3 de nov de 2014

Por Uma Adesal Melhor - Parte II


A Adesal já passou por momentos difíceis e vem vencendo todos por que ela é a Assembleia de Deus em Salvador, cujo comandante e dono é Jesus Cristo! Ele está à sua frente e é Ele quem peleja por ela. Em 1997, quando o Pastor Israel Alves assumiu o pastorado e presidência desta Igreja, ela passava por um dos momentos mais críticos de sua história. Esperança e revolta se misturavam num sentimento que poderia resultar numa fragmentação da instituição e de seus membros. 
O Pastor Israel Alves Ferreira, foi um instrumento poderoso de Deus para restaurar esta igreja espiritualmente e institucionalmente. A Igreja ganhou nova cara. De forma até um pouco rápido demais, ao meu ver, profundas transformações foram sendo processadas. A departamentalização, embora tenha seus pontos negativos, foi uma forma de modernizar a igreja e propiciar que segmentos dentro dela se organizassem e tivessem seu espaço na agenda e nos diversos ministérios.
O ensino passou a ser a marca. Ainda antes do primeiro Congresso Nacional de Escola Dominical em 1998, no Rio de Janeiro, evento do qual tive o prazer de participar como Coordenador de Ensino do Setor 7 - Periperi, a Adesal já vivia momentos de despertamento nesta área através dos vários encontros em Salvador sob a direção da irmã Elionai Costa, Eri Miranda e outras. A ESTEADEB (Escola de Teologia da  Assembleia de Deus na Bahia/Brasil), ganhou fôlego, apesar das inúmeras dificuldades e limitações que tem até hoje!
Não há dúvidas de que a Igreja ganhou em evangelismo e discipulado. Estes dois departamentos, além de se organizarem, passaram a utilizar-se de estratégias novas até então não muito utilizada pela instituição. O número de novos na fé que descem às águas hoje, fica entre três e quatro mil ao ano! Um sinal palpável de que a Igreja cresce e que tem em seu quadro de obreiros, homens e mulheres de Deus preocupados com o seu Reino.
A setorização, que hoje tem muita coisa a melhorar, é também uma forma de gerir a instituição, uma forma que dá certo, principalmente quando cada um de nós cumpre sua parte. Os Pastores Setoriais são hoje o Conselho Consultivo da Igreja e são eles que garantem, nas diversas áreas de Salvador, a estabilidade, a paz e ajudam o Presidente na condução do rebanho.
Na crise de 2010, eles foram importantíssimos no processo de unificação da Igreja e a maioria, evitou sérios problemas para o Presidente.
Entendo que a Adesal é minha Igreja, amo e respeito meu líder, Pastor Israel Alves, e presto honra aos meus companheiros de ministério, tanto os demais Pastores de Setor como o ministério em geral, mas isso não me impede de expressar a verdade, verdade, diga-se de passagem, que é comentada nos bastidores de nossas reuniões. A verdade de que precisamos de mudanças profundas nesta igreja. A verdade só é dita por amigos, meus caros. A verdade não pode ser escondida debaixo do tapete de um falso sorriso, de um tapinha nas costas, nem pelos interesses pessoais de quem quer usufruir de determinada situação!
O fato de acreditar em meu Líder é que me leva pregar uma mudança já, pois sei que este é o seu anseio e da maioria de todos os pastores e líderes sérios desta instituição.
Em minha última postagem fui duramente criticado por quem não me conhece e, se quer, se deu ao luxo de procurar-me, ao estilo de um dos ensinos neotestamentários, que diz que, se tivermos alguma coisa contra o nosso irmão, devemos ir até ele, e, se ele não ouvir, aí tenta-se resolver com a presença de testemunhas e, se não ouvir também, leva-o à Igreja. Se o cara continuar insensível, considera-o réu. Mas parece que em nosso meio a gente primeiro considera réu antes de qualquer coisa!
Sou a favor de mudanças, mudanças fazem parte de qualquer estado democrático, elas garantem o surgimento do novo e de soluções inovadoras através  modelos diferentes. 
Não fiquem zangados comigo companheiros, os amo em Cristo e, como vocês, oro e almejo dias melhores para meu Presidente, que teve, juntamente conosco, uma grande vitória num dos mais importantes processos movidos contra a Adesal pela Ceadeb e, dias melhores para a Igreja.

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