26 de jul de 2013

Malafaia no Programa Na Moral da Globo

“Já estou nos estúdios da Globo para gravação do programa do Bial. Orem por mim para que eu seja boca de Deus. O programa será exibido dia 1/8. Já falei outras vezes, só não prego no inferno porque não tem salvação para o diabo. Onde me chamarem, vou. É no mundo que manifestamos a fé”, afirmou.

Na sequência, Malafaia ressaltou que está disposto a correr riscos para expressar os princípios que defende: “O programa do Bial tem a presença de um padre, ateu, representante das religiões afro e eu. Pena que é pouco tempo, dia 1/8 à meia-noite. O tema do programa será estado laico. Quem não quer correr riscos também não está habilitado a conquistas maiores. Ter medo de programa da Globo, nunca. Maior é o que está conosco. A Bíblia diz: ‘Importa que o Evangelho seja pregado”. Na igreja edificamos a fé, no mundo, manifestamos a fé”, escreveu o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).

24 de jul de 2013

Fé Católica em Alta

Foto: Notícias Terra
O que vou falar é baseado nas tentativas históricas do Vaticano em resgatar a fé Católica e diminuir o avanço da fé protestante, já que, é do rebanho da fé católica romana, que vem a maioria dos novos fiéis protestantes!
Na verdade, a Cruzada promovida pela Contra Reforma nunca acabou! Ao longo dos anos ela tomou apenas formas diferentes e já em nosso século, ela acontece respeitando as circunstâncias políticas e históricas, sempre atenta aos regimes em vigor, como o da democracia, por exemplo.
Com a renúncia do Papa, antecessor deste que, aos poucos dá uma nova cara à instituição da fé romana, o Catolicismo no mundo inteiro passou a viver um momento incomum em sua história. A Igreja Católica Apostólica Romana, passou a estar na mente e na conversa dos atentos às últimas novas!
Com um discurso ortodoxo e uma política que fazia da Igreja uma instituição inflexível, o Papa Bento XVI, manteve a igreja sob a áurea da impenetralidade, mantendo distante a juventude e impedindo a discussão de idéias que poderiam transformar a instituição em uma religião do povo.
Para quem não sabe, o Papa Bento XVI aplicou penas disciplinares a 500 cardeais por ideologias que divergiam das dele!
A alta cúpula da Igreja estava atenta e preocupada. Não há dúvidas para mim que uma estratégia foi montada na escolha do Papa que se tornou um símbolo para a fé católica. Alguma coisa precisava ser feito. Foi feito e deu certo! 
Não esqueçamos que vivemos a era dos padres populares, que falam a língua do povo, que cantam a música do povo, que se vestem como o povo e se envolvem com as manifestações de fé do povo. Tudo,claro, numa tentativa resgatadora da fé católica.
Está provado que um padre com tais características tem muito mais chances de atrair fiéis do que o tradicional. A fórmula protestante então é seguida à risca. Canções evangélicas que se tornaram hinos nacionais são cantadas por padres que falam como pastores evangélicos. A Cúpula Vaticana sabe disto e resolveu seguir a fórmula.
Um papa para o povo. Surge então a figura inédita do Papa Francisco! Precisava-se de uma Papa que representasse as comunidades internacionais mais pobres, por que não a Argentina? Um país da América latina, região dos blocos políticos internacionais abalada pelas medidas dos setores internacionais da economia mundial. A Europa resolveu dar a vez a fim de ressuscitar o que vinha se mantendo sob o sepulcro da indiferença!
Portanto, a humildade deveria ser a marca do novo Pontífice, as conhecidas quebras de protocolos fazem parte da estratégia. Todos os jornalistas que comentam a visita do Papa ao Brasil concordam que o maior objetivo desta primeira viagem internacional do Papa é, fortalecer a liderança católica brasileira e incentivá-los a formar uma política de evangelização mais agressiva. Em outras palavras, deter o crescimento protestante.
O Papa Francisco é a esperança do reascender da fé católica e a humildade e gestos populares, fazem parte da estratégia. A maioria dos fiéis católicos estão cansados da opulência e da pose real dos sacerdotes papais. Por isso, despir-se dos paramentos de sua Santidade e vestir-se com a túnica branca simples, transmite ao povo que o Papa é pop. 
A fé Católica está em alta. A juventude católica revive e experimenta algo novo em sua fé. Frases como: "Jovem Católico Também é Feliz", é uma resposta aos jovens evangélicos que sempre proclamaram sua felicidade por viver a fé protestante, enquanto que aqueles pertenciam a um rebanho sem pastor!
Todavia, vale salientar que nenhum movimento religioso inibirá o crescimentos dos fiéis evangélicos ou de qualquer outra expressão de fé. O homem moderno emancipou seus pensamentos e ideologias, está disposto para lutar pelo que pensa e acredita e já não faz mais parte de uma sociedade que durante século foi mantida sob a treva da ignorância imposta pela fé católica!
Bem Vindo ao Brasil Papa Francisco, à nação que experimenta o maior avivamento protestante do mundo!

