26 de mar de 2015

"...Filhos de Pais do Mesmo Sexo, Não Tem Voz..." Diz, Revoltada, Filha Criada Por Casal Lésbico

"Comunidade gay, eu sou sua filha". É assim que a advogada Heather Barwick começa a carta aberta que publicou na internet. Criada por duas mães, ela desabafou contra o casamento gay. "Estou escrevendo para vocês porque estou 'saindo do armário'. Eu não suporto o casamento gay".
Heather conta que seus pais biológicos foram casados brevemente e que sua mãe sabia que era gay antes de se casar, mas "as coisas eram diferentes naquela época". Ela deixou seu marido quando Heather tinha cerca de três anos porque queria estar com alguém que realmente amava: uma mulher. O pai foi embora e não apareceu mais.
A menina viveu com suas mães em uma pequena casa em uma área onde viviam pessoas liberais e de "cabeça aberta". "A parceira da minha mãe me tratava como se eu fosse sua própria filha", diz.
Ela relembra com carinho as pessoas homossexuais que conheceu: "Vocês me ensinaram a ser corajosa, principalmente quando a vida está difícil. Vocês me ensinaram a ouvir. E a dançar. E a não ter medo das coisas que são diferentes".
A advogada especializou-se na defesa de casais gays em sua carreira. Anos depois, começou a refletir sobre a relação de crianças com pais heterossexuais a partir de seu próprio casamento. "Somente agora, vendo meus filhos amando e sendo amados por seu pai todos os dias, vejo a beleza e a sabedoria na família tradicional".
Ela conta que amava muito a parceira de sua mãe, mas que se magoava pela ausência de uma figura masculina e paterna. "A ausência do meu pai criou um grande buraco em mim. Eu cresci cercada de mulheres que diziam que não precisavam ou não queriam um homem. Ainda assim, quando pequena, eu queria desesperadamente um pai".
Ela lembra que mesmo famílias formadas por casais heterossexuais estão sujeitos a divórcio, abandono, infidelidade, violência e morte. No entanto, afirma que a estrutura familiar que tem mais chances de sucesso é aquela em que as crianças são criadas por um pai e uma mãe.
Ela pensa que filhos de casais do mesmo sexo podem estar sofrendo e silenciando a dor. E diz que essas crianças deveriam ter a liberdade de dizer aos pais que as coisas estão sendo difíceis para elas, seja pelo divórcio, seja pela situação envolvendo uma adoção ou mesmo pelo simples fato de que não se adaptaram à ideia de ter pais do mesmo sexo.
"Mas filhos de pais do mesmo sexo não têm voz. Não sou só eu, somos muitos. Muitos de nós temos medo de falar, porque parece que vocês [casais gays] não estão ouvindo ou não querem ouvir".

