi, Samuel queria continuar vivendo o tempo de Saul, o velho método, aquele que se tornara inviável.
Permita-me dizer-lhe que é tempo de um novo olhar, de começar a criar dentro de nós novas perspectivas, pois temos um Deus de coisas novas. "Até quando terás dó de Saul?" Até quando amarrarás teu sentimento a algo que o Senhor já reprovou? Até quando ficarás dependente de velhos métodos e ferramentas obsoletas? É tempo de viver os planos de Deus para nós e deixarmo-nos ser despertados pelo Espírito Santo para aquilo que Ele tem nos preparado
Enquanto Deus já pensava em Davi, o coração do velho profeta ainda estava em Saul.
Deixa Saul pra lá, é tempo de Davi em tua vida.


Morte de Bin Laden: Reflexo na Obra Missionária

A morte de Bin Laden foi comemorada no ocidente, principalmente nos Estados Unidos, com um sabor de vingança. A alegria na face dos americamos, que se consideravam caçadores do ditador responsável pelo atentado de 11 de Setembro de 2001, parecia ignorar os efeitos entre os muçulmanos da morte mais esperada do mundo . Segundo o Portal do MSN Notícias, "O diretor da agência de inteligência americana, a CIA, Leon Panetta, disse que é 'quase certo' que a rede extremista Al-Qaeda tente vingar a morte de Osama Bin Laden. 'Bin Laden está morto, mas a Al-Qaeda, não. Os terroristas quase certamente tentarão vingá-lo. E nós devemos - e iremos - continuar atentos e determinados', disse Panetta."
Os países muçulmanos do Oriente que até então estavam se abrindo para o ocidente em virtude das catástrofes naturais sofridas, passam a olhar desconfiados para o mundo ocidental. Essa desconfiança misturada com mais um desejo de vingança mundial, além de gerar conflitos políticos e econômicos, reascende ou intensifica a chama da intolerância, uma das maiores barreiras à evangelização mundial.
Na maioria dos aeroportos internacionais, árabes, independente da religião, passam a ser vistos como suspeitos, enquanto que os mesmos passam a se sentirem vítimas do chamado "sistema global".
Esse espírito de desconfiança internacional neutraliza ações missionárias em várias partes do mundo, colocando em risco a segurança de obreiros tranculturais e fazendo naufragar projetos arrojados de evangelização mundial.
Embora Bin Laden, enquanto vivo, representasse uma ameaça para a segurança internacional, agora morto, a ameaça continua no ar.
O que a maioria dos cristãos evangélicos não sabem é que inúmeros missionários brasileiros no oriente médio exercem suas atividades no anonimato. Algumas igrejas não declaram a localização nem os nomes desses obreiros, devido ao perigo de, às vezes, perderem até a vida. É o que acontece por exemplo, com obreiros da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais. A Semadesal também tem missionários na Ásia cuja localização e nomes são preservados.
Enquanto ouvimos alvissareiramente as chamadas "boas novas" da morte do considerado inimigo número um da humanidade (ou dos Estados Unidos?), se quer imaginamos a dimensão das consequencias do sinistro para a obra missionária. Ocidentais vivendo em países muçulmanos do oriente médio passam a ser vistos como inimigos, as restrições de acesso a estes países aumentam e a evangelização mundial é freada.
Oremos para que nossos missionários no mundo árabe ou em países muçulmanos sejam guardados e para que a obra missionária não sofra em seu avanço.

1 de mai de 2011

Presidente da CONFRAMADEB Fala da Vitória Na AGO da CGADB em Cuiabá.


Na última quarta-feira, dia 27, o Presidente da Adesal, Pr. Israel Alves Ferreira, convocou todos os obreiros da instituição para esclarecimentos dos últimos fatos relacionados com a crise ADESAL X CEADEB. Depois de ministrar uma palavra aos corações dos presentes, o Pr. Israel contou como foi a vitória da CONFRAMADEB na última AGO da CGADB em Cuiabá.
A plêiade de obreiros se mostrou motivada a continuar acreditando no futuro da Adesal e da CONFRAMADEB, esta última como uma das mais novas convenções do Brasil. Durante a reunião foi distribuído um documento entre os obreiros e cooperadores. Abaixo, parte das declarações contidas no documento.
A Adesal vive um momento novo de esclarecimento de dúvidas, de novos investimentos e mudança do modelo administrativo, o que tem incentivado os obreiros da Igreja ao trabalho e à dedicação que sempre lhes foi peculiar.
O templo lotado denunciou a credibilidade que ainda goza o Presidente da Adesal e seus obreiros mesmo em face aos constantes ataques.

Palavra do Presidente

"No final do mês de maio do ano passado, nossa igreja foi vítima de uma divisão promovida pela CEADEB, convenção que foi criada pelos pastores e recebe o dízimo deles e mais 5% das igrejas com a finalidade de, além de jubilar seus pastores, promover a paz. Mas ela promoveu uma grande confusão, dividiu nossa igreja tomando 53 templos nossos, levando muitos membros e 15% de nossa renda, em torno de R$ 200.000,00 por mês. Além disso, fez escândalo no Jornal A Tarde, distribuiu boatos e cartas contra a moral do Pastor Presidente (da Adesal) e contra a Diretoria e demais pastores da igreja. Na verdade a CEADEB provocou uma guerra e muita violência contra nossa igreja. Como se não bastasse colocou nossa igreja na justiça com diversos processos.
Eu, como Pastor da Igreja e mais 82 pastores, em defesa da igreja, saímos da CEADEB, pois a igreja está acima de convenção ou qualquer outra instituição humana. Não tínhamos como ficar numa instituição que se constituiu como inimiga da igreja do Senhor. Um pastor nesta hora tem que ter coragem para defender seu rebanho dos lobos devoradores.
A CEADEB, além do mal da divisão e do escândalo que provocou, ainda abriu processos contra nossa igreja, colocando-a como ré nestes processos, um de cobrança, outro para que o Juiz determine quem deve ser o pastor da igreja. Além disso, ainda entrou na justiça para que o Juiz anule as consagrações a Diácono, Presbíteros e Evangelistas. Coisas perversas fizeram contra a Igreja do Senhor!

UMA GRANDE VITÓRIA NA CGADB

Nós organizamos outra convenção estadual com base na nossa igreja ADESAL, cujo nome é CONFRAMADEB. Conseguimos registrar num prazo de 60 dias. Agora, na Convenção Geral, na cidade de Cuiabá, ela foi homologada, registrada em definitivo. temos uma convenção como todas as outras em nosso país. Foi uma vitória depois de muita luta, discursos do presidente da outra convenção e pressão por todo lado. Na votação final eles tiveram uns 10 votos e nós tivemos todos os outros votos de pastores de todos os Estados do Brasil. Os pastores entenderam que os divisores são eles e nós somos vítimas deles..."

Obs: negrito nosso.