22 de jul de 2013

Não Sou Movido Pela Admiração das Pessoas

Tem uma turma de plantão na internet que só sabe escrever comentários, se deleita em digitar contra as pessoas, vai contra pensamentos que não são capazes de compreender. Julgam e sentenciam pessoas com as quais nunca conviveram, tem a coragem ou a covardia de adjetivar as pessoas simplesmente por discordar delas. Eles não tem respeito às pessoas e aproveitam o anonimato, com a aquiescência da web, para descaracterizar textos, ofender pessoas, ameaçar e intimidar.
A grande maioria não produz nada, se apresentam como redentores e donos da razão, mas na verdade fazem parte do sistema condenado pelo texto que eles "criticam". Uma vez acessando seus perfis nas redes sociais, vê-se estampado a cara da mediocridade, curtem as banalidades, se regozijam com tudo que fere aos princípios da Palavra de Deus e da ética, e depois posam como juízes, usando perfis fakes e escondidos sob a cara do anonimato!
Produzem comentários com a finalidade de tolhir-nos do direito de expressão e de pensamento, fazendo uso da arma infame da imposição de idéias! Acham que os leitores tem a mesma mente medíocre e que acharão quem os apoiem. Na verdade essa gente espera que seus irmãos de mediocridade se apresentem e espumem o ódio guardado, fruto de suas frustrações e decepções espirituais.
Eles estão por aí em nossas igrejas, não fazem nada, não ajudam em nada, não conseguem confiar em ninguém, perderam a fé e a esperança, são doentes espirituais, intratáveis! Como não conseguem esbravejar em seu círculo, em sua comunidade, encontram na internet o espaço favorável para expelir seu veneno, seu ódio sufocado, derramar suas frustrações contra aqueles que ele entende estar em posição oposta!
Hipócritas que falam de amor mas tentam macular quem não conhece, nunca conseguirão produzir, ajudar, fazer acontecer, nunca serão relevantes, não tem legado a deixar por herança! 
Esta semana um me disse: "...agora vejo que vc se tornou como os 'outros'...". Perceba a generalização, os "outros", isto é, todos são iguais, não há confiança em ninguém. Uma pessoa como esta tem uma visão negativa da vida! Não consegue ver o bem em lugar nenhum!
Simplesmente não posso limitar minha vida, o que penso e escrevo, às idéias e conceitos que esta gente tem de gente que pisou nelas.
Portanto, não sou movido pela admiração das pessoas. Nunca vou escrever para agradar as pessoas, mas para informar as pessoas, transmitir a elas minha visão de vida, embasada pela Palavra de Deus! Sou movido  por minha fé em Cristo e por aquilo que acredito, tendo sempre um pensamento emancipado como o meu Senhor o teve!

