9 de ago de 2013

O Novo Modelo de Pastor Para Lideranças Obtusas


Fico impressionado com  as novas figuras dentro do "santo" ministério.  O jeito boçal, combinado com uma tendência nítida de falar muito e se sentir no direito de julgar e sentenciar companheiros, descreve muito bem muitos dos tais "chamados" ao ministério. Na verdade, foram chamados por quem, ninguém sabe.
Não precisa ser profeta ou ter uma divina revelação especial, para ver que tais elementos poderiam ser qualquer outra coisa, menos pastor! Fico pensando que critérios tem aqueles que os indicou e em casos especiais, até se colocou contra a maioria do chamado Conselho Consultivo, para empurrá-los pela janela da conveniência, dando início, desta forma, à desvalorização do pastorado.
Comportamentos inaceitáveis e que não são vistos nem entre outros segmentos da sociedade, permita-me dizer, nem entre ímpios, são aceitos complacentemente por quem deveria promover o equilíbrio de nossos conclaves.
As regras claras, como diz um certo comentarista de futebol global, do Apóstolo Paulo, são ignoradas e cometemos um atentado às santas instruções bíblicas, quando colocamos tais indivíduos no ministério da Palavra.
Uma turma desequilibrada emocionalmente e sem nenhuma habilidade nas relações inter pessoais, sem maturidade no lidar com os companheiros de ministério, sem falar na clara falta de capacidade em lidar com o ensino da Escritura! O que eu fico mais impressionado ainda, é que suas ovelhas sabem que ele não é apto para ensinar a Palavra de Deus e quem os consagrou ao ministério não sabia?
Este modelo bizarro de ministros desta nossa geração conturbada é uma contribuição à ação diabólica no arraial dos santos por vários motivos:
Primeiro porque princípios bíblicos estão sendo ignorados na escolha dos novos ministros; e a desobediência a princípios bíblicos, segundo Deuteronômio, atrai maldição e não benção. Desobedecer princípios da Palavra de Deus abre precedentes para toda sorte de derrotas!
Segundo, porque é uma prova cabal de que algumas lideranças estão lidando com assuntos relevantes do Reino de Deus de forma leviana e medíocre, fazendo um desdém com aquilo que o próprio Deus leva muito a sério!
Terceiro, porque, quanto mais este tipo de gente assume funções ministeriais de tamanha magnitude, os verdadeiros chamados, são tolhidos por quem deveria ter visão de Deus, de praticar o santo ministério.
Quarto, porque promove-se, desta forma, uma matança espiritual à alma dos fiéis, deixando-os vazios do alimento da alma, a Palavra de Deus e órfãos de pastores que deveriam amá-los e ampará-los e não tosquiá-los apenas em detrimento da ação divina de levá-los às águas tranquilas e pastos verdejantes.
Esse gritante estado de coisas revela uma liderança obtusa e pouco preocupada com assuntos de tamanha relevância. 
Ao invés de se impor as mãos para consagrar homens que, por orientação divina são chamados ao ministério, na verdade, promove-se indivíduos ao status de ministros. Em alguns casos, dando-lhes uma oportunidade de garantir o ganha-pão, uma posição honrada ou, pagando favores!
Este modelo levará à queda inevitável da igreja! Não estou exagerando! Paulo disse em Efésios 4: 11-14: 

"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,

Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente."

Primeiro: "ele mesmo", isto é, é Deus quem dá pastores à igreja. Ele dá pastores à igreja e não o contrário! No novo modelo de pastor hoje, dão-se igrejas a pastores!
Segundo: Deus faz isso com objetivos bem definidos: 1. Aperfeiçoamento dos santos...para edificação do corpo de Cristo! A obra de aperfeiçoar é meticulosa e exige habilidades. É como o exímio escultor que não sossegará até que sua obra represente com perfeição aquilo para que foi esculpida. Exige paixão, trabalho, investimento e renúncias! Já a de edificar, é claro, tem haver com construção. O Pastor promove, com a ajuda do Espírito Santo, a construção da vida espiritual de suas ovelhas!
2. O objetivo é levar o rebanho "à unidade da fé", "ao conhecimento do Filho de Deus!" (conhecimento aqui tem haver com 'pleroma' = plenitude, logo, à conhecer Cristo em sua plenitude!), à homem perfeito (perfeição aqui tem haver com maturidade), "à medida da estatura completa de Cristo, isto é, até alcançar a maturidade de Cristo em nós em sua forma plena!
3. "Para que não sejamos mais meninos inconstante..." Logo, o pastor é dado para promover a maturidade da igreja a ponto dela, por si própria, saber distinguir os enganos do século presente, sair do estágio de menino, que tem como característica, a inconstância e ser apta a recusar as heresias!

Ora, se estes objetivos ficam longe de serem alcançados, é claro que o rebanho fica à mercê dos lobos ferozes, e do leão que ruge diariamente com o fim de derrubar a igreja.
Não podemos aceitar este modelo diabólico de obreiros que querem impor ao ministério. Precisamos urgente de uma reforma no sistema de escolha dos novos ministros, uma reforma que nos retorne à busca da orientação do Espírito Santo e à obediência aos escritos paulinos referentes à nova geração de pastores!

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