7 de abr de 2015

Babilônia Não é o Problema!


Me revolta toda vez que recebo wahtsap's conclamando para uma campanha contra a Novela Babilônia, da Rede Globo. A hipocrisia é mesmo rainha nos arraiais gospel. Porque? Simples. Primeiro, penso que, fazer campanha entre crentes para não assistir mais um lixo global é uma verdadeira denúncia de que somos amantes da podridão moral que se instalou nos lares brasileiros através das novelas de TV! Se precisa fazer campanha entre nós é porque perdemos o senso moral e acima de tudo, perdemos a visão dos valores espirituais que dizemos prezar tanto!
O que me revolta é que escolhemos a prática homossexual para ser a única reprovada por Deus, enquanto aplaudimos e gargalhamos com toda sorte de violência, roubo, pedofilia, tráfico, adultério, corrupção, mentira, engano pregado nos chamados entretenimentos não só da Globo, mas nas demais redes de TV deste país. Ok, ninguém assiste Babilônia, mas  a maioria se tornou fã do personagem Félix, vivido pelo ator Mateus Solano, na novela Amor a Vida. Ninguém assiste Babilônia, mas ri com personagens homossexuais em programas de humor e assiste, impotente, aos deboches feitos a Jesus no Programa "Tá no Ar: A TV na TV". Ri com as piadinhas maldosas de "humoristinhas" de standup que se diz ateu e protagoniza o tal CQC! Se esbalda em programinhas de futilidade e imoralidade como Big Brother. Se emociona e acredita em shows da fé, se deixa ser levado por heresias e ajuda a propagar falsos milagres e esquemas de abuso da fé, charlatanismo e toda sorte de engano da falsa Teologia da Prosperidade. 
Achamos que Deus não levará em conta nada disto! Na verdade, aquela gana dentro de nós de achar um bode expiatório para esconder nossas mazelas fala mais alto, na maioria das vezes, do que o verdadeiro senso de santidade que deve nortear nossas vidas.
Na verdade, Babilônia não é o problema! Babilônia sempre esteve diante de nossos olhos, o pecado sempre deu o tom nesta sociedade combalida! Os princípios e valores morais e espirituais de atores, cantores e redes de TV em programas de entretenimento que gostamos, sempre foram antagônicos aos nossos e sempre trafegaram na contra-mão daqueles exarados nas páginas das Escrituras! O problema mesmo está em nós. Estamos entrando no esquema dos protestos em vez de darmos continuidade ao esquema da evangelização, do discipulado e de uma vida que glorifique a Deus!
É preciso dizer que intelectuais não cristãos e gente de princípios e valores elevados já vem a muito tempo repudiando não só as cenas de homossexualismo em programas e novelas de TV, mas toda sorte de "educação" nociva que os chamados programas de entretenimento apresentam diariamente, em qualquer horário, sem respeitar as famílias e aqueles valores que ajudaram construir esta nação. Psicólogos e estudiosos da filosofia e outros ramos das ciências vem a muito tempo alertando a sociedade para os perigos da libertinagem e do comportamento sem limites vistos nos últimos anos. Enquanto eles alertavam, a maioria dos cristãos evangélicos e católicos regalavam-se em seus momentinhos de lazer diante da imoralidade travestida de entretenimento e agora queremos levantar a bandeira da moralidade contra uma novela e continuarmos de camarote assistindo a outros tão nocivos quanto.
De repente, queremos ser cristãos, nossa cristandade escolheu o alvo de ataque: Babilônia. Mas nossa cristandade faz acordos imorais em época de campanhas políticas. Vende e compra voto, negocia o rebanho e aceita o pecado pelo preço do alto dízimo, aceita suborno, negocia e usa de forma inescrupulosa os santos dízimos e ofertas, oferece cargos eclesiais como forma de assegurar seu status quo no ministério. Cala-se diante da injustiça e da desigualdade social, fica indiferente ao sofrimento dos desafortunados e negligencia a evangelização e a obra missionária!
Não, Babilônia não é o problema! Ela é apenas nosso bode expiatório, resolvemos atacar a Babilônia da TV  para esconder a Babilônia em que vivemos.
A questão não é desligar a TV na hora da novela Babilônia, até porque a Babilônia caiu a audiência, mas os outros programas tão nocivos quanto ela, continua em ascensão. Precisamos é fechar a janela do pecado, a porta da tolerância a todo tipo de abominação aos olhos de Deus, precisamos é reconhecer que temos nos regalado em uma outra Babilônia, aquela que nos deixa prostrado em nossos adultérios, prostituição, mentira, e falso cristianismo, um cristianismo raso e medíocre, que desliga a TV na hora de Babilônia e liga para ver Big Brother. 
Não, Babilônia não é o problema!

