4 de jan de 2013

Erros que não Devemos Continuar Cometendo em 2013 na Obra de Deus

Quem trabalha na obra de Deus sabe que a lida de um obreiro é uma verdadeira escola. A gente aprende todo dia, com todas as situações, circunstancias e pessoas. Principalmente aqueles que são constantemente mudados de congregação, como é o caso dos Pastores e Presbíteros. É gente de todo tipo, lugares e costumes diversos, emoções e desgostos sem contas. Todos, desde o porteiro e zelador do templo até aquele que está responsável pelo rebanho, sempre está aprendendo e vivenciando novas experiências diariamente. 
E neste labor interessante, a gente termina cometendo erros que parecem ser pequenos mas que refletem significativamente no Reino de Deus.
Um deles é promover a cargos importantes, gente sem vocação e despreparada. Colocar, por exemplo, alguém em frente de uma classe de EBD, só porque ele é alguém influente e não pode ficar sem ocupação, é o cúmulo do absurdo! Este erro implica em:
  • Considerar os alunos idiotas;
  • Desconsiderar o valor do cargo;
  • Desconsiderar o valor do ensino da Palavra;
  • Massagear o ego do promovido em detrimento do bem estar da classe;
  • É não ter capacidade para gerenciar e aquilatar valores.
Outro erro gravíssimo é manter em uma igreja ou cargo, gente que a gente sabe que não produz e ainda destrói o que outros produziram. O pensamento ridículo é que a pessoa pode se sentir ofendida! Este erro implica em:
  • No caso de quem toma conta de igreja: matar o rebanho para manter o pastor. A Bíblia diz o contrário: o pastor deve perder a vida pelo bem estar das ovelhas (Jo. 10:11);
  • Destruir o que outros suaram para construir com oração e trabalho bem feito;
  • Considerar um e desprezar o sentimento e estado espiritual dos demais;
  • Esquecer que é mais fácil tentar curar um do que curar 10 ou mais.
Existem erros que são culturais e históricos e que precisam ser repensados. Aqui vai:
Primeiro: Harpa Cristã. Ou inovamos o momento de louvor com músicas que falam ao coração da igreja de hoje ou dinamizamos o uso da Harpa Cristã. É fato: na maioria das igrejas Assembléias de Deus que tenho ido em Salvador e outras cidades, o momento do louvor da Harpa é o pior! A maioria não trazem a harpa e mesmo os que trazem, não cantam. A minha pergunta é: As letras estão contextualizadas? Sua linguagem é compreensível? O hino 17 da harpa cristã, por exemplo, tem que ser cantado com um dicionário da língua portuguesa do lado, caso contrário nosso louvor será apenas de palavras. Um trechinho aqui pra gente pensar:

Do mar o bramido, da brisa o LANGOR
Da ave o CARPIDO de doce amor
Me falam sentidos, acordes dos céus...

Quem na congregação sabe o que é langor e carpido? Pois bem. Se você vai ao dicionário, langor é o mesmo que languidez. E que benção é languidez minha gente? Aí você vai e encontra o significado de languidez: definhamento, indolência, moleza, prostração. Quer dizer: da brisa a moleza, a suavidade. E essa palavrinha do "nosso cotidiano" (ironia) chamada "carpido"? Carpido é: carpir, barulho, pranto. Logo, o que o autor quis dizer foi: Da ave o barulho de doce amor. Poético, lindo, mas incógnito para a maioria. 
O louvor, portanto, se torna infrutífero, pesado, inteligível.
O fato é que a congregação canta desmotivada, enfadada com hinos centenários, e que não motivam mais a congregação. Gosto dos hinos da harpa, acredito que foram inspirados; mas, foram tão inspirados quanto são muitos da atualidade e que sofrem preconceito por parte dos dirigentes de igrejas e de cultos. Sacralizamos o hinos da Harpa e damos a eles o mesmo valor que damos à Bíblia. Para muitos, deixar de cantar um hino da Harpa, é como deixar de ler e pregar a Bíblia.
Por insistirmos neste erro, esquecemos que vivemos tempos diferentes, temos aí uma nova geração, um novo estilo musical, estilo este que faz a cabeça da juventude da maioria dos crentes. Mas, por causa da mísera tradição, preferimos continuar com cultos que já não dizem nada e não levam mais o povo a estado de adoração!
Nossos cultos não são mais interessantes, nosso louvor não fala mais e a gente segue ignorando tudo isso e nos comportamos como alienados e sorrimos com a miséria litúrgica em nossos cultos!
Não podemos continuar cometendo este erro e não podemos criticar nossos jovens e adolescentes por causa dos shows gospel. O que precisamos é ter humildade para entender que hinos centenários, com letras lexicalmente inalcançáveis não falam a esta geração. Mas, se vamos continuar cantando a Harpa, que seja com inteligência. Que o vocabulário seja revisto e que a forma de entoar tais hinos seja dinâmica, atraente. E isso começa com um bom ministro ou ministra do louvor, com acompanhamento instrumental bem feito.
esquecemos que o momento do louvor, que geralmente é feito no início do culto, é o momento que determinará que tipo de culto teremos. É nesta hora que os corações são preparados para que virá depois.
Outro erro que não devemos cometer é em relação á liderança. Não podemos nos dar ao luxo de manter no pastorado das congregações e sedes, obreiros que já deram atestado de incapacidade eclesiástica. Precisamos renovar nossa liderança, precisamos treinar novos líderes. Identificar aqueles que são verdadeiramente chamados e que tem caráter, idoneidade e potencial para realizar o trabalho.
Não adiantará desejar que em 2013 Deus faça isso ou aquilo, se quem precisa fazer somos nós.
CONTINUA...

