30 de set de 2014

12 de Outubro, Dia da Criança, Nossa Herança, Nosso Futuro






Todas as vezes que pensamos neste dia, nós pais, educadores, professores, logo pensamos em...presentes. Pensamos em como homenagear os pequeninos que amamos, nossos filhos, sobrinhos, netos, meninos de nossa comunidade, de nossa igreja. Os mais altruístas pensam em crianças à margem da sociedade, excluídas e logo passam a projetar alguma coisa que alivie aquele sofrimento que vitimaram esses infantes marginalizados.
Neste ano, a Semadesal deseja desafiar a Igreja em Salvador para ir além. Desejamos uma discussão seguida de uma ação imediata, resultado de um ressignificado do Dia da Criança para nós evangélicos  da Adesal.
O Missiólogo Luis Bush que, em 1989 lançou a expressão Janela 10/40, indicando uma área no mapa mundial onde se concentrava os povos menos alcançados do mundo com a mensagem do Evangelho, lançou também a Janela 4/14. Esta última não tem haver com nenhuma faixa no mapa múndi e sim com a faixa etária que vai dos 4 aos 14 anos. Tem haver com: crianças. Sua pesquisa observou que esta é a faixa em que acontece a maioria das conversões dos cristãos modernos. Enfim, esta é a faixa etária que mais dá crédito à pregação do Evangelho e que se entrega a Cristo hoje. Isto quer dizer que as crianças e adolescentes estão ouvindo mais a voz do Espírito Santo do que o adulto.
Mas a pesquisa de Bush não fica só aí. Preste atenção a esses dados alarmantes e perceba se estamos fazendo alguma coisa para manter esta geração fiel ao Evangelho e se estamos investindo nela a fim de garantir a saúde da igreja do amanhã:

  • 1/3 da População Mundial tem menos de 15 anos ou seja, 2,3 bilhões de crianças;
  • O total de cristãos no mundo é de 33%, ou seja, 2,3 bilhões de pessoas. Isto significa que há pelo menos 760 milhões de crianças cristãs com menos de 15 anos;
  • Se o número de cristãos praticantes é de apenas 17%, logo, são 395 milhões de crianças cristãs e isso significa que temos 395 milhões de oportunidades para mudar nossa igreja, cidade, nação, o mundo e o futuro!
Acontece que esta é também a geração conectada. Pergunte em sua igreja quantas crianças menores de 15 anos tem celular, smartphone ou tecnologia do gênero. Está provado que a maioria das crianças que acessam a pornografia, o fazem em aparelhos dados pelos próprios pais. Pesquisa do Barna Group, um instituto norte americano que presta assessoria a ministérios cristãos em pesquisas e levantamentos de dados, apontou que as crianças cristãs da atualidade estão se afastando rapidamente da cosmovisão bíblica.
A mesma pesquisa chegou à conclusão que crianças do mundo todo veem mais de 200 milhões de vídeos no youtube todos os dias, entre elas, as cristãs. São elas que votam em sites do mundo inteiro em figuras internacionais que não são, nem de longe, modelos a serem seguidos. Eles compartilham os mesmos vídeos e mensagens antibíblicas com centenas de milhares de pessoas no mundo inteiro. Enfim, ELES ESTÃO SENDO DISCIPULADOS PELO MUNDO!
A pergunta é: A Igreja perderá esta geração? Você sabe porque as Igrejas na Holanda, Espanha e Austrália estão sendo vendidas como bares, restaurantes, hotéis e mesquitas? Eles perderam uma geração! Você sabe porque depois de Josué, veio a era negra dos Juízes? Eles perderam uma geração!
As crianças representam hoje cerca de 27% do número de pessoas em nossas igrejas. Pesquisas apontam que a média dos gastos com crianças nas igrejas não passam de 3%! E dizemos que elas são o nosso futuro!
Pare e pense: se a faixa etária dos 4 aos 14 é a faixa onde as pessoas mais encontram Cristo, isto quer dizer que nós temos a responsabilidade de discipulá-los a fim de levantar uma geração comprometida com Cristo, sua Palavra e o seu ide. Não há uma geração mais motivada do que a geração de crianças adolescentes. O que dermos a eles para fazer, eles farão com garra, fé e disposição. Eles creem, acreditam e estão prontos para serem discipulados, treinados e se tornarem homens e mulheres de Deus que poderão influenciar a história.
Promova em sua igreja um movimento de evangelismo e discipulado voltado para esta geração. As maiores e mais eficazes lideranças são forjadas nesta etapa da vida, não deixe esta geração passar. Levantemo-nos e façamos algo agora! No dia 12 de Outubro não distribua apenas brinquedos e guloseimas, dê o que suas almas famintas precisam, convide-os para uma nova experiência com Cristo e desafio-os a viver com Ele. Faça de uma criança, um discípulo, forme um líder e o dê à próxima geração!
Assista ao vídeo abaixo de onde parte das informações acima foram tiradas.

28 de set de 2014

A Verdadeira História de Cosme e Damião


Por Hermes C.Fernandes

Filhos de uma nobre família de cristãos, os gêmeos árabes Cosme e Damião nasceram por volta do ano 260 d.C. Desde muito jovens manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão a qual se dedicaram após estudarem e diplomarem-se na Síria. 

Amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram dedicar suas vidas ao serviço do amor. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, o que lhes rendeu o apelido de "anárgiros", ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro" ou "que não são comprados por dinheiro". A riqueza que almejavam era fazer de sua arte médica também o seu ministério para o bem de todos. Inspirados no amor de Cristo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos para atenuar a dor dos enfermos e inválidos. Ao invocarem o nome de Jesus, muitos eram curados, alguns à beira da morte. Até animais eram sarados, pois entendiam que “toda a criação aguarda, com ardente expectativa, pela manifestação da glória de Deus em Seus filhos” (Rm. 8:18:19). 

Seu testemunho de amor produziu inúmeras conversões ao evangelho da graça, chamando a atenção das autoridades. Durante a perseguição promovida pelo Imperador romano Diocleciano, por volta do ano 300, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, pela força do Seu poder". 

