6 de jul de 2013

É Preciso Fazer Um Balanço


De vez em quando a gente vê esta frase na porta de algum pequeno ou grande empreendimento. O empreendedor passa o ano todo abrindo e fechando seu negócio em horários marcados durante, às vezes, todos os dias da semana. Deixar de abrir em um desses dias ou atrasar em abrir, ou ainda a falta de um dos funcionários, pode comprometer os lucros e se transformar na perca de grandes oportunidades. Mas, em determinado dia ou dias do ano, com prejuízo ou não, ele tem que fechar para fazer um balanço.
Uma empresa organizada e com visão, não faz balanço apenas econômico, mas de estratégia, de visão, de atitudes mercadológicas. Durante o balanço algumas perguntas são feitas, tipo: Nossa postura e estratégia deram certo? Devemos continuar usando-as? Houve erros? Quais? Se houve, como corrigir? Nosso pessoal está devidamente treinado, eles são parceiros de nosso negócio? Nosso cliente está satisfeito? Mantemos e fizemos clientes?
Se esse tipo de análise não for feito, como medir a capacidade do negócio? Por isso, é interessante o registro de tudo que se faz para que se obtenha dados, eles podem nos dar as informações de que precisamos acerca do empreendimento e, ainda, nos apontar soluções, além, claro, de permitir a identificação dos problemas.
A pergunta é: Porque a Igreja não consegue fazer seus balanços? Porque continuamos insensíveis às baixas e não arriscamos ficar no "prejuízo" para rever nossas estratégias? Em nosso caso algumas perguntas necessárias seriam: Deus está se agradando de nós? Estamos sendo luz? Nos interessa o seu Reino ou os bens desta terra? Nossas festas, congressos e cultos de "maravilhas" são festas ao Senhor ou nossa estrategiasinha para continuar aí, na praça? Nossos obreiros são realmente habilitados? São eles chamados pelo Senhor ou por nós?
Nosso balanço deve ser no joelho que se dobra em oração e no jejum. Nossas campanhas deveriam se transformar em grandes cruzadas ao altar do Eterno, buscando seu perdão e pedindo-lhe que por favor, nos aponte a saída e nos redirecione para o centro de sua Soberana Vontade!
É preciso fazer um balanço! É preciso reavaliar nossas atitudes e escolhas na obra de Deus. Não podemos continuar fingindo que está tudo bem! Sim, porque reconhecer que tem coisa errada em nosso meio é o mesmo que reconhecer que é do diabo (na cabeça pequena de quem não é humilde)!
Deixe te dizer que não se faz balanço quando tem algo errado não. Fazer balanço é demonstrar organização e capacidade de reavaliação, é saber parar para estudar e criar novas estratégias, bem como avaliá-las e observar se foram eficazes. É proporcionar-se a oportunidade de visualizar novos caminhos e se dar o direito de conhecer novos horizontes!
Gosto de Lucas 22:35, 36. No capítulo 10 versículos 1 a 12, Jesus lhes mostra uma estratégia. Ela seria necessária para aquele momento. Entre tantas coisas ditas pelo Mestre no capítulo dez, ele ordenou-lhes: "Não leveis bolsa, nem alforge, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho." Agora em 22:35 e 36, ele deixa claro o motivo pelo qual não deveriam, naquela ocasião, levar bolsa, alforge ou alparcas e mostra-lhes  que a estratégia deveria ser mudada. Vejo aquele momento entre o Mestre e seus discípulos como um momento de avaliação da missão deles. A pergunta: "Quando vos mandei sem bolsa, alforge, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa?", com certeza levou-os a avaliar o estado de dependência de Deus deles, aquela pergunta mostrou-lhes que valeu a pena obedecer aquela orientação. Ali foi o balanço deles.
Aquela conversa à mesa da última ceia com o Mestre era um balanço dos últimos três anos, um balanço que lhes permitiu olhar para trás e ver o que fizeram e que lhes apontava novos caminhos, novas estratégias. Para Pedro foi a oportunidade de rever sua vida com Deus e o perigo que corria diante do desejo de Satanás em destruí-lo (Lucas 22: 31,32).
Pensando ainda no capítulo dez de Lucas, observe o que diz os versículos 17 a 20. Era mais um balanço de uma incursão evangelística onde até os demônios se lhes sujeitaram! Mas o Mestre, de certa forma, aponta-lhes onde erraram: em empolgar-se mais com o poder do que com o mais importante: seus nomes escritos nos céus!
Fechemos nossas portas para balanço. Curvemo-nos diante daquele que nos revela onde estamos errando e como podemos acertar, diante daquele que pode nos mostrar pela sua Palavra as suas prioridades para esses dias!

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