17 de mar de 2015

Teve Abertura Terça, 17/03, a 8ª AGO da Conframadeb


Numa cerimônia conduzida pelo Pastor Davi de Brito, deu-se início hoje, às 20 horas, no templo sede da Adesal Paralela, os trabalhos da 8ª Assembleia Geral Ordinária da Conframadeb - Convenção Fraternal de Ministros das Igrejas Assembleias de Deus no Estado da Bahia. Durante a cerimônia de abertura, o Pr. Davi fez menção da importância do Pastor Israel Alves, Presidente da instituição, no surgimento da Conframadeb que fora fundada por ele e mais 82 ministros da Adesal - Assembleia de Deus em Salvador e ressaltou que hoje a Convenção que surgira em 2010 sob circunstâncias difíceis, tem cerca de mil ministros filiados a ela.
Pr. Israel declara aberta
oficialmente a 8ª AGO
Após a entrada da Diretoria e das Bandeiras e entoação do Hino Nacional Brasileiro, alguns pastores que compõem a Mesa Diretora, lembraram das marcas de uma Igreja que preserva a doutrina e um estilo de vida cristã pautada na Palavra de Deus. A prática da oração, por exemplo, foi o cerne do discurso do Pastor Ricardo Neto. Outros falaram da presença do Espírito Santo em todas as atividades da Igreja. Depois de tais manifestações, o Presidente da Conframadeb, Pastor Israel Alves, deu por aberta a 8ª AGO e 7ª EBO - Escola Bíblica de Obreiros que deve seguir até sábado, dia 21 de março quando será encerrada com consagrações a Evangelista e Pastores, enquanto que no dia 20, a Adesal apresentará aqueles que serão consagrados ao Diaconato e ao Presbitério.
Esta AGO será também palco das comemorações do aniversário de nascimento do Pastor Israel, que se dará na quarta-feira, dia 18 de março, na nova lage do templo em construção da Paralela. Alguns Pastores e Pregadores já estão em Salvador. Estão na agenda também o Presidente da CGADB, Pastor José Wellington Bezerra da Costa e seu filho, Pastor José Wellington Junior.
Pastor Jairo Cairo: "É preciso preservar
a identidade da igreja."
A noite da abertura foi marcada por momentos preciosos de oração e louvor e a ministração da Palavra de Deus ficou na responsabilidade do Pastor Jairo Cairo de Natal/RN que fez questão de ser fiel ao tema deste ano: "Preservando a Identidade da Igreja"!
Na pauta das plenárias estão assuntos polêmicos como o divórcio de ministros e propostas de reformas em artigos do estatuto da instituição.
A princípio, os estudos da EBO e as Assembleias, deverão acontecer na Paralela, onde as equipes de apoio e de segurança da Adesal já estão trabalhando para oferecer uma AGO agradável e com tranquilidade.

15 de mar de 2015

Pastor, Faça Seu Pé de Meia!


Definitivamente não quero usar nenhuma daquelas afirmativas que coloca o Pastor num pedestal de santidade e altruísmo e usar frases de efeito, do tipo: "pastor é amar as almas, é ser incompreendido embora tenha que compreender a todos, blá, blá, blá..." Quero abordar um lado nada poético, um lado que não se consegue ver sob a ótica de toda esta piedade versada em textos "blogais" na rede.
O Pastor, pra começar, não tem linha de crédito e num país onde a falcatrua está em todos os segmentos, pastor também é visto como provável inadimplente e o sistema lhe obriga a mudar seu código de ocupação profissional. Embora a Classificação Brasileira de Ocupações indique o código 2631-05 para Ministro de Culto Religioso, título que contempla também os pastores evangélicos, além de padres e líderes de outras confissões religiosas, quando um pastor vai a uma loja para adquirir um bem, o vendedor encontra dificuldade para preencher sua ficha com tal ocupação, aliás, o vendedor diz logo: "hum, tá, mas o senhor faz outra coisa? Quer que eu preencha como autônomo?"
Sim, o mercado não acha confiável vender a um pastor, a um padre vá lá, mas pastor? Até porque a procedência da renda do pastor é vista como vindo da extorsão e do charlatanismo, embora seja a mesma do padre, dos dízimos e ofertas dos fiéis!
Logo, Pastor no mundo mercadológico, é este cara de ocupação indefinida, de recursos duvidosos e de confiabilidade improvável. Ele terá sempre que se identificar como autônomo e o autônomo o pode ser em várias áreas, na área de vendas, de motorista de prestador de serviços, etc., mas ainda assim é mais confiável que a ocupação do famigerado pastor!
Agora, pastor não somente é o cara sem linha de crédito, ele é também aquele líder espiritual que pode ser amado por sua comunidade, mas só enquanto tiver saúde e puder estar à frente do rebanho! Sim, a igreja da pós modernidade é, em alguns casos, desprovida daqueles sentimentos que ardiam no coração da igreja primitiva! Na igreja de hoje, o pastor tem que ter saúde para subir e descer, dar todo dia uma palavra nova ao rebanho, visitar todo dia. Pastor não tem família, não passa por tentações, não precisa se confessar, desabafar, chorar, "chutar o pau da barraca", se desesperar, nada. Pastor tem que chorar calado, se queixar? Só com Jesus! Pastor termina não tendo amigo no rebanho, porque no dia que ele confessar uma de suas fraquezas ao amigo do rebanho... Já era credibilidade, acabou a imagem de herói e de espiritual!
Pior, se adoecer e envelhecer, nem seu aniversário será lembrado! Sua igreja já estará nos braços de outro pastor, lembrando-se do aniversário do outro, porque para muitas igrejas, pastor é aquele do momento. 
Quem cuida do pastor em sua velhice? Quem estar com ele em caso de uma enfermidade crônica que lhe impeça de continuar o exercício do ministério? Quem cuida de sua família? Quem lembrará de seus filhos, muitos deles sacrificados e impedidos de viver momentos preciosos com seu pai, porque este o gastava com o pastorado em companhia de outros?
Pastor, faça seu pé de meia. Construa amizades sinceras que lhe garanta a companhia quando o pastorado não for possível. Faça amigos que lembrem de seu trabalho, de sua família e não alimente parcerias com interesseiros que só pensam naquilo que você pode dar em sua posição de líder! Pague sua previdência social, seu seguro de vida, se puder, construa sua casa própria ou a adquira se lhe confiarem o crédito financiado. 
Pastor, faça seu pé de meia, pense em sua velhice, pense na possibilidade de um desastre ou de uma doença incurável. Não ache que sua vida é o púlpito apenas, porque o púlpito pode até ser sua vida, mas pode não o ser para teus filhos!
Ame seu ministério, ame sua igreja, ame seus amigos, se sacrifique se for possível, se gaste em tua chamada, mas não tire os olhos do amanhã, da família, e das possibilidades do que no momento parece improvável!