15 de jul de 2013

Novo Templo da Adesal: O Sonho, o Conto e o Recomeço


Era como se fosse os israelitas diante de Samuel pedindo um rei como as demais nações. Lotando o espaço do terreno doado por autoridades políticas à Assembléia de Deus em Salvador, o povo apoiava um novo desafio e pronunciava frases de apoio àquilo que parecia um sonho: uma sede digna da maior denominação em nossa cidade. O lançamento do projeto a mais de 16 anos atrás, fez os assembleianos suspirarem por um espaço que atendesse às necessidades relacionadas aos grandes eventos da Adesal!
O povo só queria um templo que suportasse nossos encontros, congressos, convenções, etc. Mas o sonho virou conto, um conto que contamos à nova geração, um conto no qual não queremos mais acreditar e nem queremos que os novos acreditem!
Com nossa santa mágoa no peito, fazemos questão em dizer que o sonho não passa de um conto e que, portanto, não merece nossa atenção, nem a nossa, nem a de nossos filhos.
Porque acreditamos ser um conto, viramos as costas para o sonho e por causa de nossa frustração, fadamos o sonho ao desencanto e levamos nossa geração a não crer no sonho. Tapamos nossos ouvidos aos apelos que clamam para que retornemos ao sonho, mas estamos muito frustrados.
Claro que temos razão, afinal, cansamos de nos darem sonhos que só são sonhos e nunca viram realidade. Cansamos dos discursos!
Não queremos ser Dorothy perdida em seu sonho a procura do Mágico de Oz! O que queremos, tem que ser mais que um sonho, mais que palavras, mais que projetos mirabolantes, mais que propostas absurdas embasadas em lucros de novas tendencias comerciais. 
Não precisamos de modelos piramidais, nem do discurso de quem quer lucro a qualquer custo com propostas brilhantes de crescimento financeiro em curto prazo!
Precisamos de um recomeço com o coração quebrantado e decidido a gerir o sagrado com dignidade, responsabilidade e temor a Deus!
A construção do Grande Templo deve começar com uma reforma espiritual profunda, com decisões que sejam  frutos dignos de arrependimento.
Todos nós que fazemos parte da liderança da Adesal, seja em algum setor ou em alguma congregação, estamos dispostos a recomeçar e transformar o sonho em realidade, todavia, sem mudanças radicais nas estruturas de nossa instituição, sem uma mesa diretora disposta a correr os riscos para por as coisas em seu devido lugar, continuaremos crendo que o sonho não passa de um conto!
Estou disposto a recomeçar, a crer e a fazer outros crerem, a tomar a causa que é de toda igreja em Salvador, a levantar a bandeira, a trabalhar, a ofertar e a convencer outros a ofertarem. Mas isto não será suficiente se continuarmos como estamos.
Precisamos de uma liderança Neemiana à frente da construção, com paixão no coração, com um espírito reto e desprovido de desejos de vantagens pessoais. Uma liderança que os assembleianos reconheçam e admirem, uma liderança a quem possamos dizer: "levantemos e edifiquemos!"
Sim, eu acredito neste sonho e quero engrossar as fileiras dos que estão dispostos a transformarem o conto em realidade!