Diocleciano odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e se recusavam a adorar ídolos e esculturas consideradas sagradas pelo Império Romano.Eles conheceram os princípios da fé cristã desde sua infância, e por isso recusaram-se a adorar os deuses pagãos, apesar da imposição e das ameaças do império. Diante do governador Lísias, ousaram declarar que aqueles falsos deuses não tinham poder algum sobre eles, e que só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra. Mantiveram a Palavra do testemunho de Cristo, impressionando a todos por seu Amor, fidelidade e entrega a Jesus. 

Por não renunciarem aos princípios de Deus, sofreram terríveis torturas. Mas mesmo torturados, jamais negaram a fé. Em 303, o Imperador decretou que fossem condenados à morte na Egéia. Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com flechas, mas eles resistiram às pedradas e flechadas. Os militares foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos. E assim, Cosme e Damião foram martirizados. 

Ironicamente, cem anos depois de morrerem por não se render à idolatria, seus restos mortais começaram a ser alvo de veneração, bem como as imagens esculpidas em sua homenagem. Dois séculos após sua morte, por volta do ano 530, o Imperador Justiniano ficou gravemente doente e deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra de Cosme e Damião. A fama dos gêmeos também correu no Ocidente, a partir de Roma, por causa da basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados pela igreja católica nesta data. 

Os nomes de Cosme e Damião são pronunciados inúmeras vezes, todos os dias, no mundo inteiro. Até hoje, os gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente na Itália, França, Espanha e Portugal. Além disso, são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças. Por isso, na festa dedicada a eles, é costume distribuir balas e doces para as crianças. 

Aqui no Brasil, devido ao sincretismo, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorubá. Cosme e Damião, os santos gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27 de setembro, quando crianças saem aos bandos, pedindo doces em nome dos santos. 

Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete anos de idade, sendo considerado o protetor das crianças nessa faixa de idade. Na festa de tradição afro, enquanto as crianças se deliciam com as iguarias oferecidas às entidades, os adultos ficam em volta entoando cânticos aos orixás. 

Mesmo não compactuando com a devoção que lhes é prestada, não se deve ignorar ou desprezar o testemunho de Cosme e Damião, muito menos demonizá-los como fazem alguns. 

Os médicos gêmeos jamais se deram aos ídolos, tampouco praticaram magia ou ocultismo, embora tenham sido acusados de fazê-lo. Pelo contrário, foram cristãos fiéis até o fim, amando o Senhor sem medida e manifestando Seu amor no serviço ao próximo. Tal testemunho deve continuar a nos inspirar, como tem inspirado a tantas gerações.

P.S.:  Uma pergunta recorrente quando o assunto é "Cosme e Damião" é se um cristão pode comer balas e doces oferecidos a eles. Vou deixar que Paulo, o apóstolo dos gentios, nos responda através de uma paráfrase que fiz do texto em que trata do assunto "Comidas sacrificadas aos ídolos":


“Ora, no tocante aos doces oferecidos a Cosme e Damião, já temos conhecimento suficiente. Mas devo salientar que o conhecimento incha, enquanto o amor edifica. E, se alguém pensa que já sabe alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. O importante é amar a Deus e ser conhecido por ele. Logo, quanto ao comer comidas oferecidas a qualquer entidade, sabemos que o ídolo em si nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Ainda que haja alguns que se apresentem como deuses (ou santos), sejam em igrejas ou religiões de quaisquer matizes, inclusive africanas ou orientais, todavia, para nós, há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por intermédio dele. Mas nem todos têm este conhecimento; porque alguns até agora comem coisas consagradas em homenagem aos ídolos, e por terem consciência fraca, ficam contaminados. Ora, comer ou deixar de comer não faz qualquer diferença em nossa relação com Deus. Mas devemos ter cuidado para que essa liberdade não sirva de escândalo para os de mente fraca. Porque, se alguém te flagrar correndo atrás de doces consagrados (visto que tens conhecimento da verdade), não será a consciência do que é fraco induzida a comer também (mas sem ter o mesmo conhecimento)? E assim, pelo teu conhecimento prejudicará o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo. Por isso, se comer tais doces escandalizar a meu irmão, nunca mais os comerei, para que meu irmão não se escandalize.” 
1 Coríntios 8:1-13



25 de set de 2014

Uma Breve Conversão à Solidariedade


É espantoso como o oportunismo se manifesta abertamente em tempos de campanha eleitoral e como passa desapercebido por uma massa que historicamente só conhece o "voto de cabresto". Alguns antigos diziam que o povo gosta de ser enganado, gosta tanto que houve uma época em que o jargão esdrúxulo: "ele rouba, mas faz", que dizia respeito a um certo candidato daqui da terra de "meu rei", se tornou uma afirmativa lúcida e porque não dizer, "politicamente correta"!
Nesse festival de oportunismo e cinismo escancarado, o político que se professa "crente", é igualzinho ao "maledito" do político "cobra criada" que nunca fez efetivamente nada, mas está pronto para apresentar praticamente um acervo de realizações que ninguém nunca viu, nem soube!
Eu considero que eles sofrem o que chamo de "breve conversão à solidariedade"! Durante o mandato, somem e, com um sorriso, sempre dizem "não", embasando a negativa em argumentos previamente elaborados para estas situações e ainda assim são aplaudidos por gente desatenta à malignidade desses oportunistas!
No caso dos "crentes", compram votos através de "ofertas", doam comida, lazer e conduções para levarem suas "presas", vítimas da própria ambição, burrice e falta de discernimento, ao que eles chamam de culto, mas que no fundo nada mais é do que a oportunidade de ouro para laçarem suas redes e trazerem seus votos de forma fácil. 
Fazem serviços sociais em forma de show com todo tipo de holofote possível, posam como "preocupados" pelo bem estar, sorrisos que lembram as cenas de filmes de Hollywood que retratam a hipocrisia de políticos corruptos e dispostos a todo tipo de ilícito para ganhar votos!
Da noite para o dia, sofrem uma conversão à solidariedade, conversão breve, só notada em campanhas eleitorais, mas que traveste-se de atitudes de "bom samaritano"!
O que mais me admira não é maldade desta gente, não é este festival de oportunismo cínico e maléfico; o que mais me espanta é que a massa gosta. Parece que está na índole deles. Se vai ter certos benefícios, se satisfará os interesses próprios, porque não? Porque não se vender, porque não fingir que não está entendendo? Porque perder esta oportunidade?
E assim, eles fingem que se importam e esta gente tão culpada quanto eles, fingem que acreditam!

