30 de dez de 2013

Lições da Derrota de Anderson Silva

O problema da gente tratar de temas como esse é que os "críticos" de plantão, aqueles que sob as lentes de sua filosofia, criam suas definições e conceitos e as publicam como sendo a verdade absoluta, vão logo tentar impedir que pensamentos contrários se manifestem e tenham sua parcela de credibilidade. Mas vamos lá, eis o que penso e aprendo do episódio "esportivo" que frustou os fãs de MMA ou UFC e de Anderson Silva.
Em sua última batalha contra Chris Weidman, o "herói" brasileiro, invicto e detentor do cinturão dos pesos médios, entrou no ringue extremamente confiante, usou e abusou de sua chamada "estratégia", desdenhou do adversário e foi nocauteado! Em entrevista coletiva, o organizador do evento declarou que Silva pedira-lhe uma imediata revanche. A luta foi marcada para a madrugada do último dia 28 para 29 de dezembro. As concessionárias de TV fechada chegaram a vender a exibição da luta por mais de R$ 70,00 e, no dia da luta, as linhas telefônicas das mesmas estavam congestionadas. A expectativa e as apostas em torno da luta superou as expectativas dos organizadores.
A lenda do MMA, o cara mais admirado e respeitado deste tipo de esporte, entrou mais uma vez no ringue para enfrentar o cara que o derrotara em sua última luta. Acontece que Silva lutava contra alguém que pareceu ter sorte da última vez. Entrevistado em alguns programas de TV aqui no Brasil, Anderson Silva tentou tirar da mente dos brasileiros aquela imagem de exaltação e arrogância que lhe foram atribuídas, de auto confiança exacerbada. Disse que aquele suposto desdém fazia parte do jogo e já era uma velha estratégia sua e que em momento de descuido, foi atingido.
Mas Weidman não o via como um cara de sorte, mas como um campeão perigoso, levou a sério seu oponente, estudou seus movimentos e, em entrevista coletiva, disse ter treinado para se defender do chamado chute da "destruição" de Anderson Silva, chute aliás que nocauteara outro campeão brasileiro, o evangélico Vitor Belfort. 
Ao assistir sua entrevista ontem no Fantástico, observei duas coisas básicas ditas por Weidman:
Primeiro: Chris Weidman considerou o oponente, reconheceu suas habilidades e não o subestimou. Reconhecer a força e o perigo que o adversário tem ou representa é fundamental para aqueles que enfrentam batalhas. Esta deve ser uma lição para a vida em comunidade como para a vida espiritual. A super valorização de si mesmo e o olhar de menosprezo para o adversário pode nos levar a derrotas que possivelmente não nos permitirá uma "revanche".
Segundo: Weidman estudou uma das maiores habilidades de Anderson, o chute. Se preparou para defendê-los e criar a impossibilidade de ser atingido. Se fortaleceu e fez da grande arma de seu oponente, um fiasco. Não entrou no ringue despreparado, já conhecia os movimentos do adversário e estava preparado para cada um. Tão preparado estava que se a luta fosse de apenas um round, Chris Weidman seria o campeão de qualquer forma. O Apóstolo Paulo disse que, para não ser vencido por Satanás, não ignorava os seus ardis (2 Coríntios 2: 10,11). Ardil: o mesmo que astúcia ou estratagema. A grande estratagema de Anderson Silva, seu chute da "destruição", foi bem identificada e detida pela defesa de Weidman!
No twitter, Silva agradece aos fãs o apoio e diz sentir muito.
Quero agradecer a todos meus fans e amigos pelas mensagem de suporte e carinho, estou bem e agora…

Brasil sinto muito não queria ter desapontado vocês dei o meu melhor eu juro

Nenhum comentário: