28 de abr de 2014

A Copa das Ilusões e a Igreja

A Mídia, a mesma que critica o maior evento mundial de futebol, fala todo dia: "esta vai ser a maior copa de todos os tempos". O Brasil todo está vestindo o verde e amarelo; as ruas, acessos e rodovias estão tomando novas direções e ajustando-se ao evento que atrairá cerca de 280 nações para cá. Toda estrutura está sendo montada com o suposto dinheiro privado, apesar da desconfiança nacional de que os recursos vem mesmo é dos cofres públicos! O Hino Nacional está sendo mencionado nas escolas como se a Copa fosse o real motivo para entoá-lo, o mesmo hino que em cadernos de algumas escolas municipais veio com erros de português ou "gráficos" de fazer Ruy Barbosa revirar-se em seu túmulo mais que centenário.
A euforia profetizada, aos poucos vai se transformando em vergonha para políticos e brasileiros antenados neste contexto de revoltas, protestos, greves e gritos de um povo que se despertou com o movimento dos R$ 0,20. 
O que seria uma oportunidade única de se afirmar no cenário internacional, lentamente vai se transformando numa possível vergonha global, onde os horrores das desigualdades sociais, do desmando nos bastidores políticos, da audácia de criar um Programa de Voluntariado numa Copa que enriquece mais os bilionários e empobrece mais os miseráveis, se torna motivo de nossos desabafos em redes sociais, sites e blogs e coloca nossa nação no ranking dos países mais injustos do mundo.
O sonho de se ter uma Copa aqui agora é na verdade nosso pesadelo. A sociedade paulatinamente se manifesta, grita, numa clara denúncia de que nossa nação não suporta mais viver de sonhos vendidos na mídia comprada pelos poderosos. A ilusão agora é mais forte que a euforia. Se tornou ilusão quando denúncias de que certos moradores de localidades menos privilegiadas estariam sendo desabrigados para construção de vias e acessos que fazem parte do contexto desta copa desumana. Se tornou ilusão quando o povo começou a perceber que, além de estar financiando a Copa, está sendo também "aliciado" para um Programa de Voluntariado que explora a mão de obra nacional em favor do estrangeiro e da FIFA.
Mas o que fazer? Viver docemente a ilusão? Vestir a camisa verde e amarelo com seu brasão de penta campeão e ir ao estádio pagando uma fortuna por uma entrada, comer pipoca e assistir de camarote o espetáculo montado para distrairmo-nos enquanto preparam nossa forca?
O que podemos fazer como Igreja neste contexto? Ficar aqui como estou agora, por trás de minha escrivaninha, escrevendo um texto crítico? Postar minha dor e desilusão na internet enquanto eles riem, faturam e levam-nos ao cativeiro das injustiças sociais que desde a colonização campeia nesta nação tupiniquim?
Para a Igreja, esta Copa não seria como uma moeda de duas faces? Qual o outro lado desta moeda?
Bem, 280 nações estarão aqui. O fluxo de pessoas em hotéis, pousadas, aeroportos, clubes e em locais do centro das grandes metrópoles deste país aumentarão assustadoramente e todos eles estarão também com fome e sede de Deus. A grande maioria não sabe, mas um dos motivos pelos quais desejam viver as emoções da Copa é porque na verdade estão procurando Deus! 
Durante a Copa tais pessoas e mesmo os brasileiros estarão dispostos a manterem relacionamentos, falarem, comentarem sobre a Copa. O estrangeiro quererá aprender sobre nós e nossos futebol. Teremos a oportunidade única de falar com eles e avisar-lhes do perigo espiritual em que correm. Eu diria que a Igreja do Brasil terá a oportunidade de transculturar-se sem sair de seu país! Poderá falar do amor de Deus a nações onde o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo não tem penetração, onde ser cristão é um crime e anunciar o Evangelho é desafiar as leis.
A Igreja pode aproveitar esta oportunidade! O que para alguns é a oportunidade de ganhar dinheiro, explorar o indouto, afundar a nação em dívidas, para a Igreja é a oportunidade de ir ao mundo dentro de sua própria casa!
Igrejas de várias denominações no Brasil estão montando estratégias e elaborando projetos que alcançarão nossos visitantes internacionais em sua própria língua. Nossa juventude precisa sair urgente da zona de conforto e montar espetáculos públicos, manifestações pacíficas onde se anuncie a Mensagem da Cruz e desperte o perdido para a volta de Nossos Senhor Jesus Cristo. Será também a oportunidade da Igreja se manifestar contra os sérios problemas em que nossa sociedade vem se mergulhando. A pedofilia, a homossexualização (termo que inventei agora) da sociedade, entre outros, são assuntos que a Igreja não pode negligenciar e deve discutir com a sociedade, mostrando-lhe o grande plano de Deus para ela. 
Na Copa do Mundo, a Igreja poderá ir às ruas, aos estádios, hotéis, aeroportos e regiões de acesso aos jogos com faixas, camisetas, literaturas bilíngues, e anunciar ao Mundo, sem atravessar nossas fronteiras que Jesus Cristo é o Salvador e que em breve voltará!
A Copa das Ilusões poderá ser para nós, a Copa da Oportunidade!