5 comentários:

eliel coelho santos disse...

Apaz pr Raimundo! Acho que e faca de dois gumes,nao deixo de cantar belos hinos da harpa,mas mesclo o momento do louvor com os hinos atuais.toque no altar ,nany azevedo etc.ambos tem que passar por uma peneira.sem deixar de falar na vida espiritual e talento ou capacidade musical daqueles que estaõ na responsabilidade do louvor.contudo ...e um tema muinto interessante para ser discudito.

Unknown disse...

Paz

Quanto as questões dos "cargos" e dos "pastores" o caminho é esse.
Já quanto aos hinos faço algumas ressalvas:

1) não é pelo rebuscamento do vocabulário de hinos que deveremos pensar em excluí-los; precisamos enriquecer e muito o nosso vocabulário; além do mais, a própria bíblia exige ensinadores, pois a mesma tem pontos de difícil interpretação e palavra não cotidianas.

2) o povo não trazer harpa, acredito que não seja necessariamente por conta da descontextualizarão, pois, na minha congregação, vejo a juventude, muitas vezes bem animada pelo "velhos" hinos da harpa e chegam a testemunhar.

3) É fato que não podemos dar a nenhum escrito, e nem mesmo a harpa, o grau de inspiração como a bíblia - todos são passíveis de erros;

4) Quanto ao ritmo, nota, ..., isso já traz outras discussões, pois estamos vivendo um tempo dentro da Assembleia de Deus, pelo menos na nossa cidade, de heterogeneidade de pensamentos: uns querem orar sentados outros de joelhos, uns evangelizam apenas por si mesmo e outros consideram tempo de evangelização oficial da igreja, uns querem conservar os costumes e outros o meio termo(moderação) e já outros são mais liberais(tatuagem, bebidas, brincos para homens, roupas curtas), uns batem palmas outros não, etc. Deixo uma pergunta: ainda que temos a mesma regra de fé, será que de alguma forma não estamos em um reino dividido? Ainda que tenhamos a mesma regra de fé (básica), cada grupo social, inclusive cada denominação, terá o seu o modo de vivência. Não é mesmo? Que diga os sociólogos! (ah, terminei fazendo duas perguntas- RS)

Mais uma: o que a geração gospel diz do vídeo seguinte?
http://www.youtube.com/watch?v=2jXsixhT8zE&playnext=1&list=PLr9abG1LONk3JMfOaLUh5ELFP6eQ6yBgZ&feature=results_video


Abraço.

Carlos Gomes

Pr. Raimundo Campos disse...

