25 de set de 2014

Uma Breve Conversão à Solidariedade


É espantoso como o oportunismo se manifesta abertamente em tempos de campanha eleitoral e como passa desapercebido por uma massa que historicamente só conhece o "voto de cabresto". Alguns antigos diziam que o povo gosta de ser enganado, gosta tanto que houve uma época em que o jargão esdrúxulo: "ele rouba, mas faz", que dizia respeito a um certo candidato daqui da terra de "meu rei", se tornou uma afirmativa lúcida e porque não dizer, "politicamente correta"!
Nesse festival de oportunismo e cinismo escancarado, o político que se professa "crente", é igualzinho ao "maledito" do político "cobra criada" que nunca fez efetivamente nada, mas está pronto para apresentar praticamente um acervo de realizações que ninguém nunca viu, nem soube!
Eu considero que eles sofrem o que chamo de "breve conversão à solidariedade"! Durante o mandato, somem e, com um sorriso, sempre dizem "não", embasando a negativa em argumentos previamente elaborados para estas situações e ainda assim são aplaudidos por gente desatenta à malignidade desses oportunistas!
No caso dos "crentes", compram votos através de "ofertas", doam comida, lazer e conduções para levarem suas "presas", vítimas da própria ambição, burrice e falta de discernimento, ao que eles chamam de culto, mas que no fundo nada mais é do que a oportunidade de ouro para laçarem suas redes e trazerem seus votos de forma fácil. 
Fazem serviços sociais em forma de show com todo tipo de holofote possível, posam como "preocupados" pelo bem estar, sorrisos que lembram as cenas de filmes de Hollywood que retratam a hipocrisia de políticos corruptos e dispostos a todo tipo de ilícito para ganhar votos!
Da noite para o dia, sofrem uma conversão à solidariedade, conversão breve, só notada em campanhas eleitorais, mas que traveste-se de atitudes de "bom samaritano"!
O que mais me admira não é maldade desta gente, não é este festival de oportunismo cínico e maléfico; o que mais me espanta é que a massa gosta. Parece que está na índole deles. Se vai ter certos benefícios, se satisfará os interesses próprios, porque não? Porque não se vender, porque não fingir que não está entendendo? Porque perder esta oportunidade?
E assim, eles fingem que se importam e esta gente tão culpada quanto eles, fingem que acreditam!

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