1 de abr de 2014

O Tom das Discussões de Idéias, Não Pode Ser o da Arrogância

O ser humano é dotado da capacidade de organizar idéias e discuti-las. Também é dotado da capacidade de entender que as idéias podem ser questionadas e que seu semelhante também tem idéias que muitas vezes contrariam as suas. Mas este mesmo ser humano também, às vezes, escolhe a tola atitude  de achar que suas idéias não podem ser questionadas e que o outro, simplesmente por não pensar como ele, é um inimigo mortal. Esta atitude além de ser tola, é o resultado de uma cultura ou educação deficientes, enfim, é ignorância!
Homens e mulheres que não tem condições de discutir o que pensam no campo das idéias, são um problema para os grupos sociais e se tornam pivôs de divisões, contendas, ofensas, agressões, etc. Tais pessoas devem ser ouvidas, pois afinal, como disse, o direito de divergir está na natureza humana. Mas divergir, usar de meios medíocres como a ofensa, não.
Essa atitude de humilhar, atingir quem pensa diferente é arrogância e denuncia um despreparo para a vida em comunidade. Arrogância porque demonstra o sentimento de quem se constitui dono da razão, razão que não pode ser questionada. Mas também é sinal contundente da falta de argumentação.
Geralmente a falta de argumentação tem que ser justificada e o ser humano tem esta tosca tendência de justificá-la pela agressão ou, ainda, pelo grito ou imposição.
Acontece que, compreensão é a arte menos praticada entre os seres humanos, pois para respeitar a opinião alheia, embora não se concorde com ela, é preciso esta virtude escassa da vida, a compreensão.
Agora, imaginemos um pastor que não consegue debater no campo das idéias, que se utiliza dos meios mais mesquinhos para se afirmar, para impor o que pensa, que não suporta o fato de que o outro, embora pense diferente, deve ser respeitado e compreendido. Esse tolo pensa que compreender é o mesmo que aceitar e concordar, por isso se utiliza de expedientes como ofensa, grito, contenda.
Tais pastores em nossas Assembleias Gerais Ordinárias inviabilizam o processo democrático, impedem o curso de discussões sérias por quem está preparado para fazê-lo. Esses tais, mantém a instituição sob a treva da ignorância, roubando-nos o direito do exercício do discurso saudável e que proporciona  as descobertas de novas vias, de novos pensamentos.
O tom das discussões de idéias não pode ser o da arrogância, antes o da compreensão. Enquanto este espírito não nortear nossas relações, nossos encontros solenes, nossas reuniões convencionais ficarão fadadas ao espírito totalitarista reinante no coração dos tolos!

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