23 de set de 2014

Eu Morro Com Você, Mas Não te Deixo!

"Eu Morro Com Você, Mas Não te Deixo!"


Esta frase heróica saiu dos lábios de um marido poucos instantes antes de sua amada esposa partir para a eternidade em seus braços. O casal estava indo de Salvador à Ilha Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe no arquipélago de Ilhas dos Frades em seu pequeno barco particular. O casal costumava guardar o barco nas proximidades de Salvador durante o inverno e aquele retorno para sua casa simples na Ilha turística que costumamos chamar de "Ponta dos Frades", era mais que especial. No último final de semana, a Missionária Nide, como era conhecida, realizou o sonho de sua neta Géssica Vieira em festejar com amigos, sua formatura em Enfermeira! Tive o prazer de estar com esta família abençoada e ver no semblante da guerreira Nide, a felicidade em poder realizar o sonho de sua neta.
Dever cumprido, os Missionários Anísio e Nide, que faziam a anos um trabalho missionário naquela
Batismo, resultado do trabalho dos
Missionários Anísio e Nide
Ilha, onde já estavam construindo uma congregação e onde tive a oportunidade de batizar a irmã Cremilda junto com o pastor Luis Anselmo, no verão de 2007, voltavam com planos de dar continuidade ao trabalho, concluir a construção e inaugurá-la nos próximos meses.
A irmã Nide que sempre serviu quem precisasse de ajuda, sempre pronta para socorrer necessitados e convalescentes, passou mal já nas proximidades da ilha. Ela estava somente com seu esposo Anísio que conduzia o pequeno barco no qual estavam acostumados a anos, fazer aquela travessia e no qual já socorreram muitos nativos da ilha, inclusive trazendo corpo de Salvador para ser sepultado na pequena Ponta de Guadalupe. Ao sentir-se mal, desequilibrou-se e caiu nas águas que sempre fizeram parte de sua história desde a infância. O irmão Anísio, num ato impensado e corajoso, lançou-se ao mar deixando a embarcação com o motor ligado em busca daquela que lhe era companheira a 47 anos e com quem teve filhos netos e bisnetos. 

Irmã Nide na formatura da neta Géssica
A ação corajosa, porém, solitária, exigiu do Missionário Anísio, um esforço sobre humano. Mesmo com um dos braços quebrado, no qual segurava com todas as forças sua amada esposa, ele nadou até chegar em terra firme durante mais de duas horas. Durante a agonia, em alto mar, ele ainda pôde ouvir sua esposa pronunciar algumas palavras, algumas delas dava a entender que sabia que não aguentaria chegar em terra. Mas Anísio, em seu desespero e dor, em sua incerteza, mas também em sua ânsia por lutar pela vida da esposa amada, disse: "Eu morro com você, mas não te deixo!"
Durante o velório em sua residência na Ilha, ele chegou a testemunhar que em dado momento da luta pela salvação de sua esposa, chegou a pensar em amarrar sua roupa à dela e pensou que faria isso para que quando morressem, encontrassem os dois juntos. Mas ele mesmo chegou a reconhecer que esta não foi a vontade de Deus e disse-me quando fui recebê-lo no Porto em construção da Ilha: "Acho que Deus deve ter algum plano com minha vida, pois hoje vocês poderiam estar velando o meu corpo também!"
É claro que a vida dedicada a obra de Deus deste casal nos deixa muitas lições, mas o que me
O casal Anisio e Nide com filhos, netos
 e o genro, Pr. Ginecy.
impressionou foi o ato heróico do esposo que cumpriu o que Paulo disse em Efésios 6:25 - "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela." Um amor sacrificial, um amor disposto a perder a própria vida para salvar a da pessoa amada! Pensei e penso em como este tipo de amor está em falta! Quantos casais separam-se por coisas tão pequenas, quantos homens e mulheres são abandonados por seus cônjuges por crises que poderiam ser vencidas juntos!
Mas ali, num clima de perda, de lágrimas e dor, pude ouvir atentamente, um homem simples, mas crente e fiel a princípios espirituais e morais. Um homem que honrou até o fim sua promessa dada no altar do matrimônio a quase cinquenta anos, um homem cuja fidelidade o levou às últimas consequências. Se eu já o admirava pelo seu zelo pela obra de Deus e por sua dedicação à esposa e família, agora lhe presto dobrada honra e glorifico a Deus pela vida da mulher que morreu labutando na Seara do Mestre  e pela vida do homem que viverá para contar o quanto vale a pena amar até que a morte separe!