5 de abr de 2015

Simpojovem Aborda Temas Complexos da Juventude

Foto: Zélia Correia

"Abordando Temas Complexos da Juventude" foi o tema do 1º SIMPOJOVEM, um Simpósio voltado para a juventude que compõe a UMADSAL - União de Mocidade da Assembléia de Deus em Salvador. Organizado pelo Pr. Rômel Santos, Líder da Assembléia de Deus no Bonfim e Diretor da UMADSAL, o Simpojovem teve como Preletores a mim, o Pr. Enéas Francisco (SP), o Pastor indiano Sudheer Kandikatti e o Pr. Israel Alves,Presidente da Adesal.
O Simpósio que antes tinha um formato voltado para os líderes de jovens de Salvador e que sempre acontecia em ambientes reservados, este ano se voltou para todos os jovens e propiciou oportunidade única de aprendizado, estimulando a fé, os dons e o chamado dos jovens. O Pr. Enéas, autor do livro: Juventude que Prevalece, abordou os principais assuntos de seu livro e falou sobre como ser um jovem ativo no Reino, tema que norteia as ações da UMADSAL desde o ano passado. Numa linguagem simples e atual, o Pastor lembrou da importância de virtudes como: domínio próprio, auto estima e aceitação e mordomia e administração. 
Também tive a oportunidade de ministrar na tarde de sexta, dia 03/04 e falei subordinado ao tema: "Quem é a Geração Para quem Passaremos o Cajado", baseado em 2 Reis 4:29. Mostrei aos jovens os motivos pelos quais o cajado não poderia funcionar na mão e Geazi. Lembrei a eles sobre o tipo de ensino que Geazi recebeu na Escola de profetas, suas virtudes e os problemas de caráter que ele tinha e os fiz entender que a geração que receberá o cajado para fazer a obra de Deus precisa ser desprovida dos vícios que fizeram com que o Cajado não funcionasse com Geazi!
Já o Pr. Sudheer, missionário da Adesal na Índia, falou sobre a prostituição infantil na Índia, fazendo um paralelo com a prostituição infantil aqui no Brasil e desafiou os jovens a fazer algo! O Pr. Israel Alves, que também é Psicanalista, como sempre mostrou habilidade em despertar nos jovens a vontade por vencer os problemas de ordem emocional apontando um caminho para uma vida vitoriosa em Cristo. 
O evento teve ainda muito louvor com o Ministério de Louvor da Adesal Bonfim e a Banda da Umadsal, além de sorteios de camisetas do Congresso marcado para o final de abril, do livro Juventude que Prevalece, do Pr. Enéas e muitos outros brindes.
Ao que tudo indica, o propósito da Diretoria da Umadsal de unificar os jovens começou a tomar corpo com o Simpojovem e deve se tornar em um divisor de águas nesta nova fase que começa a viver a juventude da Adesal. Acredito que, se nós Pastores Setoriais, vestirmos a camisa junto com a Diretoria da UMADESAL, na luta por unir nossos jovens e despertar neles o desejo por agradar a Cristo e fazer sua obra, começaremos a escrever uma nova história para nossa juventude!