11 de jul de 2013

16 Anos do Pastorado do Homem Mais Mal Entendido da Adesal

A imagem mais incompreendida da Adesal é a de Israel Alves Ferreira, Pastor Presidente da Igreja em Salvador a 16 anos. O homem que chegou em nossa capital para liderar a igreja solapada por desmandos administrativos e financeiros, conseguiu, em meses, restaurar a credibilidade, levantar a auto-estima de obreiros, membros e congregados e reformulou a política de funcionamento da igreja criando setores, departamentando a instituição, investindo em ensino, treinamento e criando novas lideranças.
Investimento em pessoas e confiança em liderados tem sido uma das máximas do ministério do homem que foi confundido com um rebelde. A infeliz alcunha lhe foi conferida por causa de sua decisão em se desligar da CEADEB (Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado da Bahia) com mais 82 ministros que também se sentiam injustiçados e vítimas das manobras políticas do Presidente da instituição.
Este homem é, antes de tudo, conhecido como um pastor apaixonado pelas pessoas, como aquele que levantou a mão amiga para muitos que hoje o difamam. Quem o cerca conhece sua lida desde a manhã cedo até altas horas trabalhando em favor de gente, ministrando e preocupado em mudar a cara da instituição que  preside.
Não, eu não o considero um bom administrador, considero-o um pastor sem igual, uma pessoa com alma inigualável, com uma disposição a atender quem lhe procura independente da situação econômica ou posição social, um homem do povo, que chora com o povo, que ministra ao povo, que trabalha pelo povo, com uma visão da vida extraordinária.
Se sua imagem está desgastada? E como! Porque? Simples. Falta-lhe assessoria, falta-lhe coragem para dizer não, falta-lhe disposição para ouvir quem ele sabe que tem os conselhos mais prudentes. Falta-lhe coragem para assumir posturas sérias diante de situações cruciais de nossa instituição.
Este homem incompreendido completou 16 anos de pastorado em Salvador e tem mais de 30 anos de
ministério. Sua família é vista por todos como um modelo de família. Segundo ele mesmo diz, seus filhos tem lhe dado motivos de alegria, tanto que tem feito investimentos recompensadores neles.
A construção do chamado "Grande Templo" se tornou nos últimos anos a imagem do descrédito em sua administração. Na esperança de mudar esta situação, viu na eleição da nova diretoria da Associação Subi ao Monte (ASSUMO), a oportunidade para virar o jogo! A mudança não ocorreu, os novos membros da diretoria não representam a imagem que a Adesal espera ver!
Todavia, o Pastor Israel, apesar das intempéries, das crises e dos boatos difamatórios, desfruta de admiração dos que conhecem seu trabalho e de gente para quem ele tem sido um pastor de verdade. Na página do Facebook usada por sua esposa, a não menos admirável Joilda Ferreira, uma facebookiana por nome Eneida Maria pronuncia palavras de apoio ao Pastor, dizendo: "Meu pai, amigo, você me amparou quando ninguém me estendeu a mão. Que Jesus nunca te desampare meu Pastor, ao senhor e a sua família."
Joabe Silva, outro amigo do Facebook na página da irmã Joilda Ferreira, manifesta apoio à construção do novo templo e diz ser a favor de esquecer-se o passado: "...portanto, esqueçamos o passado e partamos do ponto zero com o intuito de construir uma nova história para nossa igreja..."
Sua esposa demonstra ser a pessoa que mais acredita em sua administração e pastorado. Usa diariamente o Facebook para promover os eventos da Adesal e é quem mais divulga os desafios da instituição!
A história do Pastor Israel Alves Ferreira em Salvador pode ser vista como uma das mais estranhas. Apesar dos episódios que quase destruiu a instituição nos últimos três anos, devido a ataques frontais da CEADEB, o Pastor Israel consegue se manter à frente da Adesal com um equilíbio emocional muito raro nos seres humanos! Conseguiu manter-se tão equilibrado que evitou o confronto público e não revidou às calúnias, preferindo trabalhar pela unidade da igreja e planejando em favor do povo que resiste firmemente aos algozes ceadebianos.
Na última AGO da CONFRAMADEB (Convenção Fraternal de Ministros das Assembleias de Deus no Estado da Bahia), o Pastor Martinho Damião, um dos preletores naquela oportunidade, usado por Deus, falou de um tempo de relevantes mudanças na história da Adesal, tendo a frente o Pastor Israel. No aniversário de seu pastorado em Salvador, a mesma ministração se fez soar na noite do dia 06/07, no templo da Liberdade.
Penso que falta um posicionamento mais firme do Pastor Israel Alves Ferreira e lamento a hipótese dele pagar um alto preço por não ouvir a voz do Espírito Santo!
É claro que mudanças radicais precisam acontecer nas estruturas da Adesal. Lideranças precisam ser mudadas imediatamente antes que ocorra o que ocorreu em 2010. Não podemos nos dar ao luxo de esperar pra ver. A Bíblia diz que "pelo fruto se conhece a árvore". Precisamos de uma reforma administrativa e financeira ousada (não esqueçamos que quem não corre risco, nunca saberá se esteve certo!). Que um espírito de justiça social e probidade administrativa se instale nas estruturas da instituição urgentemente.
Mas ao Pastor Israel Alves Ferreira, parabéns por esses 16 anos à frente da instituição que, segundo ele mesmo disse na noite do dia 06/07, na Liberdade, lhe recebeu com amor e lhe trata com carinho!
PARABÉNS PASTOR ISRAEL ALVES FERREIRA!

8 de jul de 2013

Protestos: Um Sinal Para a Igreja

Depois da conhecida era das trevas, época em que atrocidades eram cometidas em nome da fé e da Bíblia, quando o Papa e seus cardeais ditavam as regras e dominavam em todas as áreas da sociedade, inclusive política, mantendo sob cativo mentes e corações, o que se viu no mundo, começando pela Europa, foi uma era de incredulidade e ateísmo sem precedentes na história da humanidade.
As novas filosofias e os discursos anti Deus ganharam espaço e transformou a religiosidade no mundo. Apesar das influências ateias naquela sociedade, a Europa, por sua vez, viveu um tempo de avivamento e durante muitos anos foi considerado o continente celeiro da obra missionária.
No início porém, do século vinte, nas décadas do surgimento da Teologia da Prosperidade, a igreja evangélica européia rendeu-se aos apelos famigerados da teologia que comprometeu a pregação do genuíno Evangelho. 
Na verdade, apesar da teologia da prosperidade não achar terreno fértil naquele lado do mundo, as frustrações vividas por quem depositou sua fé na frágil pregação da tal teologia, começou a gerar uma sociedade incrédula e saturada dos engôdos de uma pregação que não respondia aos anseios mais profundos de uma sociedade materialista e próspera.
Esse espírito de incredulidade e falta de fé foi se tornando uma resposta à uma igreja solapada pela Teologia da Prosperidade. 
Hoje, templos são fechados, muitos transformados em boates e outros que só funcionam uma vez na semana ou no mês. A frieza espiritual se tornou a marca da igreja evangélica européia do presente século.
O que isto tem haver com o Brasil? Tudo. Quando as pessoas começam a se despertar e a se manifestar contra um sistema que os mantém na ignorância, e percebe que se manteve num emaranhado de ilusões e promessas impossíveis de serem cumpridas, estas mesmas pessoas passam a se fechar contra tudo que lhe pareça ser inconstante.
Esta sociedade que se manifesta contra um sistema que explora e oprime e lhe tolhe dos direitos mais sagrados, é a mesma que se desperta contra uma igreja que lhe ilude com um evangelho medíocre pregado por quem não vive o que prega!
Toda esta revolta reflete também na religião. Estamos vivendo um momento do despertar da cidadania. Embora não concorde com a maneira como os tais manifestos dos últimos trinta dias foram conduzidos em todo o país, considero-os legítimos e uma representação da voz de um povo que cansou de ser iludido.
Não tenha dúvida, um sentimento de revolta e uma onda de argumentação contra um sistema religioso farisaico e leviano, também está prestes a ocorrer nesta nação.
A Igreja evangélica brasileira está deixando uma lacuna que culminará no grito de quem cansou de esperar por um milagre que nunca virá ou cansou de ouvir uma mensagem que não alcança a alma e não sacia sua sede.
A igreja deve estar atenta para este momento. Esta sociedade não aguenta mais ser iludida, os nervos estão à flor da pelo, a indignação é o sentimento que bate no peito dos filhos dessa pátria amada, Brasil.
Os templos que superlotam dos reverendos que conduzem seus ministérios em torno do número, dos métodos, das campanhas, dos cultos das maravilhas, dos conhecidos "retetés", devem se preparar para fechar as portas, para ver seus iludidos fiéis darem as costas àquilo que lhes manteve na escuridão e terminou lhes afastando definitivamente de Deus!
Esse despertar da cidadania, é um alerta para a igreja. Para que este povo não perca o foco de Deus, nós líderes, ao contrário do sistema político, devemos ser fiéis para com a genuína mensagem do Evangelho e oferecer ao rebanho e ao perdido aquilo que realmente torna-os satisfeitos: a Palavra de Deus como ela é!

