3 de fev de 2014

A Idéia Sacralizada de "Convenção" dos Assembleianos Baianos



"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento..." Oséias 4:6a.


A falta de conhecimento reduz qualquer civilização a um comportamento moldado pela tradição e costumes. Daí, conceitos e definições são sempre estribados no conhecimento empírico. O pior é que, na maioria das vezes, pessoas ou comunidades que criam seus conceitos, ignorando a ciência, tem uma forte tendência a fechar-se definitivamente para ela e a criar uma espécie de escudo impenetrável de defesa que a escravizará para sempre na treva da ignorância!
Mas vale dizer também que, a ignorância é a estratégia dos déspotas, enquanto que a ciência é seu tesouro particular. Os déspotas tem interesse em que as grandes massas mergulhem cada vez mais na ignorância, enquanto que faz da ciência, um mistério impossível de ser revelado. A ignorância é seu aliado fiel na insana batalha de manter-se no poder em detrimento da liberdade de pensamento e de expressão da maioria. Por causa disto, entende-se a tosca e mais que insana confusão ceadebiana e da adesal no fatídico ano de 2010!
A idéia sacralizada de "Convenção" na mente dos escravos da ignorância que empunharam armas filosóficas e físicas, transformou o que poderia ser uma discussão ideológica numa guerra que chegou aos tribunais e às autoridades policiais.
Os detentores de conceitos sem estribo científico, arvoraram-se numa "santa inquisição"contra quem consideravam "hereges e rebeldes". Se constituíram juízes e divulgaram sentenças, armaram armadilhas e caíram em outras, xingaram e foram xingados, destruíram e foram destruídos, causaram angústias e mágoas e foram fortemente marcados por elas. Ao mesmo tempo, levantavam  louvor a um "deus" que, hora ri para os da Convenção, hora ri para os da Igreja (Ah, miséria! Ah, desgraça!)
Dos dois lados, reuniões eufóricas, orações, discursos inflamados como quem fala à horda de Wallace da Escócia! Tudo era feito ao mesmo tempo em que abriam suas portas para falar de amor ao pecador perdido que também ficava sabendo de tudo sem entender nada!
O conceito de Convenção na mente dos desprovidos do conhecimento era que, se Convenção é constituída pelo que conhecemos como homens de Deus, então ela é sagrada. Com esta idéia em mente, transformaram Convenção em igreja e o que seria igreja em alguma coisa inferior a ela!
Mas a coisa não fica por aí! Nesta bizarra história vale lembrar que muitos que lutaram pela Convenção e que, se arrependeram depois, eram na verdade pessoas ressentidas, motivadas não pela justiça, mas pela vingança!
Esqueceram que Convenção nada mais é que "o ajuntamento de pessoas que tratam de assuntos comuns" e que, portanto, nunca poderá substituir a igreja fundada por nosso Senhor Jesus Cristo!
Igreja é o organismo vivo, é o corpo místico de Cristo, enquanto que Convenção é a associação de pastores, de meros homens. A igreja é o lugar onde se vive e se expressa a espiritualidade com todas as suas benesses, enquanto que a Convenção  que seria o lugar de homens de Deus defender ideais cristãos visando a unidade da igreja, tem se tornado numa associação com ideais políticos e interesseiros. Uma ponte para a notoriedade regional ou até nacional, um lugar de disputas e brigas pelo poder, onde toda sorte de ilícitos acontecem sob a capa do pastorado, onde cargos são negociados em troca de votos e onde líderes se constituem donos do rebanho e ditam o comportamento.
Convenção não tem nada a oferecer, a Igreja não precisa de Convenção. Centenas de Ministérios neste país que não são filiados ou afiliados a qualquer Convenção vivem bem melhor que muitas que são. Se estar ligado a alguma convenção não trouxer males à igreja, bem também não trará.
Muitas Convenções não garantem estabilidade previdenciária para novos pastores, não lhes garante a oportunidade do exercício de seu ministério a menos que tenha um "padrinho", não oferece à igreja nada, além da oportunidade de lhe dar dinheiro através de fundos convencionais, não lhes retorna nada, nem em educação, nem em evangelismo, em nada.
Convenção não é instituição, é associação. Ela deve ser um órgão da Igreja e não o contrário. A maioria daquilo que se pode louvar em uma Convenção, é apenas filosófico e teórico, porque na prática mesmo, quase nada pode ser motivo de orgulho. Na Bahia, o que se faz pela expansão do Reino de Deus através das Convenções é praticamente nada. Aqui, um certo programa de TV, de uma certa Convenção, é, descaradamente, uma forma de marcar território e impedir o avanço de outros.
Não, a Convenção não tem nada de sagrado, a não ser a presença daqueles que escolheram não manchar suas vestes e permanecem como um facho de luz em meio às trevas!

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