11 de ago de 2014

As Idiotices Facebookianas

Dizem que se o Facebook fosse um país, seria o terceiro mais populoso do mundo! O Uol chegou a anunciar que  o número de usuários da Rede Social mais famosa do mundo, poderá passar a população chinesa em 2015. A revista virtual Exame chegou a conjecturar acerca das "dimensões impressionantes" do Facebook. Se fosse um país: "teria cerca de 26,4 milhões de quilômetros quadrados, uma população com idade média entre 23 a 49 anos, e mais de 70 idiomas oficiais."  
Mas eu gostaria mesmo era de saber qual seria o nível intelectual e cultural desta nação fundada por Mark Zuckerberg. Uma coisa eu sei: esta população é patriótica. Dedica-se mais tempo ao seu país que a qualquer outra coisa. Esposa, filhos, maridos, vidas espirituais e acadêmicas, e tudo que seria prioridade, é secundário nesta nação azul de curtições, comentários e cutucadas.
Parece que neste país, a universidade é a mediocridade e o estilo de vida é aquele que seja melhor do que o que foi postado na página alheia. Existe uma prática nesta república que tem haver com a divulgação em larga escala, de fatos infundados que envolvam o que se tem por certo que chamaria a atenção. Os kkk's em vídeos manjados e sem graça, as frases com supostos tons de piedade, só para publicar uma também suposta ideia de que se importa, transformam-se em virais. 
No meio deste universo habitado e visto por milhões e milhões diariamente, estão também os crentes com seus jargões da nova era pentecostal, subtraídos da última vertente do neo pentecostalismo (aquela igrejas em galpões minúsculos, mas com sons pesadíssimos e barulho de pandeiro que só termina às 23 horas!). Esses aí dizem mais asneiras no universo facebookiano que qualquer um outro. Para eles, qualquer espetáculo em seus encontros de línguas mais que estranhas, vira vídeo viral e se propaga como se fosse a manifestação mosaica de Deus na era da graça!
Que dizer então das publicações de hora de almoço, de ida ao shopping, à feira, ao consultório, ao banheiro, ao dormir, ao fazer amor com o parceiro ou parceira e dos desabafos de tristeza, de luto, de raiva, de dor e das publicações de adolescentes e idiotas adultos que querem a todo custo chamar a atenção, tirando fotos perto de carros caros e de lugares fantásticos?
Há uma necessidade de compartilhar o que deveria ser não compartilhável, o que deveria ser sagrado, secreto, íntimo, pessoal e proibido. A ferramenta mais poderosa da internet, é também a mais perigosa, é ela que publica nossos segredos e nos descreve como os idiotas da era da informação, idiotas que posam de sagazes e inteligentes!
Os absurdos facebookianos não tem fim. Vão desde a exposição pública da própria vida, até às traições conjugais, de amigos, ideológicas e espirituais. Dão a volta no mundo e são considerados como: as mais curtidas, denunciando assim o estado deplorável de almas enlameadas pela burrice e pela insanidade. É o retrato de uma geração incapaz de perceber os valores da vida, ou que, propositalmente, os distorce, admitindo um estilo que os está confinando a uma vida medíocre e sem precedentes na história da humanidade (sem exageros!)

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