24 de jul de 2012

Quem Pagará pelo Ano Perdido de Nossos Filhos?

Foto: Chapada Online.com
Hoje completa 105 dias da greve mais absurda que já houve na educação em nosso Estado. Uma greve que põe seus direitos acima dos direitos dos estudantes de ir à escola, se prepararem para o vestibular e levar avante seus sonhos. O egoísmo por parte dos professores estaduais gerou um ano letivo perdido e vem deixando bem claro que o que importa mesmo, são os direitos deles e nossos filhos que se danem!
Não há dúvidas de que a greve é política e visa desarticular, em ano de eleições, quem está no poder. O incrível é que o poder público assiste de camarote  este espetáculo ridículo e deixa nas entrelinhas a mensagem de que nós, pais, que em alguns casos, passamos noites em uma fila para conseguir uma vaga na rede de ensino estadual, temos que engolir e ainda dar apoio a esta encenação em nome de direitos trabalhistas. Ok, os professores merecem salários justos e nossos filhos merecem perder o ano para que eles desfrutem de seus direitos? Porque a população não reage? Porque aceitamos de braços cruzados?
O site do Correio informou hoje, 24/07, que a Diretoria do Movimento Grevista está dividida e que o afastamento da principal articuladora do movimento, a Diretora do Setor Jurídico da APLB, Marilene Betros, poderá entrar na pauta da assembléia de hoje. A alegação é de que ela vem tendo um discurso em favor do fim da greve. O movimento que já prejudicou os alunos da rede estadual de ensino e que deixa um grande problema nas mãos de nós, pais, também é implacável com quem pensa diferente. Arrazoar não é permitido, o que deve prevalecer é o capricho de uma categoria que deve sim ser valorizada e ter seus direitos atendidos, mas que transformou este direito em uma imposição irracional e ditatorial.
Ainda segundo o site, Marilene Betros teria dito que trabalha "com responsabilidade" e ainda, "não vou concordar com as incoerências da categoria". Para ela "na assembléia dos professores, só querem ouvir o que agrada. Temos que saber ouvir todos, o debate é para isso." Marilene disse ainda: "chamei a atenção de que deveríamos escutar as proposições que estão sendo apresentadas e votar com consciência. Que fosse permitido colocar as propostas e a expressão de quem quer votar de um jeito ou de outro".
De acordo com tais declarações a greve é uma imposição e, dentro do comando dela, não se aceita outro argumento, se não aquele que favoreça a continuação da greve. O site publicou ainda declarações do professor Anderson Silva, que também integra o comando da paralisação. Segundo ele: "Quem está tomando posição contrária, está sedo rechaçado. Mutos estão sendo hostilizados na assembléia. A posição que deve ser levada em conta é a dos professores."
Percebe-se, a partir daí, que a posição dos "professores" deve ser absoluta e nunca questionada, pois o resultado poderá ser o afastamento até mesmo de  quem alega "sempre" ter representado a categoria como a Diretora do Setor Jurídico da APLB, Marilene Betros.
Esta absurda discrepância no comando da greve mostra que interesses políticos estão por trás do movimento grevista que está se mostrando ser mais forte que o dos policiais militares. Um movimento que estragou planos e sonhos de alunos, de famílias, que paralisa a educação e impõe a todo capricho seus direitos acima dos demais, tem que ser considerado ilegal.
O Governo do Estado, por outro lado, tem a obrigação de ter mecanismos em situações como essas, precisa ter uma proposta que vise atender os direitos dos movimentos grevistas e não permitir que aqueles que dependem dos serviços prestados por tais categorias, fiquem no prejuízo em que estão os alunos da rede estadual de ensino.
O que nós gostaríamos é que o comando deste absurdo movimento grevista fosse idôneo o suficiente para arrazoar, discutir e repensar as propostas e proposições oferecidas até agora pelo Governo e retomasse suas atividades, fazendo valer o direito de nossos filhos de ir à escola. O que não impediria a categoria de continuar lutando por seus direitos através de manifestações pacíficas e que não ferissem o direito de quem precisa de seus serviços.
Nós pais, devemos apoiar toda medida que valorize o professor, mas não podemos permitir que os tais imponham aos nossos filhos a perda de todo um ano letivo, que imponham aos nossos filhos a frustração de adiar o vestibular e de prosseguir normalmente em suas carreiras.
Quem pagará o ano perdido de nossos filhos? Terão eles agora que entrar pelo próximo ano, pagar o preço de uma manifestação insana e egoísta? Quem pagará por tudo isso? Nós mesmos. Pagaremos pelo prejuízo, alongaremos o ano letivo, amarguraremos um ano de atraso nos estudos de nossos filhos para vermos seus professores gritarem: vencemos!

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