29 de out de 2014

Por Uma Adesal Melhor


Não quero ser simplista, mas as soluções para a Adesal são simples, sim senhor. Outro dia, depois de ouvir certo ministro falando dos reflexos na vida espiritual da Igreja causados pelos problemas de ordem financeira, um outro ministro imediatamente o rebateu dizendo que aquele estava confundindo os assuntos técnicos da Igreja com os espirituais! Oi? Meu amigo e pastor desavisado, deixe-me lembrá-lo que, apesar da Igreja ser organismo e organização, tudo que você faz em sua organização nos diversos setores, terão relevantes reflexos nela como organismo. Exemplozinho básico, consideraria até medíocre, mas vamos lá: Se a Igreja tem sérios problemas de ordem financeira e isso é de conhecimento dos membros e congregados, é mais que óbvio ô "abençoado", que isto trará sérios reflexos na vida espiritual da instituição! Um povo decepcionado, frustrado com a liderança e, principalmente, que não acredita mais nela, desanimará. Daí decorrerão feridas, afastamentos, desilusões e toda sorte de males que afetarão frontalmente a vida espiritual da Igreja. É fato!
Bem, vamos ao que interessa: nos últimos quase três meses, a Igreja de Salvador, Adesal, voltou a ter sua auto estima lá em cima. Tivemos duas vitórias em processos da CEADEB contra nós, ambas postadas  neste blog. (Processo Extinto e Queda de Embargo). No setor onde sou Pastor, por exemplo, vi as pessoas jubilarem e, no semblante delas dava para perceber um respiro de alívio e, ao mesmo tempo de quem quer dizer: "Hum, então tínhamos razão!". Isso deu um oxigênio também às lideranças, principalmente ao Presidente que passou a reunir o Conselho Consultivo para deliberar acerca de uma eleição de nova Diretoria. 
O desejo do Presidente e de muitos Líderes Setoriais é que passemos a escrever uma nova história, viremos uma página marcada por impedimentos e desarrumações sem precedentes na história desta Igreja. Pra isso, é necessário a união dos Pastores Setoriais, Superintendentes de Congregação, Obreiros em geral e toda membresia! Não é possível que nos comportemos como ministros da inquisição numa caça às bruxas! É preciso simplesmente "eliminar" (pelo amor de Deus, eliminar aqui é não dar mais oportunidade) as velhas figuras que já deram provas cabais de incapacidade administrativa! Elegermos uma Diretoria capaz de confrontar de forma ética, supostas atitudes irregulares de qualquer de seus pares na Mesa Diretora, incluindo do Presidente, se for o caso!
Para que uma eleição da Diretoria redunde em uma via de salvação para este estado de coisas, é necessário:
  1. Reformar o Estatuto e Regimento Interno: existem artigos que dizem respeito à eleição e composição da Mesa Diretora que, em minha simples interpretação, comprometem o estado democrático de direito. Para garantir a democracia que tanto exigimos que exista na vida secular, é preciso mudanças urgentes que coadunem com este espírito democrático!
  2. Uma vez reformado o Estatuto nesses artigos, é preciso que haja eleição da nova Mesa Diretora de todos os cargos, eu estou dizendo: TODOS.
  3. Como disse acima, é preciso renovar, não podemos aceitar a presença de gente que já esteve envolvida com problemas de resoluções duvidosas, réu em dossiês, etc. É preciso que a Assembléia esteja atenta para isto e não permita que nomes sobre os quais pairam dúvidas, voltem a compor a Mesa Diretora desta Igreja.
  4. É preciso criar mecanismos estatutários para que, não só o Conselho Fiscal, mas a Tesouraria tenha a autonomia de tomar as decisões necessárias para evitar os erros do passado e colocar a Igreja num caminho de enxugamento da máquina, diminuição de despesas, planejamento, renegociação e modernização do sistema financeiro da instituição.
Penso em outros pontos importantíssimos, mas acredito que esses quatro são basilares neste momento delicado que vivemos. Eles só serão possíveis com uma gana pelo melhor para esta igreja, onde desapareçam os interesses pessoais e as guerrinhas de ego. 
Antes de tudo isso porém, é preciso um voltar sincero para Deus, um arrependimento (tem uma turma aí que diz que não se pode confundir os problemas técnicos com os espirituais da Igreja, que não gosta deste discurso não.). É preciso um desejo de agradar a Deus independente de qualquer coisa. É necessário renúncia, é necessário sofrer o dano (1 Co. 6:7)!
Que Deus abençoe e dê sabedoria ao Presidente!

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