5 de jul de 2012

Fazer Como Deus Quer

O discurso nos púlpitos de  hoje muito difere dos princípios da Palavra de Deus. Muito se fala em fazer a vontade de Deus. Mas quantos estão realmente dispostos em fazer a vontade do Senhor? Afinal de contas, qual é a vontade de Deus? Outro dia falei para um grupo de jovens durante uma palestra que, se tirarmos uma manhã lendo apenas o Novo Testamento e confrontando-o com a nossa vida, chegaríamos à conclusão que precisamos nos converter! O que Cristo exige de seus seguidores está muito longe do que se prega e se vive hoje. Estamos criando um sistema distante de Deus e sua Palavra. Abraçamos uma teologia dissociada da Bíblia e um estilo de vida que nos condena quando passamos pelo olhar daquele que tudo vê!
Condenamos a injustiça mas somos na verdade seu porta-voz. Promovemos o enriquecimento dos cantores gospel e dos pregadores "famosos", pagando-lhes altos cachês, enquanto investimos quase nada em missões, evangelismo, ação social. Nunca temos dinheiro para o que a Bíblia aponta como prioridade, mas temos para garantir nosso bem estar e escrever nosso nome em letras garrafais acima até do de Jesus.
Promovemos Congressos e Encontros com a finalidade de aumentar a arrecadação que vai sempre para o bolso dos aproveitadores e gansters disfarçados de pregadores e cantores gospel. Alimentamos uma indústria podre e tão corrupta quanto a do "Cachoeira". Investimos alto em shows que provocam verdadeiros buns em vendas de cd's, dvd's, camisetas, etc e dizemos que é para glória de Deus!
Criamos uma elite, damos-lhe o melhor dos manjares, financiamos suas viagens internacionais e seus cruzeiros, damos aos seus filhos a melhor faculdade e ficamos de camarote assistindo a "pobre viúva" trazer sua única moeda recolhida durante as arrecadações das ofertas em nossos templos. Ficamos indiferentes aos sofrimentos desta pobre viúva e a excluímos das reuniões que definirá o destino de sua oferta de amor.
Ok, vamos lá, vamos fazer a vontade de Deus:
  • Paguem-se salários justos aos verdadeiros ministros do Evangelho e acabemos com o espírito nababesco que reina em nosso meio;
  • Deixemos de alimentar a indústria nojenta dos shows e contratos com cantores e pregadores gospel;
  • Invistamos o melhor de nossas ofertas e dízimos em ações sociais, missões, evangelismo e em atividades que promovam o progresso do reino de Deus;
  • Abandonemos a teologia da prosperidade e todos os males que esta tem feito nos arraiais dos santos;
  • Vivamos nossa relação com o próximo como Cristo ensinou: amando-o a ponto de a própria vida por ele;
  • Deixemos de nos envolver com negociatas e de fazermos alianças escusas e pecaminosas;
  • Olhemos para os "campos que estão brancos para a ceifa";
  • Vivamos o que pregamos;
  • Encaremos de frente as mazelas vividas pela igreja em nosso país;
  • Ajudemos os que sofrem em nossa igrejas por se sentirem excluídos: mães solteiras, mulheres que vieram do mundo já convivendo maritalmente, jovens com inclinação para o homossexualismo, jovens e adolescentes usuários de drogas.
Sejamos igreja e não denominação apenas. Sejamos corpo de Cristo, família de Deus. Promovamos o amor e a paz e não a guerra. Façamos ecoar nosso grito pela justiça e denunciemos o pecado desta geração. Proclamemos que não aceitamos nada que esteja fora dos propósitos de Deus! Assumamos nossa condição de luz do mundo e sal da terra. Não nos prostremos diante da "estátua de ouro" deste sistema que apodrece continuamente. Não negociemos os valores e princípios do verdadeiro cristianismo.


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