18 de fev de 2013

Paulo era assim...

Paulo é um idealizador. Mesmo antes de se converter a Cristo, a quem antes combatia, Paulo já era convicto de suas crenças e as defendia ardorosamente. Sujeito radical quando se tratava de sua fé, entregava-se àquilo que acreditava e não tinha medo de fazê-lo publicamente. Ia até às últimas consequências para defender seu ponto de vista sempre embasado no que ele acreditava ser a verdade.
Uma vez convertido ao Evangelho, Paulo refez seus conceitos, rearrumou suas ideologias e encontrou em Cristo o sentido da vida e a razão de seus esforços, trabalhos e discursos. Por esta causa, estava pronto a dar a própria vida, pronto a defendê-la diante de qualquer autoridade e confrontar quem se opusesse à verdade uma vez encontrada no Messias. 
Não tinha medo de perder supostos amigos, pois tinha um alto compromisso com a verdade bíblica e tudo que fugisse disso, era, para ele, o mesmo que comprometer a pregação do Evangelho e o discurso de moral e ética defendidos pela fé cristã. 
O conceito de ministério para Paulo tinha uma relação profunda com o serviço e o martírio. Para ele, ser ministro do Evangelho,  era ser escravo de Cristo e fiel servidor dos seus mistérios! Paulo não conhecia outra forma de servir como fiel pastor do rebanho lhe fora confiado por Cristo. Não pregava o Evangelho por dinheiro, pregava para ser fiel à obrigação que lhe pesava sobre os ombros. Ele via a pregação do evangelho como uma forma de obediência Àquele que lhe resgatou de sua ignorância e, portanto, não seria digno de quaisquer recompensas, embora acreditasse que o trabalhador seja digno de seu salário. 
Paulo não disputava espaço com ninguém, gostava de anunciar Cristo onde ainda Ele não tivesse sido anunciado. Não queria montar império ministerial, queria apenas que, quem não tivesse ouvido Cristo, tivesse tal oportunidade. 
Uma vez formada a igreja, tinha cuidado em ferramentá-la com a sã doutrina, dando-lhe todas as condições de defender-se dos hereges e das ciladas do diabo. Sabia identificar talentos e, quando conseguia, orientava e dava ao candidato ao ministério as devidas orientações, fazendo-o entender que o obreiro deve ter como prioridade a pregação do Evangelho, dentro e fora de tempo e que deve manter-se irrepreensível, controlado, amigo dos homens, mas não de seus pecados, apto para ensinar e corrigir com amor e ao mesmo tempo, com a severidade exigida pela santidade de Deus.
Paulo confrontava seus próprios amigos, sabia discutir no campo das idéias e, ao mesmo tempo, continuar amando e respeitando, reconhecendo a utilidade de cada um no Reino de Deus.
Além disso, Paulo tinha convicção de quem era e não abria mão disso. Não permitia que ninguém lhe diminuísse, pois sabia o valor de sua chamada e de seu trabalho no Evangelho. Isto não se constituía em arrogância, mas em profundas convicções. 
Todavia, mesmo que pareça paradoxal, Paulo sabia se diminuir diante da grandeza dos mistérios de Cristo, e da igreja, a quem servia, tendo Cristo como Sumo Sacerdote. Os opositores de Paulo encontravam dificuldades para minar onde ele já tinha pregado o Evangelho, pois  costumava vacinar seu rebanho com a doutrina e sempre constituía sobre o rebanho bispos aptos para ensinar. No entanto, toda vez que uma heresia era disseminada entre seus filhos na fé, Paulo imediatamente punha-se a argumentar e refutar com autoridade quem se opusesse aos santos fundamentos do Evangelho da Graça.
Paulo era assim. Sabia lidar com o muito e o pouco, com os amigos e inimigos, com as oportunidades e falta a delas. 
No final da vida, não lamentou nem chorou para viver mais. Disse apenas: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé." 2 Tm. 4:7
E ficou seu legado. Paulo foi assim, Paulo é assim. Seus ensinos se perpetuam como a Palavra de Deus para nós, tamanha a importância de sua vida, sua fé, seus escritos. Escritos inspirados pelo Espírito Santo e que serve de modelo para a igreja em qualquer era.

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