28 de ago de 2013

Igreja Perseguida: Verdade ou Febre Gospel?


Por Raimundo Campos


Segundo o Inforgospel, A história da Igreja Perseguida no Brasil, começou a 35 anos com a divulgação do famoso livro do Irmão André, O Contrabandista de Deus. Uma leitora, a irmã Elmira Pasquini, ficou comovida com as histórias de perseguição à cristãos no mundo inteiro contadas pelo autor do livro, o holandês Anne van der Bijl, conhecido por irmão André.

Irmã Elmira Pasquini
Ainda segundo o site, "sete anos mais tarde, o Irmão André pregou na Igreja Batista da Liberdade, em São Paulo, para cerca de 800 pessoas. Na ocasião, foi levantada uma oferta para o ministério, mas o Irmão André(foto), ao receber a doação, disse: “Usem esta quantia para abrir um escritório aqui”. Assim, em 1978, foi formalizada e instituída a base da Portas Abertas no Brasil."

Em 1995, foi publicada a primeira lista da classificação de países onde há perseguição religiosa. Os cinquenta países onde há mais perseguição se transformam em alvos de oração da igreja brasileira que também realiza o DIP (Domingo da Igreja Perseguida), anualmente. O DIP é uma proposta que objetiva a mobilização das igrejas locais para interceder e divulgar a causa da Igreja Perseguida.
Em Salvador, Marcelo Francisco e a Missionária Andréa Reis, foram  os primeiros a se tornarem CL -
Irmão André
Correspondente Local, uma espécie de mobilizador que divulga a causa da Igreja Perseguida e organiza eventos em favor dela. As imagens divulgadas na internet de violência contra cristãos no mundo se tornou numa espécie de espetáculo para alguns grupos que até chegam a fazer peças teatrais para transmitir a ideia do que se passa na vida da igreja perseguida.
O tema Igreja Perseguida, é um dos preferidos na hora de organizar eventos missionários. Alguns têm a equivocada ideia que sempre haverá uma relação entre missões e perseguição. O movimento em favor da igreja perseguida chegou como uma febre em Salvador. Alguns não entenderam que o movimento é mais que apresentações comovidas de perseguição, mas uma causa que deve ser abraçada pela igreja livre com ações práticas de apoio não só espiritual, mas também financeiro através de doações, apadrinhamentos, entre outros.
Aos poucos, a causa da igreja perseguida vai sendo esquecida e só é lembrada no DIP, evento que muitas vezes se quer é realizado. A causa de nossos irmãos perseguidos não pode se transformar numa febre gospel. A Coordenação de Portas Abertas na Bahia precisa se mobilizar em torno de um projeto palpável e que represente uma ação séria e real em favor da Igreja Perseguida.
Tratar a causa da Igreja Perseguida como uma febre, uma onda que vem e logo se vai, como uma moda do momento, é ser insensível ao que ela representa, é considerá-la irrelevante, é aproveitar-se do "ibop" que ela dá, é não ter amor cristão.
Alguns se utilizam da causa da Igreja Perseguida só porque ela é comovente e atrai atenções, porque sabem que ela provoca lágrimas e indignação, dando assim um tom de evento legal, digno de ser aplaudido. Isso não é amor aos irmãos perseguidos, mas a utilização das  tragédias deles para favorecer seus eventos. É como aquela história das imagens de crianças morrendo de fome em países da África, que são utilizadas para angariar dinheiro e nada mais. Isso não é missões, isto é mercantilizar a desgraça alheia!
A causa da Igreja Perseguida não pode ser uma febre, tem que ser a causa da Igreja Livre com ações concretas de engajamento de lideranças e fiéis em favor de nossos irmãos que, em várias partes do mundo são presos, violentados e mortos por amor a Cristo!

Um comentário:

NEIDE disse...

'' A Coordenação de Portas Abertas na Bahia precisa se mobilizar em torno de um projeto palpável e que represente uma ação séria e real em favor da Igreja Perseguida''.Concordo plenamente com esse pensamento.