22 de set de 2014

Esse Nosso Cristianismo


Você já observou que a maioria das coisas que fazemos são justamente aquelas que a Bíblia diz para não fazermos? É incrível como não conseguimos viver à altura dos princípios estabelecidos pela Palavra de Deus e como escolhemos um estilo de vida que atenda às exigências do nosso sistema religioso em detrimento das verdades mais profundas do cristianismo!
Você já parou para avaliar a sua vida colocando-a em frente com a Bíblia? Por exemplo: quando a Bíblia diz que nós vemos e julgamos os homens pela aparência, enquanto Deus vê o homem por dentro, Ele vê o seu coração (1 Sm. 16:7), porque continuamos a tratar as pessoas a partir da marca de sua roupa, do tipo de seu carro, de sua posição social e do lugar onde mora? Porque temos a tendência de tratar o irmão mais abastado melhor do que aquele que vive em situação mais humilde?Porque aclamamos os Conferencistas em seus ternos brilhantes e desprezamos os humildes missionários que nada tem para ostentar? Porque, às vezes, nem falamos com aquela senhora humilde que se senta lá no fundo da igreja e porque sequer sabemos seu nome, principalmente se a igreja tiver a partir de cem membros?
Jesus condenou a atitude dos escribas e fariseus que amavam serem vistos, cumprimentados em público e faziam tudo para assentarem-se nas principais cadeiras da sinagoga (Mc. 12:38,39; Mt. 23:5,6; Lc. 20:46); e porque em nossos Congressos e Convenções disputamos espaço nos púlpitos e fazemos tudo para sermos notados e ainda usamos o argumento de que esta é a nossa oportunidade de fazermo-nos conhecidos?
Porque Jesus disse que se sua mão esquerda fizer alguma doação que não ficasse sabendo a direita e que não se fizesse tocar trombeta quando fizéssemos alguma boa ação (Mt. 6:1-3), e nós temos a mania de marcar nossos envelopes de dízimos e fazer com que todos saibam quanto  ou porque demos tal dádiva? 
Porque Jesus disse que deveríamos saudar com a paz indistintamente a todos numa casa (Mt. 10: 12,13) e nós tivemos a "brilhante" ideia de saudar os irmãos com a paz do Senhor e o amigos com um boa noite ou boa tarde e ainda dizem: "com uma boa noite de salvação"?
Jesus disse que deveríamos tirar a "trave" de nosso olho, para então tirar o "argueiro" do olho do irmão (Mt. 7: 3-5), numa declaração taxativa de que devemos olhar primeiro para nós mesmos antes de julgarmos as ações do próximo. Mas nós fazemos exatamente o contrário: julgamos, sentenciamos e condenamos o irmão e escondemos nossa podridão e ainda posamos de santo como se Deus fosse menino!
Porque, à luz da Bíblia, a pregação do Evangelho e todo investimento em missões deve ser prioridade e nós tornamos prioridade o que na verdade é secundário (Is. 5: 20)? Porque nos tornamos para dentro das quatro paredes do templo quando nossa maior tarefa é fora dela? Acaso "Igreja" não vem do grego Eklesia e não quer dizer "tirados para fora"? Não diz a Escritura que Ele nos chamou a fim de anunciarmos suas virtudes (1 Pe. 2:9)? Porque então não o fazemos? Porque nos escondemos em nossas atividades, trancamos nossas portas em nossos cultos de oração e de ensino e fazemos mais atividades voltadas para nós mesmos do que para o pecador?
Ah, este nosso cristianismo! Ah, esta nossa santidade! Ah, este nosso destino celestial! Ah, esta nossa fé! Será que somos realmente seguidores de Cristo ou nos iludimos nas teias de nosso denominacionalismo e nos gloriamos em nossa esplendorosa congregação, enquanto fazemos dos princípios da Palavra de Deus apenas um código sagrado que publicamos aos quatro ventos, mas que não é preciso viver ou morrer por ele?!
Porquê, ao invés de termos prazer na meditação da Palavra de Deus (Sl. 1: 2), preenchemos as lacunas de nossa liturgia com todo tipo de entretenimento e fadamos nossos cultos a um encontro medíocre, onde Deus não fala porque decidimos que nossas programações são mais sagradas que a exposição da Escritura Sagrada?!
Porque pregamos o amor e estamos em guerra? Porque condenamos os atos de barbárie dos muçulmanos e somos tão facciosos e tendemos a matar o irmão e a excluí-lo, se possível for, basta entendermos que o tal é pecador?!
Nossa fé, nossa vida cristã, é mesmo aquela pregada e ensinada por Cristo? A vida que vivemos como cristãos é mesmo aquela pela qual Cristo morreu e pela qual nossos pais na fé foram martirizados?


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