Mais de 800 Descem às Águas Batismais na Adesal Paralela

Milagre! Esta foi a palavra que mais se ouviu por parte de quem foi ao Batismo, ontem, 07/07, na Adesal Paralela. Candidatos ao batismo de várias partes de Salvador, provenientes dos 30 setores e das cerca de 400 congregações da Adesal, lotaram o espaço onde funciona o templo provisório da Assembléia de Deus na Paralela. 
Apesar das dificuldades para estacionar na parte interna e externa do terreno da igreja, o que se  via era a alegria estampada nos rostos de pastores, obreiros, batizandos e parentes que não mediram esforços para participar de um dos eventos mais esperado pela igreja e o que causa mais comoção ao novo crente.
Depois de quase uma semana de festa na Adesal Liberdade, em comemoração aos 83 anos da instituição na cidade de Salvador, pode-se dizer que o encerramento foi com chave de ouro. 
Pr. Israel Alves, Presidente da Adesal,
em frente aos mais de
800 candidatos ao batismo.
O Pastor Martinho Damião (DF), um dos preletores das festividades que também lembrou os 16 anos do pastorado do Pastor Israel Alves Ferreira à frente da Igreja em Salvador, animou os fiéis na noite de sábado a continuar trabalhando denodadamente e profetizou mudanças substanciais nas bases da liderança da igreja solapada pelas crises dos últimos três anos.
Não há dúvidas de que algo extraordinário acontece com esta igreja que, em meio a tantas crises e, assaltada pelas  hostes espirituais da maldade diariamente, resiste e responde com o espírito da evangelização e do discipulado.
Era possível perceber os olhares investigadores dos que desciam às águas à procura de seu pastor que, por sua vez, acenavam com alegria incontida para suas ovelhas que, chorando e abraçando seus líderes espirituais, se entregavam ao ato batismal.
O barulho da música entoada na nave do templo, misturado ao som das águas em movimento pelo mergulhar dos batizandos e o soar de aleluias e glórias a Deus, sem contar com o som de novas línguas faladas no Espírito Santo pelos mais emocionados, formavam uma melodia que só se ouve neste momento.
Ao redor do tanque batismal, num esforço quase sobre humano, disputando um espaço na multidão que lotou o templo na Paralela, se via os flashs das câmaras fotográficas usadas por amigos e parentes de quem entrava no tanque batismal. Nem em formatura ou casamento se vê tanta disputa para registrar um momento
 histórico!
O Pastor Israel Alves, um líder que sobrevive às crises nunca antes vividas pela Igreja em Salvador, gritou ao microfone o número dos que desceram às águas batismais e deixou a indelével impressão de sua alegria e emoção.
A Igreja em Salvador está crescendo. Que Deus honra aqueles que, com coração puro e sincero trabalha em sua obra, disto não há nenhuma dúvida. Esperamos que nossas lideranças, a Mesa Diretora de nossa instituição, esteja sensível à obra do Espírito Santo nesta igreja e que novos caminho sejam traçados em busca da saúde não só espiritual, mas também institucional.

