20 de dez de 2013

O Redesenhar da Igreja

Fiquei observando um certo artista com a habilidade de criar os desenhos mais inusitados, fazer vários rascunhos. O que para mim era um desenho perfeito, para ele havia alguma coisa errada e, inesperadamente, amassava o que em minha visão era uma obra de arte. Fiquei pensando: "O que ele procura? Onde está o erro?" Suas formas, seus riscos, os contornos não davam-lhe a imagem que sua mente concebia, que sua imaginação teimava em querer dar asas.
Era como se suas mãos insistissem em dar a forma errada àquilo que seu coração estava planejando e que ele via em sua mente de artista. Aos poucos, seu semblante ficava cada vez mais determinado como se procurasse em algum canto do papel o seu sonho e o lápis era sua ferramenta, a testemunha ocular desta aflição. Custou para, enfim, perceber um breve sorriso no semblante daquele artista determinado que, depois de ir contemplando paulatinamente sua imaginação tomando forma como se houvesse uma sintonia misteriosa entre sua mão e seu coração, pareceu que ia encontrando as linhas perfeitas para aquilo que  sua mente projetou e que agora conseguira transformar nas formas que apresentaria a quem visse aquele desenho, forma original, concebida em sua mente, fruto de sua inspiração.
Passei a pensar em como Deus olha para a forma em que tomou a igreja e o vi como o artista aflito que rejeita as linhas e contornos que não conseguem dar forma àquilo que ele projetou em sua mente! É claro que Deus, neste caso, é o artista que idealizou, criou, deu formas, mas neste caso, sua criação teima em ser um rascunho que não projeta a ideia original.
A Igreja então é como o desenho que ganhou vida, mas quer ser independente, está descontente com as formas, linhas e contornos originais e teima em ser uma arte que foge dos padrões do artista Pai e não consegue, portanto, refletir seu sonho.
Sim, o desenho ganhou vida e tenta se amoldar aos padrões modernos, enquanto que o Artista Pai, ordena-lhe não se amoldar ao presente século (Romanos 12:2). A forma assumida pelo desenho, distancia-se cada vez mais do original e no mundo espiritual dá pra perceber a aflição do Autor e Consumador da Fé (Hebreus 12:2) que, através de sua Palavra, chama atenção, desfaz as formas, apaga as linhas não sincronizadas, e a recria, dando forma correta a fim de que combine com a arte final.
Nunca a Igreja precisou ser "redesenhada" como agora! Precisamos urgentemente amoldarmo-nos ao projeto original do Artista, daquele que nos idealizou "antes da fundação do mundo" (Efésios 1:4), que elaborou uma forma que coadunasse com princípios estabelecidos por Ele em sua Palavra (1 Tessalonicenses 3:13)
O Grande Artista, deseja não somente encontrar fé e vigilância (Lucas 18:8; Mateus 25:13) mas também exclamar de alegria por que aquilo que planejou antes da fundação do mundo, enfim tenha assumido a forma original, surgida em seu coração de amor (Mateus 25:34)!

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