14 de abr de 2014

Igreja é Invadida

O Pastor José Fiel ficou alarmado quando se deu conta com o que aconteceu com sua igreja. Pastor a cerca de vinte anos na congregação dos Chamados, à Rua do Reino, ele sempre se posicionou como um defensor do rebanho, tendo sempre o cuidado de aplicar-lhe fortes doses de uma vacina que chamava de "doutrina". Apaixonado pela vocação e com um relevante trabalho prestado na área do evangelismo e discipulado, o Pastor José Fiel ganhou notoriedade pela humildade e pelo incansável trabalho de casa em casa. Tudo era feito para evitar o que vem acontecendo ultimamente com o seu rebanho. 
De uns anos para cá, ele percebeu um leve desencanto pela pregação genuína por parte de alguns dos membros de sua congregação, quando começaram a rejeitar as doses de vacinas da doutrina com substâncias como santidade, calvário, doutrina do inferno, céu, renúncia e outras. O Pastor percebeu que precisava fazer alguma coisa para mudar a situação e ouviu que alguns de seus colegas de ministério estariam enfrentado as mesmas dificuldades, todavia, tinham conseguido burlar a mísera situação. Mesmo não concordando com os métodos dos colegas de outras igrejas, o Pastor Fiel resolveu usar as mesmas estratégias sob a alegação de que precisaria segurar o rebanho e evitar a evasão que lentamente se iniciava. As vacinas com doutrinas de regeneração, cruz do calvário, santidade, comunhão, e outras ministradas sempre com muita graça pelo Pastor José Fiel, passou a ser substituída por outras substâncias de certo laboratório que chamavam de Teologia da Prosperidade cuja herança vinha de um certo positivismo de partes do Oriente e de outros laboratórios.
Apesar do sucesso, pois a nova substância prometia resultados como "restituição", "vitória com sabor de mel","virada", "você é campeão", etc, que vinham sempre acompanhadas de jargões como "receba", a nova substância aplicada pelo Pastor José Fiel, além de não vir do laboratório da Bíblia, onde princípios saudáveis de vida eterna foram estabelecidos pelo Dono de sua Igreja, vinha causando um mal que especialistas com experiência em cuidar de rebanhos e com larga intimidade com a Bíblia, chamam de "superficialidade da vida cristã" ou simplesmente de "apostasia".
Não há dúvidas de que em alguns cultos, o número de frequentadores cresceu, mas só em cultos como "Dia Tal da Vitória" Manhã, Tarde ou Noite dos Milagres", "Semanas de Avivamento", "Congressos Proféticos", etc. Mas nos cultos de Doutrina, Escola Dominical, Encontros de Oração e Jejum, nesses encontros que refletem a verdadeira vida em comunidade da igreja, o número diminuiu e a euforia já não era mais a mesma. 
Por causa disto, o Pastor Fiel percebeu seu erro e viu que sua igreja estava sendo invadida por inimigos convidados por ele mesmo e pela sede do povo que não soube discernir os espíritos e que estava ávido por novidades. A sedução das novas tendências teológicas atraiu a igreja do pastor José Fiel para uma armadilha fantasiada de coisas novas, de um novo tempo, para uma era de inovações que só enfraqueceu o rebanho e o fez pensar que o que era pecado agora deixara de ser, que as armas do jejum, oração e leitura bíblica, agora não eram mais necessárias.
A Igreja do Pastor Fiel tinha sido invadida por inimigos difíceis de vencer e que, para vencê-los terá que pagar um alto preço. Fala-se até do preço da impopularidade, tão temido por pastores acostumados com os aplausos e elogios. Os poucos pastores que ultimamente se mantêm fiéis aos princípios dos quais o Pastor Fiel se afastou, falam de preços como a diminuição do número de fiéis e aumento da qualidade de vida cristã e uma dedicação a um trabalho de campo que chamam de evangelismo e discipulado à luz do simples Evangelho, com um total abandono das inovações teológicas abraçadas pelo Pastor José Fiel e repúdio firme ao pecado, falando abertamente contra ele e aplicando fortes doses das doutrinas antes usadas pelo Pastor Fiel.
Atualmente, o Pastor Fiel vive uma forte desolação por sentir medo de abrir mão das benesses oferecidas pelas novas tendências teológicas, embora reconheça que sua igreja tenha saído da plenitude da fé e da vida em Cristo para a mediocridade e a superficialidade espiritual, tornando-se um rebanho hipócrita e distante de Deus.
Oremos por todos os Pastores Fiéis, que lutam contra a voz do Espírito Santo, que sabem dos perigos de manter o rebanho escravo desses inimigos alojados nas pregações, nas liturgias e nas relações da igreja.

Um comentário:

Eliel Coelho Santos disse...

QUE DEUS TENHA MISERICORDIA DESTA GERAÇAO.DIFICIL HAVER UMA REVERSAO VISTO QUE ATE OS MAIS CONSERVADORES, JA SE ENCONTAM NESTE MODELO.EM BRASILIA QUANDO FOMOS NA GERAL.PODERIA SER DISCULTIDO TEMAS COMO ESSES .POREM,EXISTIA OUTRAS "PRIORIDADES".SENDO ASSIM OS PASTORES DE MENOR FORÇA NO SENTIDO DE EXPRESAO. TERAM DOIS CAMINHOS A SEGUIR :SER INCORPORADO NESTE MODELO OU RESISTI-LO MESMO COM GRANDES PERDAS .