20 de abr de 2014

Uma Breve e Simples Ministração Acerca da Páscoa Para os Novos na Fé no Povoado de Santo Antonio em Mundo Novo/Ba., Nosso Trabalho Missionário.


14 de abr de 2014

Igreja é Invadida

O Pastor José Fiel ficou alarmado quando se deu conta com o que aconteceu com sua igreja. Pastor a cerca de vinte anos na congregação dos Chamados, à Rua do Reino, ele sempre se posicionou como um defensor do rebanho, tendo sempre o cuidado de aplicar-lhe fortes doses de uma vacina que chamava de "doutrina". Apaixonado pela vocação e com um relevante trabalho prestado na área do evangelismo e discipulado, o Pastor José Fiel ganhou notoriedade pela humildade e pelo incansável trabalho de casa em casa. Tudo era feito para evitar o que vem acontecendo ultimamente com o seu rebanho. 
De uns anos para cá, ele percebeu um leve desencanto pela pregação genuína por parte de alguns dos membros de sua congregação, quando começaram a rejeitar as doses de vacinas da doutrina com substâncias como santidade, calvário, doutrina do inferno, céu, renúncia e outras. O Pastor percebeu que precisava fazer alguma coisa para mudar a situação e ouviu que alguns de seus colegas de ministério estariam enfrentado as mesmas dificuldades, todavia, tinham conseguido burlar a mísera situação. Mesmo não concordando com os métodos dos colegas de outras igrejas, o Pastor Fiel resolveu usar as mesmas estratégias sob a alegação de que precisaria segurar o rebanho e evitar a evasão que lentamente se iniciava. As vacinas com doutrinas de regeneração, cruz do calvário, santidade, comunhão, e outras ministradas sempre com muita graça pelo Pastor José Fiel, passou a ser substituída por outras substâncias de certo laboratório que chamavam de Teologia da Prosperidade cuja herança vinha de um certo positivismo de partes do Oriente e de outros laboratórios.
Apesar do sucesso, pois a nova substância prometia resultados como "restituição", "vitória com sabor de mel","virada", "você é campeão", etc, que vinham sempre acompanhadas de jargões como "receba", a nova substância aplicada pelo Pastor José Fiel, além de não vir do laboratório da Bíblia, onde princípios saudáveis de vida eterna foram estabelecidos pelo Dono de sua Igreja, vinha causando um mal que especialistas com experiência em cuidar de rebanhos e com larga intimidade com a Bíblia, chamam de "superficialidade da vida cristã" ou simplesmente de "apostasia".
Não há dúvidas de que em alguns cultos, o número de frequentadores cresceu, mas só em cultos como "Dia Tal da Vitória" Manhã, Tarde ou Noite dos Milagres", "Semanas de Avivamento", "Congressos Proféticos", etc. Mas nos cultos de Doutrina, Escola Dominical, Encontros de Oração e Jejum, nesses encontros que refletem a verdadeira vida em comunidade da igreja, o número diminuiu e a euforia já não era mais a mesma. 
Por causa disto, o Pastor Fiel percebeu seu erro e viu que sua igreja estava sendo invadida por inimigos convidados por ele mesmo e pela sede do povo que não soube discernir os espíritos e que estava ávido por novidades. A sedução das novas tendências teológicas atraiu a igreja do pastor José Fiel para uma armadilha fantasiada de coisas novas, de um novo tempo, para uma era de inovações que só enfraqueceu o rebanho e o fez pensar que o que era pecado agora deixara de ser, que as armas do jejum, oração e leitura bíblica, agora não eram mais necessárias.
A Igreja do Pastor Fiel tinha sido invadida por inimigos difíceis de vencer e que, para vencê-los terá que pagar um alto preço. Fala-se até do preço da impopularidade, tão temido por pastores acostumados com os aplausos e elogios. Os poucos pastores que ultimamente se mantêm fiéis aos princípios dos quais o Pastor Fiel se afastou, falam de preços como a diminuição do número de fiéis e aumento da qualidade de vida cristã e uma dedicação a um trabalho de campo que chamam de evangelismo e discipulado à luz do simples Evangelho, com um total abandono das inovações teológicas abraçadas pelo Pastor José Fiel e repúdio firme ao pecado, falando abertamente contra ele e aplicando fortes doses das doutrinas antes usadas pelo Pastor Fiel.
Atualmente, o Pastor Fiel vive uma forte desolação por sentir medo de abrir mão das benesses oferecidas pelas novas tendências teológicas, embora reconheça que sua igreja tenha saído da plenitude da fé e da vida em Cristo para a mediocridade e a superficialidade espiritual, tornando-se um rebanho hipócrita e distante de Deus.
Oremos por todos os Pastores Fiéis, que lutam contra a voz do Espírito Santo, que sabem dos perigos de manter o rebanho escravo desses inimigos alojados nas pregações, nas liturgias e nas relações da igreja.

