7 de nov de 2012

Que Igreja Deixaremos Para Nossos Filhos?

Jesus disse que, "por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará" (Mt. 24:12). Não há dúvida de que, amor é o sentimento ou virtude mais ausente da vida cristã moderna. Os valores e princípios foram alterados, em alguns casos nem há valores e princípios. Enquanto o amor que Deus espera que tenhamos se ausenta assustadoramente, o amor ao dinheiro, à mentira, ao poder, cresce a galopes. Por causa do redirecionamento do sentimento mais pregado por Jesus, as igrejas estão deixando de ser a comunidade dos princípios cristãos mais elevados, para se transformar em redes que proporcionam poder a amantes do presente século, ávidos por lucros e números!
No púlpito, raramente há alguém apaixonado pela Escritura a ponto de viver fiel à sua mensagem. O que se vê são discursos vazios e incompatíveis com a vida de quem prega. Sem falar daqueles que não dizem nada, a não ser preencher o tempo com o que nem eles mesmo entendem. A pregação se tornou uma fala superficial de um mundo bíblico distante e inóspito. 
A mensagem da cruz com seus múltiplos desafios deu lugar ao positivismo e seu grito humanista. A música segue o mesmo caminho. Letras vazias e filosoficamente comprometidas com ideologias do pós modernismo, são cantadas e gravadas com o principal objetivo de gerar altos lucros. O adorador agora é artista, o pregador, agora é conferencista, o pastor, agora é o cara que vai à igreja dois dias na semana, e olhe lá, e restringe seu ministério ao gabinete! Antes, o pastor chorava nas madrugadas por suas ovelhas para fazer do púlpito e do aprisco seu maior desafio. Agora, sua paixão tem haver com as políticas de suas convenções estaduais e nacionais; que posição ele pode assumir neste antro de interesses pelo poder e pelo dinheiro! Que campo ou igreja lhe é mais conveniente!
Deixamos de ser os radicais das décadas passadas e passamos a ser os liberais do século XXI, e haja liberalidade. Chegamos a nos tornamos libertinos e não libertos (Rm. 6: 18, 22; 7: 6).
Estamos à beira de um colapso espiritual sem precedentes na história da igreja brasileira. Não somos mais ovelhas, agora somos senhores de nosso destino. Basta algo não sair do jeito que queremos, para mudarmos de igreja ou ministério. Por causa disto, alguns que se dizem companheiros de ministério, formam uma rede de concorrência e tentam a todo custo atrair o maior número possível aos seus templos. Em vez de evangelizarem o perdido, passam a usar estratégias para atrair rebanhos de outro aprisco. Contratam cantores e pregadores, investem em eventos e fazem descarados convites aos desapercebidos.
O estudo da Escritura está em baixa! Aliás, nem se ouve falar. Os seminários teológicos se transformaram apenas em oportunidades para uma graduação. As discussões em torno da Bíblia já não é mais o assunto predileto desta nossa geração biblicamente analfabeta. O facebook é mais amado que a Palavra de Deus e a oração. Aliás, Jonh Piper disse que "uma das maiores utilidades do Twitter e do Facebook será provar no último dia que a falta de oração não era por falta de tempo!".
A Escola Bíblica Dominical é o culto menos frequentados pelos crentes. Eu aprendi que o nível de maturidade de uma igreja se mede pela frequência de seus membros na Escola Bíblica Dominical e nos cultos de ensino!
Afinal, que igreja deixaremos para nossos filhos? Que posição assumiremos neste caos espiritual em que vivemos? Seremos como os profetas da antiguidade, inconformados com um sistema que se afasta velozmente de Deus ou como alguns profetas palacianos que proclamam paz e prosperidade, quando Deus reserva o juízo?
Que futuro espiritual terá a geração de meus filhos e netos? Que herança eles terão? O que eu e você podemos fazer aqui e agora? Que mudanças substanciais poderemos protagonizar? Que grito daremos, que palavra poderemos profetizar neste "vale de ossos secos?"
Tenho feito este convite aos jovens a quem tenho falado em minhas ministrações. Se levantem, deem uma olhada no púlpito de sua igreja, veja que não há jovens lá. Percebam que uma geração de obreiros está passando sem deixar discípulos! A atual geração de líderes, pelo menos em minha denominação, está indo embora e não estão deixando legado algum. Estamos sem referenciais, não temos a quem seguir, estamos deixando nossos filhos seguirem modelos ruins porque faltam em nosso meio a quem eles possam imitar!
Que Igreja deixaremos para nossos filhos? Quem de nós gritará? Quem voltará aos princípios da Escritura? Quem protestará e dirá não a este estado de coisas? É tempo de criar um meio de salvação para nossos filhos. É tempo de nos arrepender de nossos pecados e termos coragem de andar na contra-mão do que está aí. Basta um olhar na Santa Palavra de Deus e veremos que estamos kilometricamente distanciados de tudo que o Mestre nos ensinou.
Levantem jovens. Os seminários esperam por vocês, preparem-se, atendam ao chamado, busquem a Palavra, entreguem-se radicalmente a Cristo, aceitem os desafios, salvem a geração de meus filhos!!! 

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