8 de mar de 2013

Aquele Tipo de Irmão Que Temos

Na comunidade cristã evangélica tem gente de todo tipo, afinal, somos um grupo social e, apesar de termos nossa filosofia de vida embasada nas Escrituras, continuamos a ser seres humanos cheios de fraquezas e falhas. Se você conviver comigo, poderá me amar ou me odiar, vai depender sob qual ângulo decidir me observar. Se me observares pelos defeitos, terás motivos mil para me detestar. Se pelas virtudes, se é que as tenho, poderás me amar. E, se pelos dois, aprenderás a me amar, apesar dos meus defeitos.
Claro, isso acontece com todo mundo. É por isso que Paulo diz que uma das formas de mantermos relacionamentos sadios em nossa comunidade, é praticar a capacidade de suportar:
 "...com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor..."  Efésio 4:2.
"Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros..." Colossenses 3:13. 
É suportando, aceitando o outro com suas fraquezas, que conseguimos conviver. E aí meu caro leitor, teremos que lidar com gente de todo tipo. Um desses tipos é aquele que consegue odiar mais do que amar. Para este, o amor cristão é só filosófico e está restringido à homilia e à liturgia. Qualquer atitude que o contrarie, é motivo para birra e palavras ofensivas. Este tipo de "irmão" só enxerga o serviço como uma obrigação cristã e, se durante a tarefa que lhe foi designada, alguma coisa não atender sua expectativa, pronto, ele terá até argumentos bíblicos para abandonar o serviço e deixar os demais na mão.
Esse tipo de gente costuma julgar você pelo seu olhar, pelas suas idéias, pelas suas posturas. Criticar é o forte desta gente. Elas costumam valorizar tudo que vê fora de sua denominação e apontar falhas em tudo que vê na sua. Só veem o problema e são incapazes de apontar soluções. Porquê? Ah, meu amigo! Se você limita seu olhar a um alvo, dificilmente verá outro! Quem se ocupa demais em apontar erros e falhas, não terá visão para outra coisa que não seja isso. 
Daí, quando seu cálice da ira transborda, ela se vai, sem dar adeus. Todavia, esta atitude não surpreende, pois sempre se mostrou hostil. Seus sorrisos sempre foram fabricados e convenientes, seu serviço, sob pressão. Geralmente quando este tipo de cristão sai da comunidade e migra para outra, usa sempre o argumento da falta de amor, quando, na verdade, foi ela que nunca conseguiu amar.

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