Fotos: Jasmim Campos






























6 de jul de 2013

É Preciso Fazer Um Balanço


De vez em quando a gente vê esta frase na porta de algum pequeno ou grande empreendimento. O empreendedor passa o ano todo abrindo e fechando seu negócio em horários marcados durante, às vezes, todos os dias da semana. Deixar de abrir em um desses dias ou atrasar em abrir, ou ainda a falta de um dos funcionários, pode comprometer os lucros e se transformar na perca de grandes oportunidades. Mas, em determinado dia ou dias do ano, com prejuízo ou não, ele tem que fechar para fazer um balanço.
Uma empresa organizada e com visão, não faz balanço apenas econômico, mas de estratégia, de visão, de atitudes mercadológicas. Durante o balanço algumas perguntas são feitas, tipo: Nossa postura e estratégia deram certo? Devemos continuar usando-as? Houve erros? Quais? Se houve, como corrigir? Nosso pessoal está devidamente treinado, eles são parceiros de nosso negócio? Nosso cliente está satisfeito? Mantemos e fizemos clientes?
Se esse tipo de análise não for feito, como medir a capacidade do negócio? Por isso, é interessante o registro de tudo que se faz para que se obtenha dados, eles podem nos dar as informações de que precisamos acerca do empreendimento e, ainda, nos apontar soluções, além, claro, de permitir a identificação dos problemas.
A pergunta é: Porque a Igreja não consegue fazer seus balanços? Porque continuamos insensíveis às baixas e não arriscamos ficar no "prejuízo" para rever nossas estratégias? Em nosso caso algumas perguntas necessárias seriam: Deus está se agradando de nós? Estamos sendo luz? Nos interessa o seu Reino ou os bens desta terra? Nossas festas, congressos e cultos de "maravilhas" são festas ao Senhor ou nossa estrategiasinha para continuar aí, na praça? Nossos obreiros são realmente habilitados? São eles chamados pelo Senhor ou por nós?
Nosso balanço deve ser no joelho que se dobra em oração e no jejum. Nossas campanhas deveriam se transformar em grandes cruzadas ao altar do Eterno, buscando seu perdão e pedindo-lhe que por favor, nos aponte a saída e nos redirecione para o centro de sua Soberana Vontade!
É preciso fazer um balanço! É preciso reavaliar nossas atitudes e escolhas na obra de Deus. Não podemos continuar fingindo que está tudo bem! Sim, porque reconhecer que tem coisa errada em nosso meio é o mesmo que reconhecer que é do diabo (na cabeça pequena de quem não é humilde)!
Deixe te dizer que não se faz balanço quando tem algo errado não. Fazer balanço é demonstrar organização e capacidade de reavaliação, é saber parar para estudar e criar novas estratégias, bem como avaliá-las e observar se foram eficazes. É proporcionar-se a oportunidade de visualizar novos caminhos e se dar o direito de conhecer novos horizontes!
Gosto de Lucas 22:35, 36. No capítulo 10 versículos 1 a 12, Jesus lhes mostra uma estratégia. Ela seria necessária para aquele momento. Entre tantas coisas ditas pelo Mestre no capítulo dez, ele ordenou-lhes: "Não leveis bolsa, nem alforge, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho." Agora em 22:35 e 36, ele deixa claro o motivo pelo qual não deveriam, naquela ocasião, levar bolsa, alforge ou alparcas e mostra-lhes  que a estratégia deveria ser mudada. Vejo aquele momento entre o Mestre e seus discípulos como um momento de avaliação da missão deles. A pergunta: "Quando vos mandei sem bolsa, alforge, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa?", com certeza levou-os a avaliar o estado de dependência de Deus deles, aquela pergunta mostrou-lhes que valeu a pena obedecer aquela orientação. Ali foi o balanço deles.
Aquela conversa à mesa da última ceia com o Mestre era um balanço dos últimos três anos, um balanço que lhes permitiu olhar para trás e ver o que fizeram e que lhes apontava novos caminhos, novas estratégias. Para Pedro foi a oportunidade de rever sua vida com Deus e o perigo que corria diante do desejo de Satanás em destruí-lo (Lucas 22: 31,32).
Pensando ainda no capítulo dez de Lucas, observe o que diz os versículos 17 a 20. Era mais um balanço de uma incursão evangelística onde até os demônios se lhes sujeitaram! Mas o Mestre, de certa forma, aponta-lhes onde erraram: em empolgar-se mais com o poder do que com o mais importante: seus nomes escritos nos céus!
Fechemos nossas portas para balanço. Curvemo-nos diante daquele que nos revela onde estamos errando e como podemos acertar, diante daquele que pode nos mostrar pela sua Palavra as suas prioridades para esses dias!

