9 de mar de 2013

Minha Resposta ao AVAAZ Acerca do Pedido de Petição Para Tirar o Deputado Marco Feliciano da Presidencia da Comissão dos Direitos Humanos


Segundo descrição no próprio site do Avaaz, o nome “Avaaz, que significa "voz" em várias línguas européias, do oriente médio e asiáticas, foi lançada em 2007 com uma simples missão democrática: mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o mundo que a maioria das pessoas querem. A Avaaz mobiliza milhões de pessoas de todo tipo para agirem em causas internacionais urgentes, desde pobreza global até os conflitos no Oriente Médio e mudanças climáticas.”
O site ganhou mais notoriedade no Brasil, no episódio que envolveu uma campanha para cassar o Diploma de Psicólogo do Pastor Silas Malafaia, que também teve em seu favor uma campanha para não cassarem seu Diploma no mesmo site. Como o Avaaz tirou a campanha em favor do Pastor e manteve a que lhe era contra, o tele evangelista Malafaia passou a liderar a sua campanha em seu site.
O site encabeça campanhas importantes e de interesse da sociedade civil, mas nem por isso seus argumentos são inquestionáveis. O processo de indicação pelo PSC para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos, movimentou a Câmara dos Deputados e os bastidores da política em Brasília. O nome do Deputado Marcos Feliciano causou um mal estar para quem o vinha acusando de racista e homofóbico por declarações em redes sociais, além de ser alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal por estelionato.
Embora eu não concorde com conduta que envolva tais práticas, asseguro-me o direito de questionar as tais acusações, principalmente porque neste país executamos a sentença, antes de julgar. O Avaaz não perdeu tempo e prossegue com sua temporada de caça às bruxas, agora com a campanha: Imediata Destituição do Pastor Marco Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.
Abaixo, o email que eu e milhões de pessoas receberam no Brasil, e minha resposta com a consciência limpa e seguro dos meus direitos como cidadão desta república combalida.

Email do Avaaz:

Caros amigos do Brasil, 
É revoltante! O pastor Marco Feliciano, conhecido por comentários racistas e homofóbicos, foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), à portas fechadas. Eles acham que conseguem ignorar a opinião pública, mas se todos nós dissermos NÃO em uma única voz agora, vamos tirá-lo de lá! 


Feliciano é alvo no Supremo Tribunal Federal por estelionato e responde por preconceito e discriminação de raça e religião, e pode ser preso. Esse não é o perfil de alguém que deve liderar uma comissão que luta por justiça e igualdade de minorias! A indignação pública está se espalhando em todo o país. Se todos nós apoiarmos os deputados que querem se livrar de Feliciano, poderemos dar a eles a força do povo para vencer. 



Não temos muito tempo. Na próxima terça, alguns parlamentares que deixaram a votação ontem em forma de protestose reunirão para discutir como impedir que Feliciano continue na presidência da CDHM. Assine a urgente petição agora pela imediata destituição de Feliciano -- se alcançarmos 500.000 assinaturas antes de sua reunião, nós entregaremos nossas vozes aos parlamentares e repetiremos isso até que Feliciano saia do cargo: 




Marco Feliciano diz que os negros são “descendentes amaldiçoados de Noé” e que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição”. Não dá para acreditar! E ele irá liderar justamente a Comissão de Direitos Humanos e Minorias que tem o poder de examinar questões como o casamento gay e investigar as violações dos direitos humanos. 



O Deputado Feliciano foi nomeado para esta posição apenas por causa de negociatas entre os diferentes partidos em Brasília. Mas mesmo alguns políticos do Partido Social Cristão, o mesmo de Feliciano, já disseram que este não é o melhor papel para eles exercerem. Precisamos continuar pressionando e mostrar que milhares de brasileiros não concordam com essa decisão, até eles se envergonharem e colocarem na liderança da CDHM alguém com integridade. 



Mais de 100.000 pessoas já assinaram essa petição. Se nos juntarmos a eles agora e chegarmos a 500.000 antes da terça-feira, poderemos salvar o Brasil de anos de intolerância e discriminação e garantir que este cargo na CDHM seja dado a alguém em que possamos confiar. Assine a urgente petição para dizer “Feliciano, NÃO”, e envie este e-mail a todos: 




Com a Ficha Limpa provamos que quando nos unimos, podemos correr atrás das mudanças que queremos. Nós iniciamos uma grande campanha para tirar Renan do poder e agora, com Feliciano, poderemo assegurar o Congresso de que nossa comunidade vai continuar lutando até limpar nossa política e fazer do Brasil um país mais justo e igualitário. Com determinação e esperança, 



Pedro, Carol, Diego, Alex, Alice, Ricken e toda a equipe da Avaaz



Minha resposta ao Avaaz:



Obrigado por contar comigo para compor a voz daqueles que discordam em assuntos de tamanha relevância para o nosso país e ser parte ativa deste processo democrático através de um instrumento reconhecido politicamente como é o caso da Assinatura de Petição. Todavia, segundo declarações do Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB - RN), Presidente da Câmara dos Deputados, a eleição fora realizada em reunião privativa aos parlamentares, com a intenção de evitar o conflito da sessão anterior presidida pelo então Presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Deputado Domingos Dutra (PT - MA). Os parlamentares votaram em um processo democrático e transparente, não sendo, em minha opinião, justa a expressão "às portas fechadas".

Outrossim, as declarações do Deputado Marcos Feliciano em relação aos africanos, só pode ser atribuída ao negro, na mente de quem quer pensar desta forma. Ele se referiu a uma suposta maldição lançada sobre o continente africano, eu questiono a historicidade desta declaração, mas sou inteligente para entender que esta não é uma declaração racista, embora reconheça que seja um "prato cheio" para os oportunistas. Já quanto às suas supostas declarações homofóbicas, também é mais que questionável, já que neste país qualquer opinião que seja discrepante ao comportamento homossexual é visto e "taxado" como declaração homofóbica.
Estarei pronto para fazer parte de qualquer processo democrático na luta pela igualdade e pela justiça, mas dou-me o direito de não fazê-lo por pressão de grupos com interesses que não seja o bem comum de nossa nação, mas com a consciência livre e no desfrutar da liberdade de pensamento e capacidade de arguir e inquirir.

Abraço de quem pode ajudá-los com a mente livre e apta para discernir.

Raimundo Campos”

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