13 de mar de 2013

O Papa Não É Pop

Foto: Noticias Terra

Por Raimundo Campos

Contrariando o Engenheiros do Havaí, "o Papa não é Pop". Os especialistas em assuntos do Vaticano vaticinaram um Papa pop, que respondesse aos anseios de uma geração que segundo Joseph Ratzinger, Papa  Emérito, "sofre rápidas transformações". Para todos os especuladores de plantão, o próximo Papa seria um hábil articulista, teria estreita relação com as novas tecnologias e estaria apto para discutir com a mentalidade pós moderna desprovida de toda espécie de preconceito. 
Tais especulações, na verdade, era uma forma de forçar o Vaticano a mudar seu discurso diante de assuntos polêmicos como as relações homo afetivas, aborto, células tronco, pedofilia, entre outros. A mídia internacional tentou dar o tom, apontado o que eles passaram a chamar de "nomes no topo da lista", para assumir a cadeira de São Pedro na religião mais influente do mundo.
A Europa e o país com  maior número de católico do mundo, o Brasil, estavam sempre em pauta. O Papa, no entanto, veio de los hermanos argentinos e tem um perfil um tanto discrepante daquele tão esperado! Segundo noticiado no site Terra, o Papa Francisco, é o argentino Jorge Mario Bergoglio, "um jesuíta austero, de tendência moderada e que leva uma vida discreta." 
Apesar de ter episódios polêmicos em seu passado, como o não apoio a padres de sua ordem, que trabalhavam em bairros pobres, em Mendonza, na Argentina e que foram capturados e presos, o atual Papa já assumiu posturas nada populares, quando "se opôs, de forma tenaz, em 2010, à aprovação da lei que consagrou o casamento homossexual, a primeira na América Latina".
Pouco antes de sancionar a lei declarou que não se tratava "de uma simples luta política; é a pretensão destrutiva ao plano de Deus". "Também se opôs a uma mais recente lei de identidade de gênero que autorizou travestis e transsexuais a registrar seus dados com o sexo escolhido. Estas duas iniciativas esfriaram as relações entre a Igreja argentina e a presidente Cristina Kirchner, embora a presidente, que se declara cristã, seja contrária à legalização do aborto."
O Noticias Terra, declarou ainda: "'Seu estilo de vida é sóbrio e austero. Esse é o modo com ele vive. Anda de metrô, ônibus. Quando ele vai a Roma, viaja de classe econômica", diz Francesca Ambrogetti, co-autora de uma biografia de Bergoglio, ouvida pela Reuters. Homem de hábitos monacais, ele rejeitou a residência oficial oferecida da Arquidiocese de Buenos Aires, optando por morar em um simples apartamento nos arredores da capital argentina."
Logo, o Papa não é Pop, seu perfil está em harmonia com o prelado conservador, maioria no Vaticano, e tudo indica que deverá aborrecer progressistas.  
Não sabemos se o Cardeal argentino, ao ocupar o trono religioso mais venerado do mundo, mudará suas posturas ou conservará o discurso nada pop e se manterá a noticiada simplicidade. O fato é que, entre os Cardeais que deram o voto para Bergoglio, o Papa deveria continuar a dar o tom que o Vaticano sempre deu: manter a postura conservadora em favor da família e dos bons costumes e continuar sob os olhares críticos dos progressistas e dos movimentos pró aborto e das uniões homo afetivas!

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