7 de abr de 2014

Minha Fé em Minha Adolescencia

As imagens vivas em minha mente da minha igreja nos meus tempos de adolescente, é a imagem da euforia e do entusiasmo. Por várias vezes senti que não poderia suportar o fardo que meus líderes lançavam sobre mim, todavia, aquelas exigências se tornavam fáceis de seguir quando me via diante da presença de meu Senhor, tão invocada e temida em nossos cultos!
Sinceramente, quase que nem sentia que estava sendo exigido de mim o que a Bíblia nunca exigiu. Só comecei a perceber isto, de fato, quando mergulhei nas Escrituras. Mas enquanto novo convertido, dando os primeiros passos na fé, ansioso por viver as experiências do Batismo no Espírito Santo e por sentir aquela comunhão tão cantada em nossos hinos da Harpa Cristã e tão pregada em nossos cultos de doutrina, vivi com todas as forças de minha alma a fé, me entreguei ao serviço do Mestre e ansiei que fosse escolhido por meus líderes para alguma tarefa em especial na igreja local.
Vivi momentos de alegria e gozo, quando o coração ardia enquanto orava na antiga igreja Assembléia de Deus em Periperi, naquele prédio coberto de telha feita de barro e com uma velha palmeira na frente! Frequentei com paixão a Escola Bíblica Dominical quando aprendi com Êudice Montenero, Admilson Cerqueira, Aristides Sacramento e o Círculo de Oração foi meu altar, onde minhas lágrimas molharam meu rosto inúmeras vezes, clamando para que o Espírito Santo me ajudasse a vencer aqueles desejos carnais tão comuns do corpo adolescente que só queria agradar a Deus! Amava ouvir a amada senhora de cabelos brancos Zilda Genebra, mulher de fibra sofredora, mas que nunca reclamava. Com ela aprendi sobre persistência, humildade, fé.
Embora considerasse difícil não ceder ao chamado do mundo, cada vez mais me empolgava com a Bíblia e o chamado para algo que eu não sabia o que era. Por causa disto, juntamente com meus amigos da época, evangelizei em ônibus, no trem do subúrbio, nas ruas de Periperi, comprei com muita alegria as chamadas "fardas" do grupo de jovens, comprei os discos de vinil de Ozéias de Paula, Shirley Carvalhaes, Denise, Edson e Telma, Álvaro Tito, Nilson Lins, Danny Berros, Aba, Embaixadores de Sião e tantos outros. Sinto que vivi a fé mais que muitos jovens da geração de hoje.
Apesar das grandes lutas que passei em minha mocidade, servi com alegria, me envolvi nos congressos de Jovens de Salvador, cantei no Grande Coral da Mocidade, frequentei os estudos bíblicos de sábado à noite, ouvi gente boa como Jorão Bergstein, Martinho Damião, Rodrigo Silva Santana, Otávio Rendeiro Filho, Abrão de Almeida, Takayama, Gilvan Rodrigues, Napoleão Falcão, Juarez Machado e tantos outros homens de Deus no templo central da Liberdade.