Obrigado Carlos Gomes pelo seu comentário, muito rico. Mas permita-me algumas ressalvas também:
Você disse:" não é pelo rebuscamento do vocabulário de hinos que deveremos pensar em excluí-los." Perdoe-me,mas não disse nem insinuei "excluir" a Harpa. O que eu disse foi:"Ou inovamos o momento de louvor com músicas que falam ao coração da igreja de hoje ou dinamizamos o uso da Harpa Cristã." Disse também que "Gosto dos hinos da harpa, acredito que foram inspirados...". Portanto, exclusão não foi o cerne do meu discurso, mas a necessidade de considerar a contextualização do vocabulário. Contextualizar o vocabulário não tem haver com o empobrecimento da língua. As mudanças e transformações léxicas é um fenômeno cultural, daí a necessidade constante de obras atualizadas do dicionário. Enriquecer o vocabulário, como você disse, é necessário, mas contextualizadamente. A própria diversidade de traduções tanto da Bíblia, quanto de grandes obras da literatura clássica, é prova cabal desta necessidade. Bem, respeito sua opinião acerca disto e penso que poderemos discutir eticamente em outra oportunidade.
Você disse também: "...na minha congregação, vejo a juventude, muitas vezes bem animada pelo "velhos" hinos da harpa e chegam a testemunhar." Eu me regozijo por isso, e oxalá que em nossas congregações, principalmente em Salvador, tenhamos o mesmo entusiasmo! Mas assim como você fala da realidade de sua congregação, eu falo da realidade das congregações em minha cidade. Lembre-se que eu disse: "...na maioria das igrejas Assembleias de Deus que tenho ido em Salvador e outras cidades...", portanto falo de algo que vivo e fiz o artigo para chamar a atenção de nossos líderes e ministros de louvor.
Quanto ao vídeo do Paul Washer, não é porque ele é o Paul Washer que a gente deve considerar tudo que ele diz como verdade absoluta. Já tinha assistido o vídeo e já tinha até compartilhado em minha página do Facebook. Todavia, ele fala de um outro assunto e, mesmo assim, não concordo com ele em muitas coisas. Tem muita gente nos blogs da vida fazendo coisas sérias, usando a internet como ferramenta a serviço do Reino de Deus como eu você. Ele começa dizendo que ELE NÃO É UM CARA DE BLOGS, DA GERAÇÃO DA INTERNET. Isto não o faz o cara, sinceramente. Respeito a opinião dele e concordo em muitos aspectos, mas penso que o discurso dele é mais ferramenta para quem demoniza a internet. Veja, meu blog completou 4 anos e só tenho 95 seguidores, não fiz o blog para ter seguidores, mas para expressar o que considero salutar, logo, o discurso de Paul Washer não é para mim. Quanto ao quarto ponto de seu comentário, concordo plenamente e te parabenizo pelo equilíbrio no pensamento.

Unknown disse...

Paz

O Paul Washer após dizer "ELE NÃO É UM CARA DE BLOGS, DA GERAÇÃO DA INTERNET" ele diz em seguida: "E EU SUPONHO QUE TODAS AQUELAS COISAS REALMENTE TÊM ALGUM VALOR PARA ELA, ..."; sendo assim, e, no restante do vídeo, observando suas palavras, sua tonalidade de voz e pela leitura facial, entendo o que ele pretende nos dizer é que estamos muito ocupados nos blogs, www, facebook, twitter, etc, em detrimento de momentos com Deus em oração. É claro que talvez possamos conviver com as duas coisas, mas é um desafio para a formação da igreja hoje. Em um escola bíblica dando aula, vi alguns testemunhos de pessoas passando a madrugada quase toda teclando (e dia após dias). É certo que a internet não é em si mesma ruim, assim com a televisão, contudo, como ouvir recentemente, coisas boas muitas vezes nos afasta de buscar a Deus nos passos de Jesus quando passou a NOITE em oração antes de escolher os 12 - são reuniões, pesquisas, passeios, festas, reportagens, etc. Quando releio o livro Heróis da Fé, vejo homens que, de fato, buscavam a Deus. Hoje, antes de tocar a “campanhia”, cerca de 80 % dos crentes já estão sentados conversando.
Um dia ouvi uma criança dizer que não queria ser missionária, pois iria sofrer. Me pergunto: que geração estamos formando? (2 Tm 3:12)
Uma coisa a considero certa: PRECISAMOS BUSCAR MUITO MAIS A DEUS EM ORAÇÃO E MEDITAR NA SUA PALAVRA – diariamente; e não por religiosidade, mas por desejar/ansiar está com conversando com o Mestre. E isso quero/busco para mim!

Seu irmão em Cristo,

Carlos Gomes

Pr. Raimundo Campos disse...

Concordo Carlos Gomes. Grande abraço e fica na paz.