16 de out de 2014

O Clima Adesal X Ceadeb


Nunca tratei este assunto com desdém e, todas as vezes que o mencionei, foi sob o meu ponto de vista e fruto daquilo que entendo como ético, moral e bíblico. Sempre entendi que ambos os lados cometeram erros grotescos  e que muitas coisas poderiam ser evitadas se os orgulhos fossem colocados de lado. Todavia, critiquei aqui neste blog a maneira cruel como a CEADEB tratou a igreja de Salvador e manipulou opiniões fazendo com que todos os que não concordassem com ela fossem vistos como rebeldes! Naquela ocasião, até a CGADB era alvo de duras críticas e seu Presidente chegou a ser chamado até de "feiticeiro". A idéia era: se a Bíblia diz que o pecado de rebeldia é como o de feitiçaria e, se a CGADB "apoiava" a Adesal, logo, o Presidente da CGADB era feiticeiro! Absurdo dos absurdos, mas fazer o quê? Era o desespero de quem queria a qualquer custo ter a razão. 
Bem, esta história nojenta já cheirou mal demais e dá repula em pensar na postura de alguns pastores da Adesal e de alguns pastores ceadebianos, esses últimos posavam de guerreiros em uma cruzada, numa tentativa insana de calar quem protestava! O tempo passou e o principal processo movido contra a Adesal foi extinto depois da decisão judicial reconhecer a ilegitimidade das acusações. É claro que ainda tem muita coisa a rolar, embargos e coisa e tal, como já está acontecendo. Mas as coisas começaram a ter um clima estranho. 
Alguns vem com um discurso de reaproximação, outros colocaram as pedras da execração pública temporariamente no chão, outros ainda afirmam que o próprio Presidente da CEADEB já discursou sobre parar, dá uma trégua, agora os pastores da Adeal podem visitar igrejas da CEADEB. Não sei se essa balela toda é boato ou se é verdade, o que percebo é que o princípio bíblico do perdão vai ficando de lado. Quebram-se princípios, ferem-se vidas, violam-se direitos, escandalizam o nome de Jesus, execram os irmãos de fé, apropriam-se de bens imóveis alheios, promovem badernas, e depois querem estabelecer um clima de paz, tapando uma ferida crônica com uma bandagem inadequada.
Vivemos um clima de desconfianças e de incertezas, onde ninguém quer dar o primeiro passo em direção a uma reconciliação séria e bíblica, onde os orgulhos falam mais alto e onde, enquanto tiver uma instância na justiça comum a quem se possa recorrer, todos preferirão essa falsa paz que mais parece acordo político.
Precisa-se definir que tipo de paz estamos falando. Que paz é esta em que processos continuam na justiça comum? Esse clima de desconfiança precisa terminar e é papel meu e de cada crente, tanto da Adesal quanto da Ceadeb, começar a entender que o Eterno Deus nos cobrará em seu devido tempo. É preciso deixar claro que não somos rebeldes e que temos direitos garantidos em nossa Constituição. Não somos obrigados a pertencermos a qualquer instituição ou grupo social. Isto não é pecado, isto é direito, é democrático, é livre arbítrio!
Todavia, independente de direitos ou razões, de qualquer das partes, precisamos agora, pôr um ponto final nesta fatídica história que foi escrita na contra-mão da vontade de Deus e que precisa ser reescrita. É preciso que se estabeleça um clima de verdadeira paz, onde cada um caminhe no caminho que escolheu diante de Deus, que cada um tenha sua autonomia, mas com a consciência limpa, sem usar dos artifícios usados até aqui. Que o perdão não seja cínico e político como vejo acontecendo em algumas reuniões convencionais, que nossas lideranças e eu, todos nós, reconheçamos que, antes de qualquer interesse político, somos crentes, salvos, dizemos que caminhamos para o céu e isto não pode ser mero discurso, tem que ser muito mais que nossa ideologia, é nossa fé.

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