Ah, bons tempos aqueles em que íamos a pé para as vigílias em Paripe, Plataforma, Lobato, ou então pegávamos dois transportes coletivos ou mais para ouvir Deus falar em Capelinha, Pau da Lima, Calabetão ou passávamos as manhãs de sábado no Círculo de Oração de Pernambués, quando víamos Deus usar poderosamente uma irmã por nome Rute Pestana!
Às vezes nos reuníamos para orar juntos. Lembro-me de amigos de oração como Gerson Silva, Orley, Américo Rosa, Raimunda, nossa Regente do Grupo de Jovens Harmonia Celestial e que também era uma mãezona para todos nós.
Foi o tempo em que li muito. Li: Uma Vida Cheia do Espírito Santo de Charles Finney, Torturados Por Amor a Cristo, de Richard Wurmbrand, O Diário do Pioneiro, A Síndrome de Lúcifer, A Quarta Dimensão (livro que hoje sei tem muita coisa do positivismo), O Fruto do Espírito Santo, li os livros escatológicos de Pedro Severino e Abraão de Almeida, entre tantos outros.
Apesar de ter cedido a muitas tentações, descobri o amor de Deus em meus momentos de crise de consciência quando minha fé frágil e débil tentava sobreviver ao legalismo reinante em minha denominação. Quanto mais eu lia a Bíblia e os livros recomendados por meus discipuladores, mais eu enxergava as teias legalistas em que estava envolvido naqueles anos de minha adolescência. Debati-me em minha consciência e questionei meus ensinadores sem deles ter obtido a resposta que minha alma desejava.
Só me encontrei como crente e salvo em Cristo, lendo a Bíblia e orando. Tive como meu mair discipulador mesmo, o Espírito Santo. Lembro-me que em alguns momentos em que passava em oração em minha casa durante as madrugadas, lendo a Bíblia, recebi fortes orientações de Deus para minha vida. Não devo esquecer, no entanto, que devo isto aos meus discipuladores. Apesar deles não saberem responder muitas das minhas inquietações, eles me ensinaram que eu deveria ter comunhão com Deus, que eu deveria orar e ler a Bíblia, que eu deveria frequentar o Círculo de Oração e a Escola Bíblica Dominical.
Sinto que poucos, muito poucos mesmo, dos adolescentes de hoje não vivem a fé como vivíamos na década de 70 e 80. As novas tecnologias, as novas tendências teológicas, o novo modelo da liturgia, os novos conceitos de música, adoração, comunhão, fé, que povoam a mente de nossos adolescentes hoje, difere em muito daqueles anos da minha adolescência.
CONTINUA...

4 de abr de 2014

Uma Família Diante do Altar

"Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste da face de Esaú teu irmão. Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes.

E levantemo-nos, e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho que tenho andado." 