22 de set de 2014

Esse Nosso Cristianismo


Você já observou que a maioria das coisas que fazemos são justamente aquelas que a Bíblia diz para não fazermos? É incrível como não conseguimos viver à altura dos princípios estabelecidos pela Palavra de Deus e como escolhemos um estilo de vida que atenda às exigências do nosso sistema religioso em detrimento das verdades mais profundas do cristianismo!
Você já parou para avaliar a sua vida colocando-a em frente com a Bíblia? Por exemplo: quando a Bíblia diz que nós vemos e julgamos os homens pela aparência, enquanto Deus vê o homem por dentro, Ele vê o seu coração (1 Sm. 16:7), porque continuamos a tratar as pessoas a partir da marca de sua roupa, do tipo de seu carro, de sua posição social e do lugar onde mora? Porque temos a tendência de tratar o irmão mais abastado melhor do que aquele que vive em situação mais humilde?Porque aclamamos os Conferencistas em seus ternos brilhantes e desprezamos os humildes missionários que nada tem para ostentar? Porque, às vezes, nem falamos com aquela senhora humilde que se senta lá no fundo da igreja e porque sequer sabemos seu nome, principalmente se a igreja tiver a partir de cem membros?
Jesus condenou a atitude dos escribas e fariseus que amavam serem vistos, cumprimentados em público e faziam tudo para assentarem-se nas principais cadeiras da sinagoga (Mc. 12:38,39; Mt. 23:5,6; Lc. 20:46); e porque em nossos Congressos e Convenções disputamos espaço nos púlpitos e fazemos tudo para sermos notados e ainda usamos o argumento de que esta é a nossa oportunidade de fazermo-nos conhecidos?
Porque Jesus disse que se sua mão esquerda fizer alguma doação que não ficasse sabendo a direita e que não se fizesse tocar trombeta quando fizéssemos alguma boa ação (Mt. 6:1-3), e nós temos a mania de marcar nossos envelopes de dízimos e fazer com que todos saibam quanto  ou porque demos tal dádiva? 
Porque Jesus disse que deveríamos saudar com a paz indistintamente a todos numa casa (Mt. 10: 12,13) e nós tivemos a "brilhante" ideia de saudar os irmãos com a paz do Senhor e o amigos com um boa noite ou boa tarde e ainda dizem: "com uma boa noite de salvação"?
Jesus disse que deveríamos tirar a "trave" de nosso olho, para então tirar o "argueiro" do olho do irmão (Mt. 7: 3-5), numa declaração taxativa de que devemos olhar primeiro para nós mesmos antes de julgarmos as ações do próximo. Mas nós fazemos exatamente o contrário: julgamos, sentenciamos e condenamos o irmão e escondemos nossa podridão e ainda posamos de santo como se Deus fosse menino!
Porque, à luz da Bíblia, a pregação do Evangelho e todo investimento em missões deve ser prioridade e nós tornamos prioridade o que na verdade é secundário (Is. 5: 20)? Porque nos tornamos para dentro das quatro paredes do templo quando nossa maior tarefa é fora dela? Acaso "Igreja" não vem do grego Eklesia e não quer dizer "tirados para fora"? Não diz a Escritura que Ele nos chamou a fim de anunciarmos suas virtudes (1 Pe. 2:9)? Porque então não o fazemos? Porque nos escondemos em nossas atividades, trancamos nossas portas em nossos cultos de oração e de ensino e fazemos mais atividades voltadas para nós mesmos do que para o pecador?
Ah, este nosso cristianismo! Ah, esta nossa santidade! Ah, este nosso destino celestial! Ah, esta nossa fé! Será que somos realmente seguidores de Cristo ou nos iludimos nas teias de nosso denominacionalismo e nos gloriamos em nossa esplendorosa congregação, enquanto fazemos dos princípios da Palavra de Deus apenas um código sagrado que publicamos aos quatro ventos, mas que não é preciso viver ou morrer por ele?!
Porquê, ao invés de termos prazer na meditação da Palavra de Deus (Sl. 1: 2), preenchemos as lacunas de nossa liturgia com todo tipo de entretenimento e fadamos nossos cultos a um encontro medíocre, onde Deus não fala porque decidimos que nossas programações são mais sagradas que a exposição da Escritura Sagrada?!
Porque pregamos o amor e estamos em guerra? Porque condenamos os atos de barbárie dos muçulmanos e somos tão facciosos e tendemos a matar o irmão e a excluí-lo, se possível for, basta entendermos que o tal é pecador?!
Nossa fé, nossa vida cristã, é mesmo aquela pregada e ensinada por Cristo? A vida que vivemos como cristãos é mesmo aquela pela qual Cristo morreu e pela qual nossos pais na fé foram martirizados?


21 de set de 2014

Um Acampamento Mais que Especial

O  Acampamento para Solteiros Buscando a Aliança 2014, é uma iniciativa que atende ao clamor de jovens e de pessoas mais experientes como: divorciados, viúvos, pais e mães solteiros. A preocupação por este segmento dentro de nossas igrejas levou a mim e o Pastor Luis Anselmo a organizar o evento que pretende, além de ministrar aos acampantes, proporcionar-lhes uma oportunidade única de interação com pessoas de várias localidades da Bahia, de diversas igrejas e de universos totalmente diferentes.
O lugar escolhido foi o Resort Pedra Bonita, em Santo Estevão, a cerca de 160 Km de Salvador. O locar está às margens do Rio Paraguaçu, o mesmo que corta o Resort dando ao acampante a oportunidade de banhar-se em suas águas.
Além disso, a natureza e o ar puro torna a experiência inigualável. O Resort proporciona ainda passeio a cavalo, de quadriciclo, pesque e solte, entre outros. Todos os alojamentos são climatizados e com chuveiros elétricos.
O evento proporcionará ao acampante ouvir palestras com temas pertinentes e participar de atividades voltadas para o público que busca encontrar alguém para dividir seus sonhos e a vida. Um luau inovador, além de inúmeras brincadeiras e toda sorte de entretenimento está sendo organizado a fim de oferecer ao acampante uma experiência inédita em sua vida. 

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI OU LIGUE (71) 3241-2182/8819-0888/8811-1828

FOTOS DO ACAMPAMENTO AQUI








Pr. Felipe Carvalho - Salvador
Pr, Enivaldo Moreira - Feira de Santana
Palestrantes




Joaquim Barbosa na Bahia

Será realizado no dia 27 de setembro, às 19h, no Espaço Olimpo, o 1º Encontro de Notáveis de Feira de Santana, com a presença do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que foi relator da Ação 470 no STF, mais conhecida como mensalão do PT.
Abrindo o evento, o professor Carlos Carvalho irá falar sobre as tendências econômicas do cenário nacional para 2015. Na sequência, Joaquim vai abordar o tema Ética e Poder.
De acordo com o organizador do encontro, o professor e palestrante Joval Lacerda, o evento tem como foco a classe empresarial, o público estudantil e pessoas da sociedade em geral que tenham interesse em aprender mais sobre os temas.
Segundo ele, a repercussão do evento fez com que caravanas de outros estados como Sergipe e a Paraíba confirmassem participação na palestra. Também estão confirmadas caravanas de Vitória da Conquista, Itabuna, Jequié, entre outras cidades da Bahia.
Os ingressos para o 1º Encontro de Notáveis de Feira de Santana estão à venda nos balcões do Aqui Ingressos, localizados no shopping Boulevard e galeria Arnold Silva Plaza, e nas livrarias Atlântica. O custo dos bilhetes é de R$ 150, sendo que para estudantes o valor cai para R$ 100.