FIEL ATÉ O FIM



Por Carlos Tolentino
Pastor do Setor 11 - São Cristóvão 
da Assembléia de Deus em Salvador.


(...) Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida(...) (Ap. 2:1-11)


“Quem é pois, o servo fiel e prudente(...) (Mt.24.45-51)

Todos nós precisamos ter amigos, aliados e seguidores fiéis. Há aqueles que são amigos de graça, independente de circunstâncias. Vibramos mais por estes. 
Com Jesus não foi e não é diferente. Em muitas ocasiões ele falou e demonstrou a importância que dá àqueles que lhe são fiéis, independente de circunstâncias. Ele não demonstrou interesse por aqueles que visivelmente o procuravam interessados nos pães que multiplicara. “Senhor que horas chegastes, onde moras”. Jesus respondeu: Vocês me procuram não pelos sinais que eu fiz, mas porque multipliquei os pães. “As raposas têm covis e as aves dos céus ninhos, mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. Endereço para estes nem pensar. Ele sempre colocou como condição principal para segui-lo, o querer, a opção por ele: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo...”. 
Estejamos ligados no seu estilo de ser, fazer e ensinar. Ele se importa sim com nossa prova de amor e fidelidade. “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos”. 
Jesus testou a fidelidade dos discípulos em várias ocasiões, e os deixou à vontade para definir-se, e quando percebeu que alguns deixavam de segui-lo, o que o levou a desafiar seus discípulos: “Quereis vós também retirar-vos?”. Pedro representa os demais: Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:66-68). Em outros momentos vemos Jesus testando a fidelidade dos seus discípulos: A Pedro: “Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes...” (Jo. 21.15...). Resposta: “Sim, Senhor; tu sabes que te amo.” (Jo. 21.15); aos dois discípulos no caminho de Emaús: “Fez que ia mais adiante...” (Lc.24.28,29). 
Mesmo que você não esteja entendendo tudo que está acontecendo na sua vida e que o Senhor está permitindo, não desista de segui-lo. Jó também não entendeu, mas, exclamou, “Ainda que ele me mate, nele esperarei...”.(Jó.13.15). Diante de tudo, Jó o adorou. (Jó 1.20-22). “Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra.” (Jó 19.25).
Há os que seguem a Jesus, como certo jovem o seguia envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão. Mas ele, largando o lençol, fugiu nu. (Marcos 14:51,52), ou como os que o abandonaram na sua morte, restando apenas João e as mulheres (Mt.27.56; Mc.15.40; Jo.19.25-27), dois discípulos iam retornando para Emaús (Lc.24.28,29), assim como Pedro que voltou para pescar e outros os seguiram (Jo.21.3).
Sejam quais forem às circunstâncias, o Senhor espera que lhe sejamos fiéis, pois Ele nos foi fiel até a morte e morte de cruz. Ele desafia: : “Quem é, pois o servo fiel e prudente...”(Mt.24.45-51= Lc.12.42-48).
Como está o seu nível de fidelidade com o seu Salvador e Senhor. Ele foi e é fiel até o fim, até as últimas conseqüências. “Tendo amado os seus discípulos, amou-os até o fim...”.(Jo.13.1) Ele tem todo direito de esperar a nossa fidelidade até o fim. Desafia o Senhor a Daniel, “Tu, porém, vai até o fim; porque repousarás e estará na tua sorte, no fim dos dias ”. (Dn.12.13). “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, confirma o sábio Salomão. (Pv.4.18). 
“Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas”. (Ecl.7.8). 
São Cristóvão, julho/2013

Pr. Carlos Tolentino