Quem abre a Bíblia e lê este texto sem levar em consideração seu contexto, que não faz uma leitura atenta dos dois capítulos anteriores, poderá imaginar que Deus queria apenas que Jacó saísse um pouco de sua rotina e fizesse algo novo no aspecto espiritual. Mas não. Por que Deus faria com que o Patriarca Jacó desmontasse sua Caravana constituída de família, escravos, soldados, animais para ir em direção ao norte, 20 Km? 
Primeiro, viremos nosso olhar para a situação em que vivia o velho Jacó. Nos capítulos 32 e 33 a vida de Jacó da uma virada inimaginável. Ele tem um encontro com Deus no Vale de Jaboque, seu nome é mudado pelo próprio Deus e ainda consegue reconciliar-se com seu irmão, resolvendo um problema familiar de mais de 20 anos! Além disso, estabelece residência em Salém, onde compra uma propriedade (Gn. 33:18,19). Tudo parecia bem até que sua filha Diná vive a amarga experiência de ser violentada pelo príncipe daquela terra, Siquém (Gn. 34:1,2). Mesmo sendo aconselhados pelo pai para que não usassem de violência para com o agressor de sua irmã, dois dos filhos de Jacó, Simeão e Levi, fazem uma falsa aliança com Siquém e os moradores de sua cidade e os mata. (Gn. 34:6-29).
Quando Jacó descobre o que seus filhos fizeram, o medo de morrer com toda sua casa toma conta do velho coração do Patriarca (Gn. 34:30).
Pense comigo: Como estava a casa de Jacó? Qual o estado emocional, psicológico e espiritual no lar do homem que chegara àquela terra achando que seus problemas estavam resolvidos? Ele tinha em casa uma filha vítima de violência sexual e dois filhos que traziam nas mãos o sangue de toda uma cidade! Dá para sentir a dor nas palavras de Jacó no capítulo 34, versículo 30: "...tendes-me turbado, fazendo-me cheirar mal entre os moradores desta terra, entre os cananeus e perizeus; tendo eu pouco povo em número, eles juntar-se-ão, e serei destruído, eu e minha casa."
É nesta hora de amargura, desilusão, quando todos os sonhos daquela família patriarcal se desvanecem, quando o medo é o sentimento mais forte no coração experiente do pai de Diná, que Deus lhe ordena a subir a Betel!
O que eu gosto neste texto de Gênesis 35:1, é perceber que o Eterno Deus sempre vem a nós em momentos de grandes turbações, Ele, o Onisciente, percebe nossos desesperos. Ele se apresenta em meio às turbulências da vida e nos dá um norte, orienta-nos, ainda que não tenhamos a compreensão exata de suas ordens. Parece que o Valente de Jacó queria dizer: "Em meu altar Jacó, em minha presença, adorando, é o lugar de tua família. Em meu altar deve ficar tuas frustrações, deve ficar tua filha violada e teus filhos revoltados!"
Segundo, Jacó teve uma idéia do que Deus queria, ele convocou a família e todos os que viajavam com ele. Ele levou sua família ao altar de Deus! Como é bom quando interpretamos corretamente a vontade de Deus, é maravilhoso ter as percepções espirituais aguçadas e entender a orientação de Deus em momentos de adversidades. Deus não queria apenas que edificasse um altar em Betel, mas que fixasse residência lá. Talvez Deus não tivesse nenhum propósito com Jacó em Salém, talvez não fosse o plano de Deus que ele comprasse terras naquele lugar. O fato é que Deus agora reorienta a vida daquele pai de coração temeroso e dá um norte para aquela família assaltada por tamanha desgraça!
Terceiro, Jacó lidera uma limpeza total, um arrumar das coisas, um "avivamento" varre o acampamento do patriarca. Ele convoca a uma conversão: "...Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes..." disse Jacó. Ele portanto, ouve a voz de Deus e toma atitudes baseadas na orientação do Eterno.
Quarto, o versículo 5 diz que Deus enviou um "terror" sobre as cidades vizinhas de modo que ninguém tocou neles. A família de Jacó faz sua viagem rumo ao altar de Deus sob a divina proteção. Lembre-se que este era o mair medo de Jacó: morrer sob a espada dos moradores daquela região, ser vítima da fúria dos moradores da região de Salém! Quando levamos nossa família ao altar de Deus, o próprio Deus garantirá que o façamos debaixo de sua proteção. Aproveito para te dizer que se você levar tua família hoje ao altar de Deus, ninguém poderá te fazer dano algum,  nenhum inimigo te alcançará!
A partir daí, depois de levar sua família ao altar de Deus em Betel, sua vida tem uma outra virada, marcada por perdas e renovações de alianças com Deus. Em Betel Débora morre, mas em Betel Deus renova sua aliança com Jacó (Gn. 35:6-13).

