28 de jun de 2013

A Necessidade da Conversão

Conversão é a palavra usada por nós evangélicos, para definir nossa experiência com Deus e sua salvação. Este fenômeno religioso é fundamental na teologia protestante e passou a ser requisito primordial para quem deixa de professar qualquer religião para ser protestante!
William Perkins acreditava que a conversão passava pelo "nascer de novo", o que significava uma experiência profunda e que era o aspecto central da identidade evangélica.  A pregação de Perkins confrontava dois tipos de cristãos que foram surgindo na igreja da America colonizada pelos ingleses, em meio à chamada "era da auto-estima": o cristão nominal, que sofre de auto-estima exagerada e que muitas vezes, está cheio de auto satisfação e auto justificação, e que Mark Shaw, em seu livro "Lições de Mestre", disse que o cristão nominal tem certeza de que é tão bom quanto os outros e, portanto, acaba resistente à mudança e ao verdadeiro cristianismo.
O outro, era o cristão neurótico ou nervoso, o que sofre de baixíssima auto-estima e que, apesar das promessas encontradas nos evangelhos, se sentem fracassados e se depreciam. Segundo Shaw, eles não tem segurança de sua salvação.
Perkins defendia "A teologia das Alianças". Para ele, Lutero e Calvino, tinham deixado farto material em obras literárias sobre a justificação pela fé, mas deixaram de explicar sobre como ser justificado! O puritano William Perkins ensinou então sobre a parte do homem no processo da salvação. Ele dizia que a graça salvadora era como a parte invisível de um iceberg, onde, embaixo, está o que Deus faz durante a salvação. Já na parte superior, visível,  está o que se espera ver e o que fazer quando Deus está nos salvando.
William ensinou que os dois lados do iceberg representam os dois lados da aliança da graça. "O lado divino da aliança é o decreto de Deus para salvar, e envolve muitas expressões do amor de Deus, como: eleição, chamado, regeneração, justificação, adoção, santificação, preservação e glorificação. O lado humano da aliança envolve os quatro passos da conversão, seguidos de uma vida de batalha espiritual constante contra o mundo, a carne e o diabo.
Todos os pais da igreja não abriam mão da experiência mais profunda vivida pelos verdadeiros salvos, a conversão. Este fenômeno espiritual processado na alma de quem se rende aos pés do Messias, é elementar para quem decide renunciar o que é chamado de "velho homem", a natureza pecaminosa que, segundo algumas linhas teológicas, este velho homem continua dentro de nós, mas sob a égide do Espírito Santo, para viver o que Paulo, o apóstolo dos gentios, chamava de "nova vida em Cristo Jesus".
Aliás, a expressão "em Cristo", repetida inúmeras vezes no Novo Testamento, é a expressão novo testamentária para o estado de conversão dos cristãos.
Com o crescimento assustador do número de evangélicos e com o surgimento seguido de um crescimento vertiginoso das denominações neo pentecostais, a visão ou o conceito sobre conversão foi mudando. Uma pregação que enfatiza mais o bem estar físico e social do homem foi, aos poucos, substituindo aquela pregação que enfatizava as necessidades espirituais e que tinha a conversão como fator determinante para uma relação estreita do pecador com o seu Salvador.
A pregação da teologia da prosperidade supervalorizou as conquistas materiais e colocou em segundo plano a maior conquista de um homem, a salvação de sua alma. Parece que a voz de Deus continua soando alto: "Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" Lc. 12:20
A conversão é, de certas forma, a passagem de uma vida de pecados para uma vida de santidade, é  entender o estado de pecado em que se encontra o perdido e visualizar em Cristo a única resposta ou a única forma de Deus aceitá-lo como filho. É a porta de entrada para nova vida em Cristo e quem passa pela verdadeira conversão, terá o desejo de seguir a Cristo independente das circunstâncias da vida.

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