14 de mar de 2014

O Que Penso da Conframadeb


A Conframadeb não é a Convenção do Pr. Israel Alves, nem é a Convenção dos revoltados com a CEADEB ou com qualquer líder. 
Não é a Convenção dos amigos do Presidente, muito menos um instrumento de oposição à Convenção da qual nos desligamos conscientemente de nossos direitos. Sou contra o discurso que fazem publicamente de que nossa Convenção abraça ou vem abraçando, dando abrigo a ministros injustiçados! Pensar desta forma é ter uma visão medíocre da natureza desta associação de Pastores, é reduzi-la à condição de gangs e facções!
Nenhuma instituição sobrevive sob esta filosofia desgraçada e desprovida de valores mais elevados. Nenhuma instituição que se preze, deve aceitar em seu meio, quem vem se abrigar só para fugir das injustiças sofridas. A Conframadeb não precisa de revoltados e injustiçados, ela precisa de homens de Deus com um ideal nobre em proclamar o santo Evangelho, espalhar o Reino de Deus e fazer frente a sistemas comprometidos com o pecado e interesses pessoais.
Nossas Assembleias Gerais Ordinárias e Extraordinárias não podem servir de oportunidade para nossas guerrinhas de ego, nossas disputas e quedas de braço! Elas são a oportunidade para darmos à instituição todas as ferramentas de que necessita para se tornar um modelo em todo o Brasil de uma associação de pastores que pensam acima da mediocridade e que tenham um profundo compromisso com o Santo Evangelho, a ética e a moral!
Dia 25 de março, será aberta oficialmente a 6ª AGO da Conframadeb e a 5ª Escola Bíblica de Obreiros. Eu a considero como a AGO histórica, pois nela se dará efetivamente o processo democrático que permitirá a alternância no poder. Embora esteja contemplando uma série de movimentos orquestrados por aqueles que anseiam posições, num clima de euforia como se estivesse em jogo um prêmio de loteria, penso que este é um momento delicado em que devemos refletir o que já foi feito até agora. Devemos nos perguntar quais mudanças significativas tivemos nos últimos quatro anos!? Como está a saúde financeira da instituição? Quais as vias seguras neste processo?
Outro dia um convencional disse-me que ainda somos novos, que estamos nos arrumando, que ainda temos um longo caminho a percorrer rumo à experiência, maturidade, organização, etc. Discordei dele imediatamente e meu discurso é o seguinte:
Somos novos documentalmente, somos novos no que diz respeito ao tempo em que esta Convenção foi legitimada pela CGADB e pelos cartórios da vida, somos novos no papel, mas como Colegiado, não. A Conframadeb é composta por muitos homens que deram sua juventude servindo às Assembleias de Deus na Bahia, que foram membros honrados da Convenção da qual nos desligamos, homens que conhecem o sistema, seu funcionamento, os vícios, a burocracia e que, com certeza, podem imediatamente, inseri-la num processo de amadurecimento, transformando-a na Convenção que precisamos.
Não aceito este discurso faltoso de inteligência, conveniente, de muitos que até tomam o tempo precioso em nossas AGO’s, com pose de quem diz uma grande novidade. Este é um discurso desgraçado, burro, desnecessário e parece querer perenizar um estado de letargia, gerador de insatisfações.
Não caros companheiros, eu não faço parte desta Convenção. Faço parte de uma Conframadeb que oportuniza o novo, como agora neste processo eletivo. De uma Conframadeb que tem todas as ferramentas para ser uma instituição cujos valores são pautados na Escritura e são corroborados pela prática de vida. De uma instituição preocupada com o Reino e a expansão dele, constituída de homens não só santos, mas também inteligentes.

Que cada um de nós, conframadebianos, tenhamos uma visão sensível deste momento, deixemos de pensar só em nós, mas pensemos também na instituição, no futuro dela, no que ela poderá oferecer como órgão moderador das Igrejas que se filiam a ela. Pensemos nisso nesta eleição. Que o Senhor nos guarde!

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