Sobre a Candidatura do Pr. Wellington Júnior à Presidência da CGADB



Acompanhei pelo face, e depois no blog do irmão Daladier Lima com os comentários de alguns irmãos, inclusive do Pr. Geremias do Couto, sobre o lançamento do nome do Pr. Wellingtn Junior a presidência da CGADB.
Na convenção da CONAMAD (ministério madureira), quem detêm o mando de campo como se diz no futebol é a família Ferreira e na CGADB, a família Costa. Nos outros ministérios da AD , não filiados a nenhumas das duas convenções acima, a situação também não é diferente. Nas últimas eleições da mesa diretora da CGADB, o candidato que se apresentou como alternativa, também segue o mesmo modelo de quem ele queria substituir, pois sua família domina a AD de duas capitais da região Norte do país.  Eu pergunto: a proposta de alternância de poder só diz respeito a Convenção Geral?
Fiquei pensando, qual a surpresa do lançamento da canditatura do filho do atual presidente da CGADB, três anos antes da eleição, pois a notícia está correndo desde 2014? Afinal de contas, isso não é um reflexo do que ocorre hoje na nossa querida AD no Brasil?  Para mim, o cerne da questão na verdade está na figura eclesiástica que existe na nossa denominação, que saíndo do modelo congregacional do início de sua história, foi aos poucos aderindo ao sistema episcopal, concentrando na pessoa do pastor-presidente.
No início havia mudanças de pastores titulares nas igrejas, mas depois o cargo de pastor-presidente se tornou vitalício, e posteriormente também hereditário. Quando o ocupante do cargo vê que não está mais tendo condições físicas, dá logo um jeitinho brasileiro de mudar a lei (no caso - o estatuto da igreja), e colocar o filho, o genro ou neto como vice-presidente. O próximo passo, é a transferência da presidência para essa pessoa da família, às vezes até com dissidência de outro membro da família que também queria ser o ungido. A lista seria longa se fosse citar aqui os exemplos de transferência hereditária de presidências de igrejas nas AD pelo Brasil a fora só nos últimos anos.
Aí eu pergunto: quem da liderança, vai querer fazer uma reforma como realmente precisa no sistema assembleiano? Sistema que eu digo, é o modelo monárquico que se estabeleceu não só nos âmbitos convencionais mas nas igrejas-sedes país a fora. Sem alterar isso, não haverá mudanças significativas na estrutura denominacional.

14 de mar de 2015

Missões é Uma Questão de Amor!

Não tem outra palavra. Amor é a palavra que mais se adequa com missões, aliás, missões é resultado de amor. Deixando de lado toda "filosofada" teológica e missiológica, todos os discursos acadêmicos, fruto de uma idéia forjada em bancos de faculdades e em teorias de missiólogos de *"canudo", tratemos do assunto à luz da Bíblia, de passagens simples e ao mesmo tempo célebres que nos dão a idéia do que verdadeiramente é missões.