Fonte: Acorda Cidade 

18 de set de 2014

Avivamento Gerado Pela Palavra de Deus


"E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel." Neemias 8:1

Está claro que Neemias foi um baluarte na reconstrução política, social e econômica do Israel pós exílio. Mas Esdras o foi na reconstrução espiritual do mesmo povo. Neemias foi um grande estrategista. Seus dons e talentos foram úteis para organizar a cidade e levantar o moral de um povo massacrado em tantos anos de exílio. Todavia, somente alguém com conhecimento da Escritura e com a habilidade de ensiná-la sob a direção do Espírito Santo (Esdras 7: 6,10), poderia protagonizar uma restauração espiritual sem precedentes na história do povo.
O capítulo 8 de Neemias é a restauração espiritual que começa pela leitura exaustiva da Palavra de Deus. É bom lembrarmos que os maiores avivamentos no Antigo Testamento começaram com um olhar e retorno para a Escritura que se seguia com arrependimento, confissão de pecados e mudança de comportamento!
Neste capítulo 8 de Neemias, quero destacar algumas atitudes e comportamentos que caracterizam o início de um verdadeiro avivamento:

1. Um unânime desejo pela Palavra de Deus (versículo 1). Percebe-se que a Igreja está prestes a experimentar um poderoso avivamento quando seus membros demonstram desejo por ouvir a Palavra de Deus. O texto do versículo um diz que "todo o povo se ajuntou como um só homem", isto é, todos com um mesmo propósito, todos desejando uma mesma coisa: pediram "que trouxesse o livro da Lei de Moisés". 
Nossa maior tristeza hoje é que as massas se juntam não mais para ouvir a Palavra de Deus, mas o cantor ou Conferencista. Elas só se aglomerarão se tiver um "nome" importante ou famoso! Por isso, o avivamento tarda. Se quisermos formar o ambiente propício para um verdadeiro avivamento, será necessário urgentemente levarmos o povo à Palavra de Deus e isto, somos nós pastores que fazemos. Somos nós que devemos tomar a iniciativa de priorizar em nossa liturgia, a Palavra de Deus.

2. Dedicar tempo à Palavra de Deus (versículo 3). O texto deste versículo três diz que a leitura da Escritura foi feita "desde a alva até ao meio dia". Imaginemos a cena: o povo em pé (versículo 5), possivelmente havia sol, não havia uma banda especialmente convidada, não havia microfone. Imagine uma leitura de cerca de 6 horas e o povo lá, ouvindo atentamente (versículo 3, última parte). Precisamos dedicar tempo ao estudo e leitura da Escritura no meio de nossas congregações e comunidades. Os pastores e líderes devem criar o hábito de dedicar tempo à exposição da Escritura em nossos cultos!
Mateus capítulo 5, versículos 1 e 2 dizem que "Jesus vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos, e, abrindo a sua boca, os ensinava..." Veja, Jesus assentou-se. Quando leio observando esta palavra: assentou-se, entendo que o Mestre iria gastar tempo. Ele iria dedicar horas ensinando aos discípulos e à multidão que o ouvia! Como poderemos experimentar um mover de Deus em nosso meio se estamos muito ocupados com nossas apresentações de louvor, nossas peças teatrais e coreografias? Como, se temos tempo para tudo no culto e reservamos alguns minutos do final do culto para, supostamente, falarmos a Palavra de Deus? Precisamos investir tempo na exposição das Sagradas Escrituras. Só ela é capaz de nos revelar os desígnios e a vontade de Deus para nossa vida (Salmos 119: 18)!

3. Reverência incomum pela Palavra (versículos 3 e 5): Uma atitude de reverência é notada por duas coisas: atenção e posicionamento. No versículo 3, os ouvidos de todos estavam atentos e no versículo 5, eles expressam esta reverência assumindo a posição "de pé"! Estas duas atitudes demonstravam também, além de um profundo interesse por saber a vontade do Senhor, um verdadeiro respeito pelo sagrado, é o reconhecimento que a Escritura é divina, dada pelo Eterno. É uma pena que em nossos dias, uma boa parte dos fiéis em nossos templos não sabem o que é isso, numa prova cabal de que a Escritura não vem tendo a devida influência em nossa cultura e comportamento. Uma igreja que experimenta um avivamento ou que está a caminho dele, é uma igreja cujo coração está tão cheio de temor pela Palavra que reverência é a demonstração basilar de suas antitudes diante dela. 

4. Um púlpito para a Palavra (versículo 4): Talvez possa parecer uma bobagem citar aqui o púlpito. Eu aprendo uma lição com este detalhe. O texto diz que um púlpito de madeira fora feito para aquele fim, o de ensinar a Escritura! Oxalá, nossos púlpitos sejam ocupados somente com a exposição da Escritura Sagrada. Uma comunidade que experimenta o limiar de um avivamento bíblico é aquela onde seu púlpito não é um palco, tampouco um palanque de discursos vazios, mas um lugar para homens de Deus que tenham uma revelação das Santas Escrituras para uma platéia faminta de Deus! Calvino disse que se algum Ministro do Evangelho tão tem a Palavra de Deus para dar ao povo, se seu ministério não inclui a pregação da Bíblia, que seja tirado do púlpito! O púlpito é o lugar da Palavra de Deus!

5. Envolvimento de lideranças no ensino da Escritura (versículo 4): Percebe-se aqui treze homens que auxiliavam Esdras no ensino da Palavra. Dá para imaginar uma Escola Bíblica com um mestre e treze monitores, todos versados nas Escrituras. Esdras não estava só neste desafio. Como é maravilhoso quando o líder zeloso pelo ensino da Palavra de Deus, pode contar com outros companheiros que tem o mesmo zelo e dedicação em levar o povo a entender os desígnios de Deus em sua Palavra! Para um verdadeiro avivamento é preciso que tenhamos uma liderança comprometida com o ensino da Palavra. 

6. Ensino genuinamente bíblico (versículo 7): Este versículo diz: "...e os levitas ensinavam o povo na lei..." Veja, eles ensinavam na lei! A Escritura era a fonte da pregação, do ensino. Havia um compromisso com o que era genuinamente bíblico. A Escritura era a base do ensinamento, era dela que partia o embasamento do argumento usado por Esdras e sua equipe. Toda igreja sadia e que experimenta um verdadeiro avivamento parte da máxima da Reforma Protestante que dizia "sola scriptura", somente a Escritura. Este era o grito dos reformadores que não se conformavam com o lema da Igreja Católica que defendia que o povo precisava da Escritura e da Igreja para conhecer a verdade. Os reformadores defendiam a suficiência da Escritura como única regra de fé e prática da vida cristã.
Infelizmente são muitos os obreiros despreparados que embasam suas pregações em todo tipo de informação que não são  genuinamente bíblica. Nosso ensino tem que ter como base a Escritura!