A mudança de visão da vida

O nascimento do segundo e último filho de Raquel foi traumático (Gn. 35:17-19). Raquel morre no parto, a mulher da vida de Jacó. Quiseram colocar o nome da criança, Benoni (filho da minha dor), mas Jacó o chamou de Benjamim (filho da destra). Enquanto queriam relacionar o último filho da sua amada à dor, à perda, Jacó conseguiu ver na dor a vitória. Aquela atitude demonstrou a sua nova maneira de ver a vida. Era como se quisesse dizer: "Não, não fadarei a minha vida e de meu filho, o filho último de minha amada, à dor e à perda. Ele será 'filho da destra', ele será motivo de força e alegria e jamais de derrota" Com isso, ele tira da tristeza, alegria e consegue olhar positivamente para a vida! Mais tarde ele profeticamente disse de Benjamim: "Benjamim é lobo que despedaça, pela manhã comerá a presa, e à tarde repartirá o despojo" (Gn. 49:27). Jacó, em meio às lágrimas, com o coração partido pela morte de Raquel, consegue ver em seu filho a esperança! Sua visão de vida tinha mudado.
No Blog A Tenda na Rocha, Wilma Rejane faz uma linda exposição deste episódio (Leia aqui).
Leve hoje sua família ao altar de Deus. Talvez vivas uma circunstância tempestuosa em tua casa. Talvez tua família esteja marcada por desventuras que tem deixado profundas marcas, traumas. Talvez teu coração esteja cheio de tristezas e mágoas, ou o teu lar tenha se tornado no ambiente mais inóspito que você conheça. Talvez não tenhas sequer motivos para voltar para tua casa depois de um dia fora dela. Por favor, ouça hoje a voz de Deus, ouça-o falando enquanto lês este texto. Suba ao altar de Deus! Convoque tua casa, promova uma limpeza espiritual. Ouça a voz de Deus agora, Ele quer mudar a história de de tua casa. Leve tua família ao altar de Deus!

  

1 de abr de 2014

O Tom das Discussões de Idéias, Não Pode Ser o da Arrogância

O ser humano é dotado da capacidade de organizar idéias e discuti-las. Também é dotado da capacidade de entender que as idéias podem ser questionadas e que seu semelhante também tem idéias que muitas vezes contrariam as suas. Mas este mesmo ser humano também, às vezes, escolhe a tola atitude  de achar que suas idéias não podem ser questionadas e que o outro, simplesmente por não pensar como ele, é um inimigo mortal. Esta atitude além de ser tola, é o resultado de uma cultura ou educação deficientes, enfim, é ignorância!
Homens e mulheres que não tem condições de discutir o que pensam no campo das idéias, são um problema para os grupos sociais e se tornam pivôs de divisões, contendas, ofensas, agressões, etc. Tais pessoas devem ser ouvidas, pois afinal, como disse, o direito de divergir está na natureza humana. Mas divergir, usar de meios medíocres como a ofensa, não.
Essa atitude de humilhar, atingir quem pensa diferente é arrogância e denuncia um despreparo para a vida em comunidade. Arrogância porque demonstra o sentimento de quem se constitui dono da razão, razão que não pode ser questionada. Mas também é sinal contundente da falta de argumentação.
Geralmente a falta de argumentação tem que ser justificada e o ser humano tem esta tosca tendência de justificá-la pela agressão ou, ainda, pelo grito ou imposição.
Acontece que, compreensão é a arte menos praticada entre os seres humanos, pois para respeitar a opinião alheia, embora não se concorde com ela, é preciso esta virtude escassa da vida, a compreensão.
Agora, imaginemos um pastor que não consegue debater no campo das idéias, que se utiliza dos meios mais mesquinhos para se afirmar, para impor o que pensa, que não suporta o fato de que o outro, embora pense diferente, deve ser respeitado e compreendido. Esse tolo pensa que compreender é o mesmo que aceitar e concordar, por isso se utiliza de expedientes como ofensa, grito, contenda.
Tais pastores em nossas Assembleias Gerais Ordinárias inviabilizam o processo democrático, impedem o curso de discussões sérias por quem está preparado para fazê-lo. Esses tais, mantém a instituição sob a treva da ignorância, roubando-nos o direito do exercício do discurso saudável e que proporciona  as descobertas de novas vias, de novos pensamentos.
O tom das discussões de idéias não pode ser o da arrogância, antes o da compreensão. Enquanto este espírito não nortear nossas relações, nossos encontros solenes, nossas reuniões convencionais ficarão fadadas ao espírito totalitarista reinante no coração dos tolos!