 O amor do Pai

Missões é Deus vindo atrás de nós, lembra? "Adão, onde estás?" Ele é Deus, o Soberano, foi afrontado em sua santidade com o pecado do primeiro homem, mas foi Ele que veio a Adão, o ofendido procurou o ofensor, o tratou pessoalmente, deu-lhe a devida punição, mas lhe garantiu a redenção! Executou a justiça pregada milênios mais tarde por Paulo: "Mas agora se manifestou sem lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas." Rm. 3:21. Sua justiça é seu amor, é seu resgate, é sua redenção. Esse amor que, segundo o próprio Jesus é inenarrável: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira..." Jo. 3:16
Este amor fez com que Cristo se entregasse por cada pecador, se fazendo pecado por nós, o justo morreu pelos injustos, cumprindo a missão dada pelo Pai de resgatar o homem perdido: "...Deus, enviando seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne. " Rm. 8:3!

O amor do Filho

Jesus Cristo, aquele que compraz o Pai (Mt. 3:17), provou seu grande amor através do ato de humanizar-se, fazendo-se homem (Fp. 2: 5-8), sofrendo nossas dores (Is. 53: 3,4) e sentindo nossas tentações (Hb. 2:18). Uma vez homem, seu amor o levou às aldeias e vilarejos mais longínquos (Mt. 9:35), fez com que subisse em barcos, atravessasse mares, entrasse em casas de publicanos e pecadores, parasse para atender os excluídos da sociedade como os leprosos, cegos e mancos, desse atenção à uma mulher desiludida de Samaria na beira de um poço  e, além disso, instigou seus discípulos a fazerem o mesmo: 
"E Ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas para que eu ali também pregue; porque para isso vim." (Mc. 1: 38). "Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa." (Jo. 4: 35). 
Seu amor o levou a cruz por nós. Por seu amor Ele viveu, padeceu, morreu e ressuscitou para que fôssemos alvos do perdão do Pai!

A Igreja existe por causa desse amor e para esse amor deve viver. Manifestar esse amor ao mundo é sua missão. Se Deus amou tanto o mundo, se Jesus nos amou tanto a ponto de morrer por nós e ainda enviar-nos ao mundo, o que mais Ele quer de nós se não que amemos o homem perdido?
Então, missão, além de obediência, é obediência em amor, é coração em chamas por vidas, é fazer o que se está ao alcance para resgatar a família, a rua, o bairro, a cidade, o povoado, a nação, outros povos e nações. É querer se dar, é priorizar o ide, é entender que o ide pode ser atendido por todos, de várias formas e tudo por amor, por paixão!
Quem ama, se sacrifica, quem ama investe, quem ama defende, quem ama segura as cordas, quem ama trabalha por aquilo que ama. 
Tenho visto uma espiritualidade sem amor, uma espiritualidade arrogante que se envaidece com os dons, com o dinheiro, com os investimentos em encontros e congressos e se esquece do perdido percador, se esquece do missionário no campo. Pastores e Líderes que priorizam tudo, menos missões. Se quer põe missões no orçamento de sua igreja. Gastam milhares de reais em cachês para Conferencistas, investem pesado em reveillons em lugares suntuosos, mas raramente lembram de missões. Alguns devem pensar que Deus é menino, pois forjam relatórios de ofertas de missões, manipulam o povo com reuniões e Congressos de Missões que visam apenas a arrecadação de recursos, nada mais, pois os valores nem sempre são enviados aos missionários!
Não me diga que ama missões se você não faz nada. Se você não ora, se você não mobiliza, se você não investe seu próprio dinheiro, se você não leva outros a contribuir. Não me diga que ama missões se você se quer conhece os missionários de sua igreja, se você não conhece as carências espirituais e materiais de sua comunidade. Não me diga que ama missões se você fica indiferente ao discurso de quem está preocupado com os missionários e os perdidos!
Missões é questão de amor, é questão de doação da vida, do dinheiro, de tudo que se possa fazer para que vidas sejam salvas!