7. Uma hermenêutica fiel ( versículo 8): Os muitos anos no cativeiro e a união matrimonial com estrangeiros, fez com que aquela geração pós cativeiro aprendesse o idioma da terra exílica. A língua materna agora era mais falada e entendida pelos levitas escribas. O aramaico era, possivelmente, o idioma daquela gente reunida em frente ao púlpito do Escriba e Sacerdote Esdras. Foi preciso uma tradução do hebraico para o aramaico para que aquele remanescente compreendesse o que o seu Senhor lhes queria comunicar. Houve, portanto, uma busca do que se queria dizer no original da Escritura. Uma verdadeira hermenêutica, uma busca pelo sentido correto do que os Escritos Sagrados falavam. 
Negligenciar este princípio no preparo de nossos sermões é comprometer o que o nosso Deus originalmente que nos falar em sua gloriosa Palavra. Este é um dos sinais do avivamento, uma preocupação por uma interpretação fiel das Escrituras, um compromisso com a verdade exarada nas páginas da Palavra de Deus!

8. Uma comoção provocada pela Palavra de Deus (versículo 9): Esta parte do texto é fantástica. Uma comoção em massa provocada pela Palavra de Deus! Não foram usados artifícios nem foram dadas sugestões psicológicas, a Palavra foi ensinada. Buscaram nos originais, refletiram seus significados, meditaram em seus imperativos e por fim, confrontaram-na com suas atitudes e estilo de vida. Quando somente a Palavra fala, a palavra como ela é, sem adulteração e engôdos, sem a mistura de teologias descomprometidas com a verdade bíblica, o resultado é quebrantamento e arrependimento, é confissão de pecados e atitudes de mudança. Não havia emocionalismo ali, havia a compreensão do que Deus queria deles, uma compreensão gerada pelo ensino da Escritura. 
Estamos cheios das pregações emocionalistas que só provocam lágrimas e nada mais. Não há mudança na vida das pessoas, não há transformação e tudo, às vezes, não passa de espetáculo! A Bíblia é suficiente, ela basta para convencer, para expor nossa fragilidades e pecados e nos conduzir a um profundo relacionamento com o Pai. O texto é enfático: "...todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei..."

9. Entender a Palavra, o segredo da vitória! (versículo 12): Antes da Palavra fazer efeito no emocional, provocando comoção, lágrimas, ela é processada em nossa mente, onde o processo de discernimento acontece, onde conseguimos relacionar as informações. Entender é decodificar a informação, é receber luz sobre determinada mensagem. 
Em Mateus 13: 19 e 23, aparecem as palavras entender e compreender conjugadas de acordo com o contexto. Perceba que quem não entende, quem não consegue decodificar, que não consegue lançar luz sobre a informação, não consegue manter em si a Palavra, ela é facilmente "roubada". Mas quem compreende a Palavra, consegue não somente retê-la como também produzir frutos. A palavra compreensão vai alem de entender. Compreender segundo o Professor Mário Sérgio Cortella, é "prender comigo", é "aquilo que eu me aproprio", que consigo tornar próprio, "é aquilo que consigo ter autonomia na aplicabilidade". Portanto, quem compreende consegue, não somente reter a informação, mas aplicá-la em sua vida, consegue pôr em prática o que entendeu.
É preciso então entender, compreender e não somente chorar e manifestar todo tipo de emoção como vemos na maioria de nossos cultos, onde muitos choram, se emocionam, mas não mudam de vida!

Conclusão

Percebe-se nos versículos 12 em diante que o povo não somente fez festa depois daquelas quase seis horas ouvindo a Palavra, mas também foram praticar o que estava na Escritura. Eles celebraram a festa das cabanas, observaram preceitos e rituais a muito esquecidos. A Palavra gerou um voltar aos mandamentos, preceitos e rituais.
Um avivamento é isto, é viver o que diz a Palavra. No capítulo 9 orações, confissões e arrependimentos se manifestam. O versículo 18 do capítulo 8 diz que "de dia em dia, Esdras leu no livro da Lei de Deus..." Ouvir a Palavra de Deus gerou no coração daquele povo o desejo de "dia em dia" ler a Lei do Senhor! Num ambiente onde se experimenta um genuíno avivamento, o povo passa a desejar todo dia a Palavra de Deus!
Que um avivamento verdadeiro, gerado pela Palavra de Deus seja experimentado nesses últimos dias!


5 de set de 2014

Atitudes de Um Bom Pregador


As atitudes das quais quero falar aqui não tem haver com aquelas que aprendemos em um bom curso de Homilética, que dizem respeito à chamada e à vida de consagração do pregador, mas dizem respeito ao nosso comportamento diante de um convite para pregar. Portanto, preste atenção em algumas orientações. As primeiras dizem respeitos aos cuidados antes ser convidado para pregar:

1. Tenha uma agenda organizada, se não conseguir organizá-la pessoalmente, tenha alguém que o faça;
2. Não sufoque a agenda: tenha momentos de descanso, de oração e de meditação. Se for casado, não negligencie, em hipótese alguma, o cuidado com a família, dando-lhe tempo, carinho e atenção com qualidade;
3. Seja um frequentador de Cultos de Doutrina e Escola Bíblica Dominical e não falte à Santa Ceia;
4. Que sua agenda seja conhecida de seu Pastor e de sua família. Sempre que puder, peça a benção de seu Pastor antes de viajar, dizendo-lhe onde estará e com que ministério passará o final de semana;
5. Se for casado, insira sua esposa nas agendas de pregações sempre que possível, isto é, leve-a;

Para atender convites:

1. Procure saber a natureza do evento e se tem a benção de alguma liderança espiritual, principalmente do Pastor dos organizadores do evento;
2. Não estabeleça valores, além daqueles que concernem às despesas de transporte e alimentação;
3. Quanto à oferta particular, deixe claro que o obreiro é digno de seu salário e que seu ministério depende das ofertas, mas não estabeleça valores. Lembre-se: Deus sustenta os seus!;
4. Além de orar pela vontade de Deus e pela Palavra que o Espírito Santo deverá te revelar, procure chegar cedo. Ore por uma revelação especial, específica, acerca daquela igreja ou daquele trabalho;
5. Evite chegar atrasado, isto pode chamar a atenção das pessoas e prejudicar o foco do culto;
6. Não se dirija ao púlpito, a menos que seja convidado;
7. Evite sentar ao lado de pessoas que gostam de conversar, a igreja está te observando;
8. Cuidado com a postura, o modo de sentar-se. Evite posições como pernas em forma triangular sobre a outra, braços estendidos sobre a cabeceira da cadeira ao lado;
9. Não demonstre intimidade com quem você acabou de conhecer. Estabeleça contato aos poucos, caso contrário, você poderá ser visto como um "entrão". 
10. Fique em pé para cumprimentar outros pastores que chegam ao púlpito. Ficar sentado, poderá demonstrar não dar importância àquela pessoa;
11. Evite roupas chamativas, como: ternos, sapatos e gravatas brilhantes e multicores. As pessoas não saberão se prestarão atenção no que você diz ou no que você veste;
12. Obedeça o horário estabelecido para sua pregação. Deus não precisa que passemos do horário para dizer o que quer à sua Igreja. Além disso, desobedecer a este princípio é sinal de insubordinação à liderança local e isto não será louvável diante de Deus!;
13. Se estiver hospedado em hotel, evite gastos desnecessários no frigobar, lembre-se que os organizadores já estão tendo gastos com o evento e que ainda, em alguns casos, tais gastos serão pagos com os santos dízimos e ofertas do povo. Limite-se ao necessário.

Estes são alguns cuidados, existem, claro, outros. Se os pregadores, a estas coisas, somarem a humildade e sabedoria, serão bem sucedidos. Que os Senhor faça prosperar teu ministério.

O Engraçado, O Emocionalista e a Pregação


Há dois tipos de pregadores que são ovacionados em nosso meio hoje: o emocionalista e o engraçado. Parece que as novas tendências do mundo gospel pós moderno, exige uma dessas posturas de nosso mensageiros das boas novas. É assim, radicalmente, se você não for emocionalista, terá que ser engraçado! Se escolher ser emocionalista, outras exigências serão somadas:
1. Voz empostada (um tipo de voz já conhecida do público e do pregador);
2. Exercícios dos membros superiores do corpo (levanta a mão e glorifica! Entendeu?);
3. Posições exclusivas do corpo (tipo: estar sempre de perfil e curvado);
4. Deixar de falar ao microfone e fazer gestos apontando para os que estão na retaguarda ou até mesmo na platéia;
5. Largar o microfone e fazer gestos inúmeros com os braços, como se estivesse incentivando o avolumar do estado emocional de quem já está em completo estado de histeria;
6. Começar agradecendo a "Deus" e o mundo, citando inúmeras pessoas, falando dos diversos lugares em que já esteve e que está ali, mesmo depois de ter pregado quase ininterruptamente durante toda semana;
7. Usar jargões manjados (são aqueles como: "você não entendeu, vou repetir..." e aí solta e o povo vai às nuvens !?);
8. Usar uma roupa estilo cantor Falcão, uma que chame a atenção mesmo: ternos brilhantes, sapatos com um bico que mais parece com o do Palhaço Bozo; ah, um anel é fundamental! Ele pode dar a entender que você tem formação, quanto maior melhor!
9. Não esquecer de tirar o paletó no meio da pregação e, se possível, usar um suspensório, sabe como é: dá a idéia de exclusividade, de estilo próprio;
10. Depois de ter "acendido o 'fogo'", fazer gesto de quem está abanando e passar para o dirigente do culto, enquanto o povo se estrebucha em suas emoções.
Bem, depois? Depois o pastorzão que teve a "feliz" idéia de convidar o pregador emocionalista, fica pagando o preço de consertar a besteirada que fez!

Mas aí, se o pregador emocionalista não estiver, a platéia terá que ser mimada pelo pregador engraçado, porque afinal, a platéia é sagrada, ela tem que se satisfazer em sua gana por algo que lhe agrade e jamais por algo de que precise! Então, resta-nos o engraçado, aquele que já pega o microfone contando uma piadinha baseada no que viveu ao chegar àquele auditório.
Com o engraçado, às vezes, não sabemos se estamos num culto ou num show de standup. Geralmente, o sermão dele baseia-se num tema e os tópicos são até interessantes, curiosos. Pausa: se tem uma coisa que tanto o emocionalista como o engraçado sabem como ninguém, é criar temas e tópicos curiosos em seus sermões, como diz meu amigo Pastor Ezequias Vieira: meu Deus!
Voltando: o engraçado faz dos tópicos de suas pregações, na maioria das vezes, um momento mais engraçado que o outro. O conteúdo bíblico é raso, embora a argumentação pareça inteligente e bem montada, mas termina que se torna tão engraçado que até o raso conteúdo passa despercebido!
Mas o engraçado segura a platéia, evita que alguém cochile, mantém o estado de alegria e de humor das pessoas em alta, torna o ambiente agradável e, ele mesmo, se torna o centro das atenções.

Bem, é claro que rir e chorar são reações emocionais comuns do ser humano. Na verdade eu não preciso ser um pregador emocionalista para fazer as pessoas chorarem! O choro, por exemplo, dependerá de fatores como: estado emocional de quem ouve e a sua tendência ao ouvir determinadas coisas. Tal situação ao ser confrontada com palavras que, ou refletem o estado do ouvinte, ou foi intencionalmente proferida com a intenção de gerar aquela reação, pode até gerar histeria!

