3 de out de 2013

Uma Palavra aos Pastores e Líderes da Adesal

Por Raimundo Campos

A Adesal (Assembléia de Deus em Salvador), através da Semadesal (Secretaria de Missões da Adesal), é mantenedora de 40 famílias em cidades do interior da Bahia, dois estados da Federação e em campos transculturais. O desafio de mantê-los vai desde as passagens para envio, até sua manutenção diária, retorno do campo e apoio enquanto estiverem na base.
A tarefa de enviar obreiros aos campos deve ser vista como a responsabilidade da igreja na obra da evangelização das nações. Uma igreja que envia missionários é uma igreja que compreende o propósito de Atos 1:8, de sua presença em sua cidade, como proclamadora das boas novas do Evangelho, em seu Estado e Nação e além das fronteiras de seu país.
A Igreja que compreende seu papel como agente de Cristo na terra, não se detém com o
Missionário Eduardo falando
à crianças sulafricanas.
temporal e secundário, em detrimento do atemporal e prioritário. Esta igreja não se deterá com questões políticas e sociais, embora as tais tenham a sua relevância, mas colocará acima destas a que realmente importa: a evangelização de sua comunidade e dos povos e a consolidação dos novos na fé com o intuito de amadurecê-los e treiná-los para que o ciclo recomece e a igreja continue sendo o arauto de Cristo entre as nações.
Nossos Congressos, Convenções, Festivais e Campanhas devem dar lugar a um movimento de evangelização e discipulado que resulte no maior número possível de pessoas que ouçam a Palavra de Deus e conheçam a Cristo.
Nossos planos e projetos devem ter como tema a glorificação a Cristo e a proclamação de sua Palavra. A igreja deve se achar no grande projeto de Deus para ela aqui na terra. Não fomos chamados para ampliar nossos ministérios e denominações, mas para semear a Cristo, levando sua mensagem onde Ele ainda não tenha sido proclamado.
Missionários Jair e Deny: trabalho
com famílias em Guiné Bissau.
Embora estar em um lugar de honra e estratégico na sociedade tenha sua relevância, nossa prioridade não é ocupar as posições de destaque,  mas impactar os que as ocupam. Nossa missão não é garantir uma posição na política, mas influenciar governantes, gabinetes e órgãos com a luz de Cristo em nós.
Precisamos de uma igreja viva, cujo comportamento embase sua pregação, uma igreja presente nos becos e valados, atenta para o choro dos jovens das muitas cracolândias desta nação, para as meninas prostitutas no estado com maior número de pontos vulneráveis no Brasil, a Bahia.
Precisamos de uma igreja que suba a Ladeira da Montanha em Salvador e seus inúmeros pontos de drogas com uma mensagem viva que alcance crianças e adultos, que responda às questões mais profundas dos corações de nossos adolescentes desamparados pela família e que se tornaram os bandidos mais perigosos de nossa cidade!
Precisamos de uma igreja que acolha o párea, o excluído e aqueles fadados à condição de rejeitados por esta sociedade.
A Igreja em Salvador, a Adesal, a Assembléia de Deus em Salvador, precisa se voltar para
Crianças e adolescentes alcançadas pelo trabalho dos
Missionários José Luiz e Yomary na República Dominicana.
missões, para os longe do aprisco. Chega de fazer festas para crentes, é preciso fazer festa para o perdido, promover ações de resgate das vidas cujas almas caminham a passos largos para o inferno.
Podemos começar agora, unirmo-nos em torno de um projeto que represente nosso papel neste contexto. Os Pastores de Setor, Os Superintendentes de Congregação, cada obreiro e ministro, cada congregado e membro precisa dar as mãos, ajudar a manter nossas famílias missionárias. Este é um desafio de todos nós, não é um desafio de nenhum pastor em particular, é um desafio de Deus para nós.
Nossa Igreja é forte, nossos líderes são capazes, nosso potencial é gigantesco, nossa fé
Missionária Iraildes com
crianças de sua escola no Haiti.
deve ser praticada agora, podemos fazer muito, podemos crescer, vencer, ganhar, se unirmo-nos, se dermos as mãos em favor daquilo que agrada a Deus, deixando de lado nossas prioridades para dar lugar às de Deus.
Enquanto ocupamos-nos com discursos e argumentos que inviabilizam o que deve ser feito, missionários sofrem no campo, vidas deixam de ouvir a Palavra, crianças deixam de ser alcançadas por projetos abençoadores de nossos missionários na Índia, pela Missionária Cláudia e pelo Missionário Moses, no Haiti, pelo projeto da Missionária Iraildes, no Equador, pelo programa de atendimento à crianças carentes, pelo Missionário Josemar. Não podemos frustrar o trabalho do Missionário Eduardo entre crianças vítimas de guerra, violência sexual e da AIDS. Não podemos ficar indiferentes às dezenas de adolescentes que recebem discipulado semanalmente pelos Missionários José Luiz e Yomary na República Dominicana, nem ao trabalho de restauração de famílias feito pelos Missionários Jair e Deny em Guiá Bissau, na África, muito menos ao de implantação de igrejas no interior da Bahia pelos Missionários Genilson em Catu, João da Cruz em Sete Brejos, Osvaldo Alves em Itatim, entre outros.
É hora de despertar igreja, de ouvir a voz dos que clamam, de se compadecer pelos nossos irmãos missionários, que fazem o que não podemos fazer, que estão onde não podemos estar, sofrendo a dor que não queremos sentir e chorando a lágrima que não estamos preparados para derramar!
Portanto, saiamos deste estado de letargia em relação à missões. A hora é agora. Conheça o plano e os projetos de missões de sua igreja, abrace a causa missionária!


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