É preciso entender que quando a pura e simples Palavra de Deus penetra o coração humano, ela é capaz de:
  • Gerar fé (Rm. 10:17; At. 14:9)
  • Confrontar o pecado (Ne. 8:8-12)
  • Operar mudança de vida (Jo. 4: 25-28)
Isso acontece porque há poder na Palavra de Deus e o Espírito Santo a aplica em nossos corações convencendo-nos dos nossos pecados (Jo. 16:8)!
Portanto, o Pregador comprometido com Deus e sua Palavra, nunca precisará lançar mão de artifícios quaisquer! Ele só depende do Espírito Santo e, se à primeira vista, não houver os resultados esperados, o pregador precisa entender que sua tarefa é pregar. Convencer, transformar, curar, etc., é obra do Espírito Santo! 
Uma das pregações mais lindas da Bíblia está em Atos 7: 2-53. Uma pregação toda embasada na Escritura do Antigo Testamento, recheada de elementos que comprovavam a rebeldia de Israel e que foi frontalmente rejeitada. Observemos o seguinte:

1. O estado de vida de Estêvão: cheio de fé e de poder (At. 6:8);
2. O que ele fazia: prodígios e grandes sinais (At. 6:8);
3. Tinha argumentos irrefutáveis (At. 6:10);
4. Seu estado de santidade estava às vistas (At. 6:15).

Mesmo assim sua mensagem foi rejeitada! Percebe-se que existe entre os pregadores, os emocionalistas principalmente, o ardente desejo de aceitação. Então, todos as artifícios são usados para se alcançar este objetivo, de maneiras que alguns não se preocupam mais se a mensagem pregada gerará aquilo para que Deus a enviou, mas se ele será novamente convidado!

Veja, Estêvão foi assim rejeitado:

1. Os intelectuais o combateram (At. 6:9);
2. Foi caluniado por testemunhas subornadas (At. 6:11);
3. A multidão foi incitada a rejeitá-lo (At. 6:12)

Além, disso foi levado a julgamento e martirizado publicamente, mesmo depois de ter demonstrado autoridade espiritual e de ter operados prodígios e sinais!
A preocupação do pregador não deve girar em torno da reação das pessoas (apesar de ser também importante), mas em torno da vontade do Espírito Santo. Se o povo aceitar ou não, não é o problema do pregador! Perceba que enquanto Estêvão estava cheio de fé e de poder, operando sinais e prodígios, com uma argumentação irrefutável e foi apedrejado, Pedro, que tinha acabado de receber o Espírito Santo em Atos 2, arrebatou quase três mil almas (At. 2: 41)!

O que precisamos não é sermos engraçados ou emocionalistas, mas estarmos na direção do Espírito Santo. Ele fará a obra. Ele conduzirá o povo a chorar, a se arrepender! É claro que uma dose de bom humor faz parte, todavia, não confundamos doses de bom humor com apresentações de humor. Não somos comediantes, somos pregadores!

1 de set de 2014

Dia Nacional de Missões

Por Raimundo Campos
Matéria para o Blog da Semadesal


Segundo alguns pesquisadores, o Dia Nacional de Missões foi criado, na verdade, por um padre. Seu nome: Gaetano Maiello, nascido em 6 de fevereiro de 1929, em Bolzano, Itália. Mas foram os pentecostais, mais precisamente a Assembléia de Deus que, entre os protestantes,  iniciou no Brasil o Dia Nacional de Missões. A iniciativa visava não apenas fomentar a obra missionária entre os assembleianos, mas também fazer lembrar que a história das Assembleias de Deus no Brasil começa com Missões através dos fundadores da instituição, Gunnar Vingren e Daniel Berg.
Hoje, a maioria dos protestantes comemoram este dia no 2º Domingo do mês de Setembro e uma mobilização é feita em várias denominações e agências missionárias. 
Para a Semadesal, o Dia Nacional de Missões é uma oportunidade de aprofundar a conscientização missionária a muito trabalhada em nosso meio. É importante, portanto, que cada Coordenador e Secretário de Missões, mobilize seu Setor ou Congregação, unindo os fiéis em torno da causa missionária.
Neste mês, lembre aos nossos irmãos que missões não é um culto ou evento, deve ser o estilo de vida da Igreja e que, sustentar missionários, é viabilizar a realização de uma obra que nós não podemos fazer!
Para que este Dia Nacional de Missões seja comemorado devidamente é necessário:
1º Substituir a Euforia pela Responsabilidade: tenho visto em muitos igrejas uma completa euforia com conferências bem organizadas e templos muito bem ornamentados, sem falar nas lágrimas e depoimentos tocantes, mas não passa disso. Um dia após a tal conferência ou atividade missionária, todos parecem esquecer, ninguém toca mais no assunto e poucos são os que se aliançam com a causa. É preciso, portanto, substituir a euforia pela responsabilidade, a responsabilidade de assumir o missionário no campo, a responsabilidade de fazer Cristo conhecido.
2º É preciso entender que negligenciar missões é desprezar um mandamento bíblico, é não levar a sério as palavras de Jesus na Grande Comissão, é ignorar o estado das vidas que não conhecem Cristo, é virar as costas para o sofrimento do pecador sem Deus. A igreja não faz nenhum favor em contribuir com Missões, esta é a sua tarefa, foi para isso que ela foi chamada e não fazê-lo, é estar em pecado contra Deus!
3º Pastores e Líderes precisam ser os principais mobilizadores. Se a liderança não se envolver e não tiver um olhar bíblico sobre missões, dificilmente a Igreja compreenderá esta verdade. Como formadores de opinião que são, os pastores e líderes devem aproveitar para formar uma consciência missionária em suas igrejas para que seus ministérios experimentem um avivamento missionário.
4º É preciso tirar do papel os projetos missionários. Mais do que isso, é preciso abandonar o velho costume de fazermos promessas que não vamos cumprir, de anunciarmos planos mirabolantes! É preciso projetar de acordo com nossa capacidade e fazermos aquilo que sabemos que poderemos fazer. Quanto aos que nos parecem impossíveis, Deus fará acontecer.
5º Enfim, o Dia Nacional de Missões não deve ser visto apenas como um dia a ser comemorado, mas como uma mobilização verdadeira, uma manifestação apaixonante, o levantar da bandeira da pregação do Evangelho e a celebração da nossa maior responsabilidade.

Portanto, se envolva e envolva outros. Procure saber acerca dos nossos missionários, como eles estão, o que precisam e como nós da Semadesal estamos investindo sua oferta com nossos missionários: (71) 3241-2182/missaoadesal@hotmail.com.